253- Pouco a pouco a palavra mingua Torna-se diferente da mesma que ouvimos Quando ainda víamos magia na Lua E a sentíamos mais do que ora sentimos. Pouco a pouco a palavra não fica Não cria raízes na alma de nós Torna-se um som que a poeira debica Pássaro ladrão da velha voz. Pouco a pouco a palavra se deforma Mal escrita Mal ouvida Mal dita A gramática é volúvel na norma E ningém liga a errs de escrita. Pouco a pouco a palavra se deslaça O léxico é curto e pragmático O som que a fazia viva já não enlaça E tudo o mais é fogo errático.
Por estas e outras razões, estamos a persistirna ilusão da armadilha. No Pontal, um pseudo político que, por acaso, é primeiro ministro,insistiu na mesma receita de austeridade apesar de todos os especialistas, nacionais e internacionais já terem chegado à brilhante conclusão de que não passa de um mero caminho para a desgraça. Depois, acusosu a Constituição, o TC, os parceiros europeus e a possível contestação social, de serem hipotéticos inimigos da sua teimosia e, claro, de enegrecerem a luz que ele diz que leva na mão. Confessou, pelo meio, que "estavam quase a chegar ao objectivo". Quem? Qual?.... ele e aqueles que nele se reveem porque, prepotentes, ambiciosos, amorais,mistificadores e sabotadores da humanidade.São os que acham que a ditadura, mesmo trravestida de democracia, é a única terra fértil para os seus objectivos. E estes, são, obviamente, acabar de vez com o Estado Social e erguer o Estado Empresarial, ou seja, capitalismo selvagem e escravização de tudo e de todos à tripa forra. São todos os que acham que o Mundo só existe para os servir. São a refinação da zé-espertice que desde os anos oitenta tem campeado por cá e tanto que foi subindo de tom e de massa e o resultado está à vista.
Por isto é que perder caminhos e voltar às veredas, só porque alguns semearam adversidade... é como combater o fogo e ser abatido por labaredas sem nunca deixar a tenacidade. Todo e qualquer negócio de risco ( esta político é o que é) quase sempre vira tóxico. Arte de enganar o não interrogador que se esquece de que o Tempo é um óxido E tuydo corrói para ser o único vencedor. De não esquecer: as cilaDAS MAIORES SÃO AS QUE SAIEM DE SIMPÁTICOS BEM FALANTES fRIOS OPORTUNISTAS QUE GOSTAM DE SER ESTRELAS pARA MELHOR SUGAREM OS EXPECTANTES.O traidor já se fez passar por bemfeitor e acaba sempre como deus caído. Pelo meio há sempre quem o veja como o melhor quando todos sabem que ele foi sempre um vendido a todos os desígnios do capital, logo, do anti-humanismo. Urge pensar e agir antes que a madrugada se torne em ocaso.
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Impressões digitais de um estranho País ( cont.)
252- Cada vez é mais ténue A separação Entre terra firme e abismo. Tudo nos pode salvar. Tudo nos pode condenar. O que apresentamos na rua Pouco tem a haver com o que guardamos No silêncio de nós. Aparentemente... não nos revoltamos. Aparentemente... não nos incomodamos. Aparentemente... até nos aproveitamos. Não tardará o tempo Do mar revolto Do sismo solto. E depois os mentores de todas as máfias Serão senhores ou meros rufias? Tudo lhes serviu para enriquecer: até crimes de favor. Será que saberão devolver Toda a dignidade Toda a verdade Que nos têm expoliado? Ai este mar de dor em que tudo se afoga!...
O único poder O verdadeiro poder É unificador. O que promove relações humanas Justas Cooperantes Solidárias O que identifica o sentir de cada um Com a dor alheia. Todos os seres têm uma Alma Sábia. Plena de memória e de conhecimento. Se houver verdadeira vontade do Bem A Alma Sábia saberá inspirar-nos E dar-nos a passagem Para a dimensão oculta e inteligente do Universo Onde tudo se converte em Unificado Interactivo Surpreendente. É por isto que o absurdo que nos corrói Tem que ser mudado extirpado substituído Por gente da Luz Por gente de Alma Sábia.
Das fontes de antiga linhagem A vida deu-nos a água Para sobrevivermos Nesta travessia de múltiplas paisagens. Dos montes gorguleja a viagem A vida de alegria e mágoa Para entendermos A alegoria de múltiplas passagens. A água foi-nos dada Porque a havemos de mercar? Da terra fecundada É isto que tudo vem negar? Somos caminhos de consciência Temos que ser caminhos de transparência. Segredos Inventam medos Criadores de conspirações que não respeitam corações Impondo mil degredos A Povos e Nações!...
