250 - Quem diz que alguém ou um artista, por exemplo, é melhor do que outro? Quem são os sábios, donos das verdades dogmáticas, que normalizam todas as tabelas de aferição? Vivemos num tempo em que ops interesses se interligam Subjugam Espiam Conspiram em nome de uma permanente conspirativa competição. Cada vez mais Os melhores artistas auto-exilam-se no anonimato. Não aceitam nem acatam Os ditames dos mercados Dos profissionais formalizadores de opiniões, sempre convenientes ao regime em vigor. Tabeladores de liberdades. Vivemos um tempo em que tudo se relativiza Tudo se banaliza Tudo se materializa. Tempo que injecta medo em todos os nano-segundos E nos narcotiza como pobres diabos em que nos transformam. É o triunfo da mediocridade e da maldade travestidas de... salvação!...
Ser livre é não ser infiel à nossa própria evolução. É consciência pura que nos leva aoencontro do melhor de nós próprios. O nosso magma. Ser livre Obriga-nos à harmonia com o todo planetário e universal. Ser livre é querer e amar a luz. Recusar todas as âncoras da matéria. É ser amante da verdade mesmo quando esta seja relativa. É ter uma mente aberta Lúcida Sagaz que se exprime pelo sentir do coração. Uma mente que sente Que não se esgota no puro e frio raciocínio e recusa o calculismo. Ser livre É nunca desaprender de amar E assim Dialogar com o semelhante E nunca se subjugar ao preconceito. Em suma: É ser Verdadeiramente Inteligente!...
Una é a Vida. Eterna e indivizível.Não foi criada porque... é a plena existência. A plena consciência. Multiplicou-se e multiplica-se pot biliões de seres vivos. Irmanados pelo mesmo útero: VIDA. Tudo e todos interligados. Nunca sós nem separados nem confinados a qualquer cápsula física. Biológica ou material. São unidades autónomas de vida. Interligados entre si e à Vida Universal por um fio de respiração. Isto quiseram humanos apelidar de deus. Está dentro e fora de nós e em todo o Universo. Independentemente da forma ouda fórmula que adopta em cada nano-instante cósmico. A Vida é a plenitude de tudo. Porque haveremos de liquidá-la com ambições e artificialismos incongruentes? Porque teimas em não viver?
Hoje mais do que nunca importa saber o que é ser de esquerda: é pertencer a um movimento de fidelidade essencial e contínua à noção de justiça e de liberdade. Liberdade, Igualdade, Fraternidade: mais do que proclamação da Revolução Francesa,são conceitos cósmicos, sagrados, porque manifestam a ordem Universal. Ser de esquerda é ver a verdade como um compromisso e um caminho de transformação. Desde D.Manuel I, Portugal virou materialista. Com D.João III que impôs a Inquisição, lesou-se a espiritualidade e fez afastar Portugal do seu caminho maior, ou seja, da luz. Temos tido séculos de grandes conquistas mentais e tecnológicas mas... pouco inteligentes. Muito mais retrógradas do que se pensa porque têm embotado a evolução da vida interior de cada ser humano.
O Individualismo não é mais do que um separatismo, ou seja, o ego de cada um contra o Mundo, uma tentativa de afirmação de poder por mero desejo de sobrevivência. Ao projectarmo-nos contra os outros, nada resolvemos e, quando atingido o limite do seu poder, torna-se impotente. Todo o poder individual que não integra o ser humano na vida colectiva, dissocia-o e insulariza-o. O único poder real é o que unifica, aquele que promove o poder das relações humanas justas, cooperantes, solidárias e que têm compaixão, ou seja, identificam o sentir de cada com a dor alheia.
Por tudo o que fica dito, convirá saber encontrar o caminho comum que possa derrotar o mal que impera e repor tudo no caminho do Mundo melhor que todos queremos e desejamos. Para tanto... cada um também tem que se saber melhorar. E não será por meros consumismos e competições assassinas que se alcançará tais metas. Portanto... mãos ao trabalho que o tempo urge. Os assassinos da Vida não desarmam se não soubermos ser solidários e cooperantes e verdadeiramente de esquerda.
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Impressões digitais de um estranho País ( cont.)