Porque te não hei-de deixar Se de tudo me deixas vazio?!... por mais que por ti tente lutar Secam-se as fontes Morre-me o rio. Ai ventos que em ti semeiam fogos Nada sabeis de melhores novas. Em ti deuses já não ouvem rogos E já nos cansa o burilar das trovas. Ai flores... ai flores dos verdes pinhos Que vão nas águas a boiar Entre pedras morrem caminhos E misérias matam o verbo amar. Por mais que te ame e queira Não tenho modo de ficar. Para ti sou mera canseira E de ti já pouco há para acreditar. Olhando o vento... quero o céu... Chapéu azul com aves a voar. Nada quero do que é teu... Adeus ó terra... que me sobra o mar!...
Mau grado o espartilho com que nos minguam a Vida Há sempre um rastilho de desfrute da vida apetecida: concertos musicais a abarrotar de juventude Festas e arraiais em que se agita louca atitude. O dia a dia é tão precário!...haja pândega para esquecer que em casa já não há salário E tudo nos anda a doer. Enche-se qualquer santuário com residentes e emigrantes. O tempo por cá é mero sudário E o que vem não é melhor do que antes.Sofrem-se dores nos ossos Bem piores as da... alma.Bens mais preciosos são as fugidias Paz e Calma. Prefiro então olhar o Mundo Pela janela do Sol em desleixo. Rever Agostinho da Silva no fundo de um copo Por onde volto a beber António Aleixo!....
Há toda uma floresta de enganos Nesta terra de sol e mar. Temos o querer dos raianos: viver lá e vir cá descansar.Com ganas de tudo arrasar Desistimos de combater: eleições?...políticos?... Não votar julgamos o melhor amanhecer... porém... Se tudo continuar sem rupturas cada vez seremos mais escravos de elites criminosas e obscuras que odeiam rosas e muito mais os cravos.
Os bem pensantes de ofício são excrementos do Capital que os quer ao seu serviço para semear o mal em toda a vida. Há imensa dor no peito... se o escravo ousar derrotar o seu senhor... a Vida será natural no seu jeito e haverá sorrisos em todos os carreiros.
Curiosamente: o actual governo de Espanha ( de direita) em uníssono com os Sindicatos espanhóis, disseram, aos que lhes aconselhavam a diminuição dos salários de Espanha, que não os diminuíam. E têm maiores salários do que nós. Será que o governo de Passos Coelho/Cavaco Silva aprenderão algo com nuestros hermanos? E o zé-portuga? Já não basta toda esta balbúrdia e euforia com rescisões ditas amigáveis e requalificações ( finalmente o PR lembrou-se de mandar o diploma para o TC) e novas intenções de baixar ainda mais os salários públicos ( para depois os baixarem aos privados) ? E as mobilidades internas... cheias de boas intenções e plenas de ratoeiras!... Por favor, parem e respeitem o que nos resta de Portugal.
O único poder O verdadeiro poder É unificador. O que promove relações humanas Justas Cooperantes Solidárias O que identifica o sentir de cada um Com a dor alheia. Todos os seres têm uma Alma Sábia. Plena de memória e de conhecimento. Se houver verdadeira vontade do Bem A Alma Sábia saberá inspirar-nos E dar-nos a passagem Para a dimensão oculta e inteligente do Universo Onde tudo se converte em Unificado Interactivo Surpreendente. É por isto que o absurdo que nos corrói Tem que ser mudado extirpado substituído Por gente da Luz Por gente de Alma Sábia.
Das fontes de antiga linhagem A vida deu-nos a água Para sobrevivermos Nesta travessia de múltiplas paisagens. Dos montes gorguleja a viagem A vida de alegria e mágoa Para entendermos A alegoria de múltiplas passagens. A água foi-nos dada Porque a havemos de mercar? Da terra fecundada É isto que tudo vem negar? Somos caminhos de consciência Temos que ser caminhos de transparência. Segredos Inventam medos Criadores de conspirações que não respeitam corações Impondo mil degredos A Povos e Nações!...
Porque te não hei-de deixar Se de tudo me deixas vazio?!... por mais que por ti tente lutar Secam-se as fontes Morre-me o rio. Ai ventos que em ti semeiam fogos Nada sabeis de melhores novas. Em ti deuses já não ouvem rogos E já nos cansa o burilar das trovas. Ai flores... ai flores dos verdes pinhos Que vão nas águas a boiar Entre pedras morrem caminhos E misérias matam o verbo amar. Por mais que te ame e queira Não tenho modo de ficar. Para ti sou mera canseira E de ti já pouco há para acreditar. Olhando o vento... quero o céu... Chapéu azul com aves a voar. Nada quero do que é teu... Adeus ó terra... que me sobra o mar!...