249 - Árvores ondulam Danças do ventre Nos claustros da
Noite. As misérias enloucam gentes Moribundas de alma Crentes de um poder Que
lhes desbota e arrasa a vida. Descrentes de si próprias Auto-exiladas da sua
cidadania Incapazes de darem um chuto nas nádegas Destes cortesãos dos
Brendenbergs Que Conspiram contra a vida. As lógicas São-nos impingidas A todo
o momento Pelas publicidades e opinadores de serviço. Aliás... estes são os
vendedores oficiais e bem pagos para lhes venderem as ideias... as
políticas.... preparar o doente para a operação... enfim amaciar os caminhos.
Invadem-nos a carne e a alma Para nos domesticarem Para nos humilharem Para nos
destruírem Para nos ferirem De morte lenta Para triunfo e glória Do seu egoísmo
canibal. Afinal... Quando venceremos a tirania?!...
Nos anos cinquenta, foi publicado um livro: O despertar dos
mágicos. De quando em vez é reeditado. Desaparece logo do mercado. No
entanto... foi percursor do que nos está a acontecer. Na última visita papal ao
Brasil, Francisco apelou aos jovens para serem revolucionários e combaterem sem
tréguas toda esta política de radicalização materialista que vai retirando os
direitos humanos a todos os Povos. Há novos e melhores caminhos para o
progresso da Humanidade. E esta tem que ser vista como um todo : a aldeia
humana que voga numa gota de universo e que... se não arrepiar caminho... torna
insustentável a vida humana e planetária. Este poder que se julga eterno e
capaz de tudo subjugar... só é forte se permanecer a covardia colectiva do
nosso e de todos os Povos. Por isso é que este poder porfia na estupidificação
colectiva através do consumismo levado a todos os extremos e paradoxos. Por
isso é que todas as programações de lazer e de divulgação das televisões
espalham a pimbalhada como grande cultura... imagine-se... popular. Por isso é
que as telenovelas proliferam no imaginário quotidiano. Por isso é que o
futebol domina as conversas de café e de trabalho e de... o desporto é muito
mais do que o futebol onde as máfias do capital ganham e engrossam raízes. Ser
civilizado implica grande cultura e saber e tolerância. Mas não pode significar
que se aceite e se conviva com os venenos que matam e asfixiam a democracia e o
bem estar dos Povos. Os totalitarismos só nos podem afogar. Nunca... nunca nos
salvarão.
Nos últimos dias... após a remodelação... subiram os tiques
totalitários e fascizantes de Passos Coelho e restante mandaretes que o
acompanham. A ministra das finanças diz que não mente... mistifica... o que é
ainda mais venenoso e pérfido. Toda esta gente está postada a cumprir com os
ditames internacionais que tem feito de Portugal a cobaia por excelência do tal
Estado Empresarial que pretendem. Ou seja: as regras são ditadas pelos
interesses do grande capital. E que se desenganem os micro empresários que
estão de novo a proliferar e que tão bem têm sido elogiados por este poder:
eles serão sacrificados logo que esta política se considere
vitoriosa. Porque na sua lógica... as grandes massas são para escravizar e
anular qualquer sintoma de rebelião.
Há que resistir com as forças que nos restam e derrotar e
derrubar esta governação e esta ideologia que... a coberto do
neo-liberalismo... é... neo-fascista... neo-nazi... gostemos ou não das
palavras teremos que encarar a realidade: ou os derrotamos agora ou... seremos
reduzidos ao miserabilismo dos escravos robotizados. Até das sementes de tudo o
que temos na Natureza eles querem ser donos. Não se esqueçam as palavras do
Papa Francisco: sejemos revolucionários e derrotemos este materialismo que nos
impede de ser humanos e pacíficos e cultos e progressivos. Haja luz em todos os
crâneos e vontade firme nos nossos quotidianos.
terça-feira, 30 de julho de 2013
Impressões digitais de um estranho País ( cont.)
248 - Agora estou cansado. Sento-me no jardim da noite. Beboi a lua soberana. Plena de luz. Caminheira de todas as peregrinações. Tudo me anda arredado. A ausência tornou-se açoite. A presença, raiana. Os dias, bordado a ponto cruz. As horas, simples alucinações. Deveria partir. Para a concha do mar. Esquecer-me de tudo e... RIR. Respirar o tempo e cantar. Falta-me poder para tanto. E acabo prisioneiro do espanto!... Tudo isto porque: Os Estados abarrotam de mentiras. E quando uma ministra diz que não mente, ou goza com toda a gente ou não entende que a sua verdade Não é a realidade de toda a gente. Seja como for ou seja quem for, Estas governações Vivem ao arrepio das Nações. E não merecem qualquer tipo de crédito. Este sistema ocidental Está decrépito Tem um mero valor pontual. A vida humana e não só Vai ter que encontrar um outro olhar. Até lá... é um desfazer que vai doer E muito Ao amanhecer!... Até porque: a estupidez e a cretinice Sempre foram duas irmãs Obstinadas A viver no e do poder Dos que finjem ser democráticos Mas nunca podem perder um único momento Em que Vibrantes de pensamento Dão uma de... salvadores erráticos. São os que da traição fizeram a salvação nacional E como se deram mal Agora querem uma União Nacional Com toda a gente Com todos os credos Com todas as maneiras... enfim, com a indigente Travessa dos Medos A escorregar poor entre dedos Que não estão para brincadeiras!... Marcelismo salazarento à espera de voltar... Carregar num autoclismo e descarregar Todo esta poeirento profissionalismo de enganar.
Tenho medo de não ter tempo Para tanto que me falta escrever E pintar E tentar Dar a conhecer Uma das portas Para um novo amanhecer!... Tenho medo de não ter seiva Para tudo que me falta desenhar A cores ou sem elas E navegar Num mar de estrelas Com asas a sombrear!... Nos corredores dos meus silêncios Não vejo as cores Das ausências Sinto apenas o trinar Dos pássaros viajantes Depois dos gatos interrogantes Me olharem. Pararam os moinhos de vento E a fome de tudo e de nada Anda a monte E sei Que este é o momento De uma nova estrada Profunda alvorada Para o Mundo Que de imundo se quer de alma lavada!...
Quando tudo nos afoga Num País de rastos Há que dedilhar Novas canções Novos ritmos e melodias Novas emoções Como o mar imenso De onde vai sair Livro a descobrir Um mundo intenso Nova alma e sentir Novo pensar E o País a continuar Será o tempo novo Mais a jeito do Povo que não vai nem pode aceitar Novos mandarins Viciados na traição ou na tentação De ter melhores jardins E pôr o Povo em submissão Que o tempo é de escolher Entre vida e morte Entre ser ou não ser E ter... um pouco mais de sorte!... Até porque: Há toda uma foz Em delta aluvial Neste rio de coincidências Em que fomos confrontados Comn séries de acidentes ferroviários e rodoviários Com mortos e feridos e salvados. Espantamo-nos com tanta dor. Nunca pensamos Nunca interrogamos Se tudo isto não é um aviso Para moderarmos Toda esta sociedade Que nos empobrece Na carne e na alma Entre ritmos infernais De trabalho e competições tão sérias quanto banais e nos tornam esquecidos do céu azul E dos Universos que respiram Para lá do que somos. Olhar o mar e saber que há muito por descobrir No que julgamos já todo conhecido É o sorriso invulgar Da liberdade!...
Mesmo quando tudo nos parece condenado e irremediado, há que dar as mãos e acreditar que há mudanças que teremos que fazer para podermos sobreviver enquanto Povo e País e Nação. O último ataque à Administração Pública é a tentativa de arrasamento do Estado Social para que se erga o Estado Empresarial e os Povos sejam, de vez, escorraçados para uma escravatura de pobreza material e imaterial. Há que resistir e desgastar e derrotar e derrubar toda esta pseudo marcha triunfal dos que traiem e roubam e servem-se do bem público para sua própria glória. Há esperança... assim queiramos dar-lhe vida e carne e, já agora, um novo tempo em que os Povos sejam donos, de facto e de direito, dos seus destinos. A liberdade anda por aí. Não a queiramos clandestina!...
Tenho medo de não ter tempo Para tanto que me falta escrever E pintar E tentar Dar a conhecer Uma das portas Para um novo amanhecer!... Tenho medo de não ter seiva Para tudo que me falta desenhar A cores ou sem elas E navegar Num mar de estrelas Com asas a sombrear!... Nos corredores dos meus silêncios Não vejo as cores Das ausências Sinto apenas o trinar Dos pássaros viajantes Depois dos gatos interrogantes Me olharem. Pararam os moinhos de vento E a fome de tudo e de nada Anda a monte E sei Que este é o momento De uma nova estrada Profunda alvorada Para o Mundo Que de imundo se quer de alma lavada!...