Mau grado o espartilho com que nos minguam a Vida Há sempre um rastilho de desfrute da vida apetecida: concertos musicais a abarrotar de juventude Festas e arraiais em que se agita louca atitude. O dia a dia é tão precário!...haja pândega para esquecer que em casa já não há salário E tudo nos anda a doer. Enche-se qualquer santuário com residentes e emigrantes. O tempo por cá é mero sudário E o que vem não é melhor do que antes.Sofrem-se dores nos ossos Bem piores as da... alma.Bens mais preciosos são as fugidias Paz e Calma. Prefiro então olhar o Mundo Pela janela do Sol em desleixo. Rever Agostinho da Silva no fundo de um copo Por onde volto a beber António Aleixo!....
Há toda uma floresta de enganos Nesta terra de sol e mar. Temos o querer dos raianos: viver lá e vir cá descansar.Com ganas de tudo arrasar Desistimos de combater: eleições?...políticos?... Não votar julgamos o melhor amanhecer... porém... Se tudo continuar sem rupturas cada vez seremos mais escravos de elites criminosas e obscuras que odeiam rosas e muito mais os cravos.
Os bem pensantes de ofício são excrementos do Capital que os quer ao seu serviço para semear o mal em toda a vida. Há imensa dor no peito... se o escravo ousar derrotar o seu senhor... a Vida será natural no seu jeito e haverá sorrisos em todos os carreiros.
Curiosamente: o actual governo de Espanha ( de direita) em uníssono com os Sindicatos espanhóis, disseram, aos que lhes aconselhavam a diminuição dos salários de Espanha, que não os diminuíam. E têm maiores salários do que nós. Será que o governo de Passos Coelho/Cavaco Silva aprenderão algo com nuestros hermanos? E o zé-portuga? Já não basta toda esta balbúrdia e euforia com rescisões ditas amigáveis e requalificações ( finalmente o PR lembrou-se de mandar o diploma para o TC) e novas intenções de baixar ainda mais os salários públicos ( para depois os baixarem aos privados) ? E as mobilidades internas... cheias de boas intenções e plenas de ratoeiras!... Por favor, parem e respeitem o que nos resta de Portugal.
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Impressões digitais de um estranho País (cont.)
251-Este Agosto de 2013 está a ficar escaldante ou seja: a virar um Inferno. Nem Dante faria melhor. Mais e mais austeridade.O Governo do PSD/CDS prepara-se para a liquidação total do Estado Social e implementação acelerada do Estado Empresarial. Para tanto, basta condenar os reformados/pensionistas a um fim de vida degradado, onde a humilhação é total. Também, para quem aufere pensões de viuvez. Depois para o que resta do activo da Administração Pública, reduzindo escandalosamente os salários já de si, na maioria, baixos. Salve-se os dos políticos no activo e, claro, as grandes empresas. As PME, apesar de algum balão de oxigénio ( só as que exportam ou pertençam a grandes grupos), estarão condenadas. O Capitalismo selvagem em todo o seu esplendor está aí. Neste momento, avança-se com rescisões "amigáveis" na AP, a que se seguirão despedimentos por via da "requalificação" e consequente privatização ( ainda não confessada) dos serviços públicos mais rentáveis.Atenção: a privatização da água vai endurecer e bem patrocinada pela União Europeia de Barroso e Merkl. Se é verdade que Portugal não é uma ilha, verdade é, também, que os portugueses terão que reagir a todo este avançar de uma nova ditadura por mais disfarçada que se apresente. Ditadura do grande capital. Estamos a ser surpreendidos com a mudança de Local de Trabalho nas escolas: por convite e, depois, compulsivamente. Respeito por quem trabalha? Não. Esta gente sente-se dona do mundo e os Povos que governam são, para eles, escravos.Esta gente não querem ser Povo, nem Humanos, nem Democratas. Esta gente é criminosa em todos os sentidos.Burlam, vigarizam,mentem, mistificam, traiem, roubam e expoliam.Para quando o reagir de facto de todo um Povo?
Preparemo-nos todos, sem excepção, para o desastre total e a alienação deste País. Alarmismo? Não. Lucidez. Há que chamar os bois pelos nomes.E para os que dizem que os Sindicatos são a desgraça, dizemos apenas: se os sindicatos se rendessem e traíssem a defesa dos trabalhadores, Portugal já estava em ditadura total e os portugueses em escravatura completa.Infelizmente ainda há muita gente que julga que, lambendo botas dos senhorecos que escapam e que são premiados. Esquecem-se de que estão a ser transformados em prostitutos e prostitutas enquanto isso servir os interesses dos tais senhorecos. Quando não, serão despachados para a lixeira comum. Nunca como hoje se impõe a cada um dos portugueses este dilema: apoiar quem nos molesta ou optar de vez pelon humanismo que as esquerdas representam.Salvar o País é salvarmo-nos.O nosso destino comum obriga-nos a ter opções fortes e de coragem absoluta. Ou nos salvamos ou nos desgraçamos. Avisos feitos, esperemos que ouçam.
Preparemo-nos todos, sem excepção, para o desastre total e a alienação deste País. Alarmismo? Não. Lucidez. Há que chamar os bois pelos nomes.E para os que dizem que os Sindicatos são a desgraça, dizemos apenas: se os sindicatos se rendessem e traíssem a defesa dos trabalhadores, Portugal já estava em ditadura total e os portugueses em escravatura completa.Infelizmente ainda há muita gente que julga que, lambendo botas dos senhorecos que escapam e que são premiados. Esquecem-se de que estão a ser transformados em prostitutos e prostitutas enquanto isso servir os interesses dos tais senhorecos. Quando não, serão despachados para a lixeira comum. Nunca como hoje se impõe a cada um dos portugueses este dilema: apoiar quem nos molesta ou optar de vez pelon humanismo que as esquerdas representam.Salvar o País é salvarmo-nos.O nosso destino comum obriga-nos a ter opções fortes e de coragem absoluta. Ou nos salvamos ou nos desgraçamos. Avisos feitos, esperemos que ouçam.
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
Impressões digitais de um estranho País (cont.)
250 - Quem diz que alguém ou um artista, por exemplo, é melhor do que outro? Quem são os sábios, donos das verdades dogmáticas, que normalizam todas as tabelas de aferição? Vivemos num tempo em que ops interesses se interligam Subjugam Espiam Conspiram em nome de uma permanente conspirativa competição. Cada vez mais Os melhores artistas auto-exilam-se no anonimato. Não aceitam nem acatam Os ditames dos mercados Dos profissionais formalizadores de opiniões, sempre convenientes ao regime em vigor. Tabeladores de liberdades. Vivemos um tempo em que tudo se relativiza Tudo se banaliza Tudo se materializa. Tempo que injecta medo em todos os nano-segundos E nos narcotiza como pobres diabos em que nos transformam. É o triunfo da mediocridade e da maldade travestidas de... salvação!...
Ser livre é não ser infiel à nossa própria evolução. É consciência pura que nos leva aoencontro do melhor de nós próprios. O nosso magma. Ser livre Obriga-nos à harmonia com o todo planetário e universal. Ser livre é querer e amar a luz. Recusar todas as âncoras da matéria. É ser amante da verdade mesmo quando esta seja relativa. É ter uma mente aberta Lúcida Sagaz que se exprime pelo sentir do coração. Uma mente que sente Que não se esgota no puro e frio raciocínio e recusa o calculismo. Ser livre É nunca desaprender de amar E assim Dialogar com o semelhante E nunca se subjugar ao preconceito. Em suma: É ser Verdadeiramente Inteligente!...
Una é a Vida. Eterna e indivizível.Não foi criada porque... é a plena existência. A plena consciência. Multiplicou-se e multiplica-se pot biliões de seres vivos. Irmanados pelo mesmo útero: VIDA. Tudo e todos interligados. Nunca sós nem separados nem confinados a qualquer cápsula física. Biológica ou material. São unidades autónomas de vida. Interligados entre si e à Vida Universal por um fio de respiração. Isto quiseram humanos apelidar de deus. Está dentro e fora de nós e em todo o Universo. Independentemente da forma ouda fórmula que adopta em cada nano-instante cósmico. A Vida é a plenitude de tudo. Porque haveremos de liquidá-la com ambições e artificialismos incongruentes? Porque teimas em não viver?
Hoje mais do que nunca importa saber o que é ser de esquerda: é pertencer a um movimento de fidelidade essencial e contínua à noção de justiça e de liberdade. Liberdade, Igualdade, Fraternidade: mais do que proclamação da Revolução Francesa,são conceitos cósmicos, sagrados, porque manifestam a ordem Universal. Ser de esquerda é ver a verdade como um compromisso e um caminho de transformação. Desde D.Manuel I, Portugal virou materialista. Com D.João III que impôs a Inquisição, lesou-se a espiritualidade e fez afastar Portugal do seu caminho maior, ou seja, da luz. Temos tido séculos de grandes conquistas mentais e tecnológicas mas... pouco inteligentes. Muito mais retrógradas do que se pensa porque têm embotado a evolução da vida interior de cada ser humano.