Quando tudo nos afoga Num País de rastos Há que dedilhar Novas canções Novos ritmos e melodias Novas emoções Como o mar imenso De onde vai sair Livro a descobrir Um mundo intenso Nova alma e sentir Novo pensar E o País a continuar Será o tempo novo Mais a jeito do Povo que não vai nem pode aceitar Novos mandarins Viciados na traição ou na tentação De ter melhores jardins E pôr o Povo em submissão Que o tempo é de escolher Entre vida e morte Entre ser ou não ser E ter... um pouco mais de sorte!... Até porque: Há toda uma foz Em delta aluvial Neste rio de coincidências Em que fomos confrontados Comn séries de acidentes ferroviários e rodoviários Com mortos e feridos e salvados. Espantamo-nos com tanta dor. Nunca pensamos Nunca interrogamos Se tudo isto não é um aviso Para moderarmos Toda esta sociedade Que nos empobrece Na carne e na alma Entre ritmos infernais De trabalho e competições tão sérias quanto banais e nos tornam esquecidos do céu azul E dos Universos que respiram Para lá do que somos. Olhar o mar e saber que há muito por descobrir No que julgamos já todo conhecido É o sorriso invulgar Da liberdade!...
Mesmo quando tudo nos parece condenado e irremediado, há que dar as mãos e acreditar que há mudanças que teremos que fazer para podermos sobreviver enquanto Povo e País e Nação. O último ataque à Administração Pública é a tentativa de arrasamento do Estado Social para que se erga o Estado Empresarial e os Povos sejam, de vez, escorraçados para uma escravatura de pobreza material e imaterial. Há que resistir e desgastar e derrotar e derrubar toda esta pseudo marcha triunfal dos que traiem e roubam e servem-se do bem público para sua própria glória. Há esperança... assim queiramos dar-lhe vida e carne e, já agora, um novo tempo em que os Povos sejam donos, de facto e de direito, dos seus destinos. A liberdade anda por aí. Não a queiramos clandestina!...
terça-feira, 23 de julho de 2013
Impressões digitais de um estranho País (cont.)
247 - Nos últimos dias, urge uma resposta dirtecta à Presidência da República e ao suposto primeiro ministro: Quando os pântanos se instalam O sistema apodrece De tudo o que fazem exalam Um resplendor que fenece.---- Palavras de um velho sábio Que dizia ser urgente Drenar os pântanos E fazer crescer Uma nova paiusagem Que desse mais pura aragem A tudo oi que sustentra a vida. Viva e decente Abraçoi e asa Para toda a gente Que muito morreu Na velha estrada apodrecida. Aos que no pântano viam Vida Gloriosa Com segurança para predadores O velho sábio dizia Que a paisagem Poderia ficar furiosa Congregar toda a Natureza Para os expulsar E oiutro tempo instalar!... Também: As crises transtornam todasa as geografias Mesmo as íntimas dos seres humanos. E se por vezes geram uniões Na m,aior parte produzem desuniões. Os silêncios são fartos As paciências ralas Os amores evaporam-se Os mutismos proliferam. Daí às loucuras... são passos de pardal. Urge acabar com as crises. Apenas se formos capazes De destruir egoísmos perversos Ambições inconfessáveis Empobrecimentos infindáveis E os Povos escolher5em Filhos verdadeiros Para os defenderem E não os eternos coveiros De todos os sonhos!...
Depois disto, dizer que, ainda hoje, os jornais noticiam quanto uns seis senhores, banqueiros e donos de hiper mercados, ganharam com o último discurso ao País de Cavaco Silva: pudera, já o tínhamos dito: só não queriam eleições antecipadas já, os que tinham negócios a correr ou em vias de os fazer. A bolsa, dá a resposta e confirma o que dissémos. O filho do gasolineiro de Boliq1ueime deveria ter vergonha do que está a fazer ao País e ao seu próprio Povo. É por estas e outras razões, que esta gente não nos merece qualquer respeito. Ninguém, neste País, poderá respeitar quem está a soldo do capital internacional e o serve ao ponto de ser carrasco do seu próprio Povo. É por estas razões que os Povos se afastam dos partidos políticos e se coloca em risco as democracias. E se Agosto e seguintes vão ser meses de grande desespero mas, também, de luta para grande parte do Povo, urge pensar o que espera a Europa de um País à beira de umn ataque de nervos?!... Haja luz no horizonte.