O Individualismo não é mais do que um separatismo, ou seja, o ego de cada um contra o Mundo, uma tentativa de afirmação de poder por mero desejo de sobrevivência. Ao projectarmo-nos contra os outros, nada resolvemos e, quando atingido o limite do seu poder, torna-se impotente. Todo o poder individual que não integra o ser humano na vida colectiva, dissocia-o e insulariza-o. O único poder real é o que unifica, aquele que promove o poder das relações humanas justas, cooperantes, solidárias e que têm compaixão, ou seja, identificam o sentir de cada com a dor alheia.
Por tudo o que fica dito, convirá saber encontrar o caminho comum que possa derrotar o mal que impera e repor tudo no caminho do Mundo melhor que todos queremos e desejamos. Para tanto... cada um também tem que se saber melhorar. E não será por meros consumismos e competições assassinas que se alcançará tais metas. Portanto... mãos ao trabalho que o tempo urge. Os assassinos da Vida não desarmam se não soubermos ser solidários e cooperantes e verdadeiramente de esquerda.
Ser livre é não ser infiel à nossa própria evolução. É consciência pura que nos leva aoencontro do melhor de nós próprios. O nosso magma. Ser livre Obriga-nos à harmonia com o todo planetário e universal. Ser livre é querer e amar a luz. Recusar todas as âncoras da matéria. É ser amante da verdade mesmo quando esta seja relativa. É ter uma mente aberta Lúcida Sagaz que se exprime pelo sentir do coração. Uma mente que sente Que não se esgota no puro e frio raciocínio e recusa o calculismo. Ser livre É nunca desaprender de amar E assim Dialogar com o semelhante E nunca se subjugar ao preconceito. Em suma: É ser Verdadeiramente Inteligente!...
Una é a Vida. Eterna e indivizível.Não foi criada porque... é a plena existência. A plena consciência. Multiplicou-se e multiplica-se pot biliões de seres vivos. Irmanados pelo mesmo útero: VIDA. Tudo e todos interligados. Nunca sós nem separados nem confinados a qualquer cápsula física. Biológica ou material. São unidades autónomas de vida. Interligados entre si e à Vida Universal por um fio de respiração. Isto quiseram humanos apelidar de deus. Está dentro e fora de nós e em todo o Universo. Independentemente da forma ouda fórmula que adopta em cada nano-instante cósmico. A Vida é a plenitude de tudo. Porque haveremos de liquidá-la com ambições e artificialismos incongruentes? Porque teimas em não viver?
Hoje mais do que nunca importa saber o que é ser de esquerda: é pertencer a um movimento de fidelidade essencial e contínua à noção de justiça e de liberdade. Liberdade, Igualdade, Fraternidade: mais do que proclamação da Revolução Francesa,são conceitos cósmicos, sagrados, porque manifestam a ordem Universal. Ser de esquerda é ver a verdade como um compromisso e um caminho de transformação. Desde D.Manuel I, Portugal virou materialista. Com D.João III que impôs a Inquisição, lesou-se a espiritualidade e fez afastar Portugal do seu caminho maior, ou seja, da luz. Temos tido séculos de grandes conquistas mentais e tecnológicas mas... pouco inteligentes. Muito mais retrógradas do que se pensa porque têm embotado a evolução da vida interior de cada ser humano.
O Individualismo não é mais do que um separatismo, ou seja, o ego de cada um contra o Mundo, uma tentativa de afirmação de poder por mero desejo de sobrevivência. Ao projectarmo-nos contra os outros, nada resolvemos e, quando atingido o limite do seu poder, torna-se impotente. Todo o poder individual que não integra o ser humano na vida colectiva, dissocia-o e insulariza-o. O único poder real é o que unifica, aquele que promove o poder das relações humanas justas, cooperantes, solidárias e que têm compaixão, ou seja, identificam o sentir de cada com a dor alheia.
Por tudo o que fica dito, convirá saber encontrar o caminho comum que possa derrotar o mal que impera e repor tudo no caminho do Mundo melhor que todos queremos e desejamos. Para tanto... cada um também tem que se saber melhorar. E não será por meros consumismos e competições assassinas que se alcançará tais metas. Portanto... mãos ao trabalho que o tempo urge. Os assassinos da Vida não desarmam se não soubermos ser solidários e cooperantes e verdadeiramente de esquerda.
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Impressões digitais de um estranho País ( cont.)
249 - Árvores ondulam Danças do ventre Nos claustros da
Noite. As misérias enloucam gentes Moribundas de alma Crentes de um poder Que
lhes desbota e arrasa a vida. Descrentes de si próprias Auto-exiladas da sua
cidadania Incapazes de darem um chuto nas nádegas Destes cortesãos dos
Brendenbergs Que Conspiram contra a vida. As lógicas São-nos impingidas A todo
o momento Pelas publicidades e opinadores de serviço. Aliás... estes são os
vendedores oficiais e bem pagos para lhes venderem as ideias... as
políticas.... preparar o doente para a operação... enfim amaciar os caminhos.
Invadem-nos a carne e a alma Para nos domesticarem Para nos humilharem Para nos
destruírem Para nos ferirem De morte lenta Para triunfo e glória Do seu egoísmo
canibal. Afinal... Quando venceremos a tirania?!...
Nos anos cinquenta, foi publicado um livro: O despertar dos
mágicos. De quando em vez é reeditado. Desaparece logo do mercado. No
entanto... foi percursor do que nos está a acontecer. Na última visita papal ao
Brasil, Francisco apelou aos jovens para serem revolucionários e combaterem sem
tréguas toda esta política de radicalização materialista que vai retirando os
direitos humanos a todos os Povos. Há novos e melhores caminhos para o
progresso da Humanidade. E esta tem que ser vista como um todo : a aldeia
humana que voga numa gota de universo e que... se não arrepiar caminho... torna
insustentável a vida humana e planetária. Este poder que se julga eterno e
capaz de tudo subjugar... só é forte se permanecer a covardia colectiva do
nosso e de todos os Povos. Por isso é que este poder porfia na estupidificação
colectiva através do consumismo levado a todos os extremos e paradoxos. Por
isso é que todas as programações de lazer e de divulgação das televisões
espalham a pimbalhada como grande cultura... imagine-se... popular. Por isso é
que as telenovelas proliferam no imaginário quotidiano. Por isso é que o
futebol domina as conversas de café e de trabalho e de... o desporto é muito
mais do que o futebol onde as máfias do capital ganham e engrossam raízes. Ser
civilizado implica grande cultura e saber e tolerância. Mas não pode significar
que se aceite e se conviva com os venenos que matam e asfixiam a democracia e o
bem estar dos Povos. Os totalitarismos só nos podem afogar. Nunca... nunca nos
salvarão.
Nos últimos dias... após a remodelação... subiram os tiques
totalitários e fascizantes de Passos Coelho e restante mandaretes que o
acompanham. A ministra das finanças diz que não mente... mistifica... o que é
ainda mais venenoso e pérfido. Toda esta gente está postada a cumprir com os
ditames internacionais que tem feito de Portugal a cobaia por excelência do tal
Estado Empresarial que pretendem. Ou seja: as regras são ditadas pelos
interesses do grande capital. E que se desenganem os micro empresários que
estão de novo a proliferar e que tão bem têm sido elogiados por este poder:
eles serão sacrificados logo que esta política se considere
vitoriosa. Porque na sua lógica... as grandes massas são para escravizar e
anular qualquer sintoma de rebelião.
Há que resistir com as forças que nos restam e derrotar e
derrubar esta governação e esta ideologia que... a coberto do
neo-liberalismo... é... neo-fascista... neo-nazi... gostemos ou não das
palavras teremos que encarar a realidade: ou os derrotamos agora ou... seremos
reduzidos ao miserabilismo dos escravos robotizados. Até das sementes de tudo o
que temos na Natureza eles querem ser donos. Não se esqueçam as palavras do
Papa Francisco: sejemos revolucionários e derrotemos este materialismo que nos
impede de ser humanos e pacíficos e cultos e progressivos. Haja luz em todos os
crâneos e vontade firme nos nossos quotidianos.
terça-feira, 30 de julho de 2013
Impressões digitais de um estranho País ( cont.)
248 - Agora estou cansado. Sento-me no jardim da noite. Beboi a lua soberana. Plena de luz. Caminheira de todas as peregrinações. Tudo me anda arredado. A ausência tornou-se açoite. A presença, raiana. Os dias, bordado a ponto cruz. As horas, simples alucinações. Deveria partir. Para a concha do mar. Esquecer-me de tudo e... RIR. Respirar o tempo e cantar. Falta-me poder para tanto. E acabo prisioneiro do espanto!... Tudo isto porque: Os Estados abarrotam de mentiras. E quando uma ministra diz que não mente, ou goza com toda a gente ou não entende que a sua verdade Não é a realidade de toda a gente. Seja como for ou seja quem for, Estas governações Vivem ao arrepio das Nações. E não merecem qualquer tipo de crédito. Este sistema ocidental Está decrépito Tem um mero valor pontual. A vida humana e não só Vai ter que encontrar um outro olhar. Até lá... é um desfazer que vai doer E muito Ao amanhecer!... Até porque: a estupidez e a cretinice Sempre foram duas irmãs Obstinadas A viver no e do poder Dos que finjem ser democráticos Mas nunca podem perder um único momento Em que Vibrantes de pensamento Dão uma de... salvadores erráticos. São os que da traição fizeram a salvação nacional E como se deram mal Agora querem uma União Nacional Com toda a gente Com todos os credos Com todas as maneiras... enfim, com a indigente Travessa dos Medos A escorregar poor entre dedos Que não estão para brincadeiras!... Marcelismo salazarento à espera de voltar... Carregar num autoclismo e descarregar Todo esta poeirento profissionalismo de enganar.