Depois disto, dizer que, ainda hoje, os jornais noticiam quanto uns seis senhores, banqueiros e donos de hiper mercados, ganharam com o último discurso ao País de Cavaco Silva: pudera, já o tínhamos dito: só não queriam eleições antecipadas já, os que tinham negócios a correr ou em vias de os fazer. A bolsa, dá a resposta e confirma o que dissémos. O filho do gasolineiro de Boliq1ueime deveria ter vergonha do que está a fazer ao País e ao seu próprio Povo. É por estas e outras razões, que esta gente não nos merece qualquer respeito. Ninguém, neste País, poderá respeitar quem está a soldo do capital internacional e o serve ao ponto de ser carrasco do seu próprio Povo. É por estas razões que os Povos se afastam dos partidos políticos e se coloca em risco as democracias. E se Agosto e seguintes vão ser meses de grande desespero mas, também, de luta para grande parte do Povo, urge pensar o que espera a Europa de um País à beira de umn ataque de nervos?!... Haja luz no horizonte.
terça-feira, 16 de julho de 2013
Impressões digitais de um estranho País ( cont.)
246 - Se as esteiras voltam à praia Certo seja haver veraneantes Com gostos diferenciados E mais naturalistas. E haverá trabalho para artesãos Que já terão perdido as chaves do Céu. Talvez por isto seja urgente Instalar o serviço de reanimação Em todas as aldeias Que já perderam O cheiro das pessoas. Coitadas!... Estão já em pele e osso E olham os tempos Com toda a ruga Dos que estão Prestes a Perder a noção Do sol e da lua. As cidades acabam por ser Trituradoras de nacionalidades E de todos os imbecis Que nada sabem de Liberdades!...
A perversidade dos tempos Alastra e revela-se no seu melhor: Ataque total ao mais vulnerável cidadão. Não basta um governo em desnorte Nem uma presidência de País cheia de dislates de mau porte. O terrorismo económico. A sobranceria com que se ataca a liberdade alheia. Chega ao cúmulo de se privar de sinal televisivo global todo um Concelho. Meo e Zon em guerra aberta? O fascismo está a lançar raíz de novo no seio do povo? Basta a falta de respeito de um qualquer vizinho Que por sistema bate com a sua porta ao entrar e ao sair Criando rebuliço em todo o seu redor. Percebe-se então Como tudo anda em contramão Nesta suposta Democracia. E não faltam espiões de vigia!...
Alvíssaras para quem consiga substituir a cleptocracia por todo um novo sistema político e filosófico de PAZ.
Sistema em que o respeito por todo e cada ser seja real. Em que a consciência profunda do que é a vida seja efectiva. Em que a liberdade de cada saiba respeitar a do semelhante. Em que o colectivo é a razão do individual. Em que o bem público se sobrepõe ao bem casual. Em que nada ou alguém pode ser vítima de racismo: social, religioso, étnico, cor de pele, económico ou outro. Em que o valor intrínseco de cada ser Reside na razão directa da sua capacidade para ajudar a criar felicidade e tolerância e bondade. Em que o crime é doença infecto-contagiosa e, como tal, é tratado. Enfim, em que nada possa ser marginalizado, porque tudo é fruto da criação, isto é, da vida que nos ultrapassa e define.
Se as amoras dos velhos silvedos ainda resistem Poderemos sentir Que um novo porvir É possível Na lâmpada que cada ser É e transporta. Os estádios da sacanagem costumam ser prolongados Mas... quando poluem a aragem Sabem que estão condenados. Deixemos fluir o tempo. As pétalas Das lágrimas dos silêncios Guardiãs de todas as dores Hão-de acenar aos Universos E reaver todos os versos Do primogénito instante Que revelam a maravilha Da inocência Que nos há-de purificar Desta maldosa fealdade que fervilha Nesta indecência que tudo quer matar Em nome da majestade Que morre de insolvência Como qualquer banalidade!...
O Mundo nunca será melhor enquanto soldados de ocupação prenderem uma criança de cinco anos que terá atirado uma pedra a um carro militar e vá buscar o pai e lhe vandam olhos e interroguem aos dois e venha um qualquer general dizer que não deveriam ter feito isso frente a câmaras de filmar. Na ausência delas já o poderiam ter feito? Já se esqueceram do holocausto? Não sabem o que é perdão e convivência com outros povos? Não são especiais. São o pior do que somos enquanto humanos.