Tenho medo de não ter tempo Para tanto que me falta escrever E pintar E tentar Dar a conhecer Uma das portas Para um novo amanhecer!... Tenho medo de não ter seiva Para tudo que me falta desenhar A cores ou sem elas E navegar Num mar de estrelas Com asas a sombrear!... Nos corredores dos meus silêncios Não vejo as cores Das ausências Sinto apenas o trinar Dos pássaros viajantes Depois dos gatos interrogantes Me olharem. Pararam os moinhos de vento E a fome de tudo e de nada Anda a monte E sei Que este é o momento De uma nova estrada Profunda alvorada Para o Mundo Que de imundo se quer de alma lavada!...
Quando tudo nos afoga Num País de rastos Há que dedilhar Novas canções Novos ritmos e melodias Novas emoções Como o mar imenso De onde vai sair Livro a descobrir Um mundo intenso Nova alma e sentir Novo pensar E o País a continuar Será o tempo novo Mais a jeito do Povo que não vai nem pode aceitar Novos mandarins Viciados na traição ou na tentação De ter melhores jardins E pôr o Povo em submissão Que o tempo é de escolher Entre vida e morte Entre ser ou não ser E ter... um pouco mais de sorte!... Até porque: Há toda uma foz Em delta aluvial Neste rio de coincidências Em que fomos confrontados Comn séries de acidentes ferroviários e rodoviários Com mortos e feridos e salvados. Espantamo-nos com tanta dor. Nunca pensamos Nunca interrogamos Se tudo isto não é um aviso Para moderarmos Toda esta sociedade Que nos empobrece Na carne e na alma Entre ritmos infernais De trabalho e competições tão sérias quanto banais e nos tornam esquecidos do céu azul E dos Universos que respiram Para lá do que somos. Olhar o mar e saber que há muito por descobrir No que julgamos já todo conhecido É o sorriso invulgar Da liberdade!...
Mesmo quando tudo nos parece condenado e irremediado, há que dar as mãos e acreditar que há mudanças que teremos que fazer para podermos sobreviver enquanto Povo e País e Nação. O último ataque à Administração Pública é a tentativa de arrasamento do Estado Social para que se erga o Estado Empresarial e os Povos sejam, de vez, escorraçados para uma escravatura de pobreza material e imaterial. Há que resistir e desgastar e derrotar e derrubar toda esta pseudo marcha triunfal dos que traiem e roubam e servem-se do bem público para sua própria glória. Há esperança... assim queiramos dar-lhe vida e carne e, já agora, um novo tempo em que os Povos sejam donos, de facto e de direito, dos seus destinos. A liberdade anda por aí. Não a queiramos clandestina!...
Tenho medo de não ter tempo Para tanto que me falta escrever E pintar E tentar Dar a conhecer Uma das portas Para um novo amanhecer!... Tenho medo de não ter seiva Para tudo que me falta desenhar A cores ou sem elas E navegar Num mar de estrelas Com asas a sombrear!... Nos corredores dos meus silêncios Não vejo as cores Das ausências Sinto apenas o trinar Dos pássaros viajantes Depois dos gatos interrogantes Me olharem. Pararam os moinhos de vento E a fome de tudo e de nada Anda a monte E sei Que este é o momento De uma nova estrada Profunda alvorada Para o Mundo Que de imundo se quer de alma lavada!...
Quando tudo nos afoga Num País de rastos Há que dedilhar Novas canções Novos ritmos e melodias Novas emoções Como o mar imenso De onde vai sair Livro a descobrir Um mundo intenso Nova alma e sentir Novo pensar E o País a continuar Será o tempo novo Mais a jeito do Povo que não vai nem pode aceitar Novos mandarins Viciados na traição ou na tentação De ter melhores jardins E pôr o Povo em submissão Que o tempo é de escolher Entre vida e morte Entre ser ou não ser E ter... um pouco mais de sorte!... Até porque: Há toda uma foz Em delta aluvial Neste rio de coincidências Em que fomos confrontados Comn séries de acidentes ferroviários e rodoviários Com mortos e feridos e salvados. Espantamo-nos com tanta dor. Nunca pensamos Nunca interrogamos Se tudo isto não é um aviso Para moderarmos Toda esta sociedade Que nos empobrece Na carne e na alma Entre ritmos infernais De trabalho e competições tão sérias quanto banais e nos tornam esquecidos do céu azul E dos Universos que respiram Para lá do que somos. Olhar o mar e saber que há muito por descobrir No que julgamos já todo conhecido É o sorriso invulgar Da liberdade!...
Mesmo quando tudo nos parece condenado e irremediado, há que dar as mãos e acreditar que há mudanças que teremos que fazer para podermos sobreviver enquanto Povo e País e Nação. O último ataque à Administração Pública é a tentativa de arrasamento do Estado Social para que se erga o Estado Empresarial e os Povos sejam, de vez, escorraçados para uma escravatura de pobreza material e imaterial. Há que resistir e desgastar e derrotar e derrubar toda esta pseudo marcha triunfal dos que traiem e roubam e servem-se do bem público para sua própria glória. Há esperança... assim queiramos dar-lhe vida e carne e, já agora, um novo tempo em que os Povos sejam donos, de facto e de direito, dos seus destinos. A liberdade anda por aí. Não a queiramos clandestina!...
terça-feira, 23 de julho de 2013
Impressões digitais de um estranho País (cont.)
247 - Nos últimos dias, urge uma resposta dirtecta à Presidência da República e ao suposto primeiro ministro: Quando os pântanos se instalam O sistema apodrece De tudo o que fazem exalam Um resplendor que fenece.---- Palavras de um velho sábio Que dizia ser urgente Drenar os pântanos E fazer crescer Uma nova paiusagem Que desse mais pura aragem A tudo oi que sustentra a vida. Viva e decente Abraçoi e asa Para toda a gente Que muito morreu Na velha estrada apodrecida. Aos que no pântano viam Vida Gloriosa Com segurança para predadores O velho sábio dizia Que a paisagem Poderia ficar furiosa Congregar toda a Natureza Para os expulsar E oiutro tempo instalar!... Também: As crises transtornam todasa as geografias Mesmo as íntimas dos seres humanos. E se por vezes geram uniões Na m,aior parte produzem desuniões. Os silêncios são fartos As paciências ralas Os amores evaporam-se Os mutismos proliferam. Daí às loucuras... são passos de pardal. Urge acabar com as crises. Apenas se formos capazes De destruir egoísmos perversos Ambições inconfessáveis Empobrecimentos infindáveis E os Povos escolher5em Filhos verdadeiros Para os defenderem E não os eternos coveiros De todos os sonhos!...
Depois disto, dizer que, ainda hoje, os jornais noticiam quanto uns seis senhores, banqueiros e donos de hiper mercados, ganharam com o último discurso ao País de Cavaco Silva: pudera, já o tínhamos dito: só não queriam eleições antecipadas já, os que tinham negócios a correr ou em vias de os fazer. A bolsa, dá a resposta e confirma o que dissémos. O filho do gasolineiro de Boliq1ueime deveria ter vergonha do que está a fazer ao País e ao seu próprio Povo. É por estas e outras razões, que esta gente não nos merece qualquer respeito. Ninguém, neste País, poderá respeitar quem está a soldo do capital internacional e o serve ao ponto de ser carrasco do seu próprio Povo. É por estas razões que os Povos se afastam dos partidos políticos e se coloca em risco as democracias. E se Agosto e seguintes vão ser meses de grande desespero mas, também, de luta para grande parte do Povo, urge pensar o que espera a Europa de um País à beira de umn ataque de nervos?!... Haja luz no horizonte.
Depois disto, dizer que, ainda hoje, os jornais noticiam quanto uns seis senhores, banqueiros e donos de hiper mercados, ganharam com o último discurso ao País de Cavaco Silva: pudera, já o tínhamos dito: só não queriam eleições antecipadas já, os que tinham negócios a correr ou em vias de os fazer. A bolsa, dá a resposta e confirma o que dissémos. O filho do gasolineiro de Boliq1ueime deveria ter vergonha do que está a fazer ao País e ao seu próprio Povo. É por estas e outras razões, que esta gente não nos merece qualquer respeito. Ninguém, neste País, poderá respeitar quem está a soldo do capital internacional e o serve ao ponto de ser carrasco do seu próprio Povo. É por estas razões que os Povos se afastam dos partidos políticos e se coloca em risco as democracias. E se Agosto e seguintes vão ser meses de grande desespero mas, também, de luta para grande parte do Povo, urge pensar o que espera a Europa de um País à beira de umn ataque de nervos?!... Haja luz no horizonte.
Subscrever:
Mensagens (Atom)