A perversidade dos tempos Alastra e revela-se no seu melhor: Ataque total ao mais vulnerável cidadão. Não basta um governo em desnorte Nem uma presidência de País cheia de dislates de mau porte. O terrorismo económico. A sobranceria com que se ataca a liberdade alheia. Chega ao cúmulo de se privar de sinal televisivo global todo um Concelho. Meo e Zon em guerra aberta? O fascismo está a lançar raíz de novo no seio do povo? Basta a falta de respeito de um qualquer vizinho Que por sistema bate com a sua porta ao entrar e ao sair Criando rebuliço em todo o seu redor. Percebe-se então Como tudo anda em contramão Nesta suposta Democracia. E não faltam espiões de vigia!...
Alvíssaras para quem consiga substituir a cleptocracia por todo um novo sistema político e filosófico de PAZ.
Sistema em que o respeito por todo e cada ser seja real. Em que a consciência profunda do que é a vida seja efectiva. Em que a liberdade de cada saiba respeitar a do semelhante. Em que o colectivo é a razão do individual. Em que o bem público se sobrepõe ao bem casual. Em que nada ou alguém pode ser vítima de racismo: social, religioso, étnico, cor de pele, económico ou outro. Em que o valor intrínseco de cada ser Reside na razão directa da sua capacidade para ajudar a criar felicidade e tolerância e bondade. Em que o crime é doença infecto-contagiosa e, como tal, é tratado. Enfim, em que nada possa ser marginalizado, porque tudo é fruto da criação, isto é, da vida que nos ultrapassa e define.
Se as amoras dos velhos silvedos ainda resistem Poderemos sentir Que um novo porvir É possível Na lâmpada que cada ser É e transporta. Os estádios da sacanagem costumam ser prolongados Mas... quando poluem a aragem Sabem que estão condenados. Deixemos fluir o tempo. As pétalas Das lágrimas dos silêncios Guardiãs de todas as dores Hão-de acenar aos Universos E reaver todos os versos Do primogénito instante Que revelam a maravilha Da inocência Que nos há-de purificar Desta maldosa fealdade que fervilha Nesta indecência que tudo quer matar Em nome da majestade Que morre de insolvência Como qualquer banalidade!...
O Mundo nunca será melhor enquanto soldados de ocupação prenderem uma criança de cinco anos que terá atirado uma pedra a um carro militar e vá buscar o pai e lhe vandam olhos e interroguem aos dois e venha um qualquer general dizer que não deveriam ter feito isso frente a câmaras de filmar. Na ausência delas já o poderiam ter feito? Já se esqueceram do holocausto? Não sabem o que é perdão e convivência com outros povos? Não são especiais. São o pior do que somos enquanto humanos.
Impressões digitais de um estranho País (cont.)
245 - Estupefacção!... eis a palavra certa para apodar o último discurso de Cavaco Silva à Nação. Não apenas acrescentou mais uma crise às crises existentes, como deu nota, ampla e profunda, de um estar pouco democrático. Precisamente porque, olhando para a Assembleia da República, só considera três partidos ( CDS, PSD e PS) como passíveis de ser chamados, responsabilizados ou eleitos como gestores de um Povo que só pode votar quando ele, Presidente, entender que é a hora certa e, já agora, escolham de entre os seus três partidos ( embora até desdenhe do PS), ou seja a direita. Para filho de gasolineiro, nada mal. Parece, também, não gostar do presente governo. Tão só porque se armaram em betinhos birrentos e malcriados. Porém, mantém-no enquanto não conseguir impôr o que lhe aprouver. Lateral e convergentemente, a direita não quer eleições antecipadas já, por mor dos interesses económicos e financeiros em curso e porque não foi concluída a destruição do Estado Social, De Direito, enfim, não há ainda a segurança de uma elite rapinadora e cleptónoma de tudo o que é pertença de um Povo que, entretanto, se vê afundado na crescente escravização absoluta e o mais amordaçado possível.
O País é bom e lindo para se viver. É. Precisa-se de deixar o Povo ser Povo, isto é, corpo colectivo que exerce e aprofunda a sua vida, com mais de oito séculos de história. Precisa-se que os agentes políticos, sirvam a causa pública e não se sirvam dela. Precisa-se de que todos quantos votaram ou pertencem a partidos que se empoleiraram na governação e, disfuncionais, mal barataram o bem público, roubando, mentindo, mistificando, alienando soberania, enfim, espezinhando o seu próprio Povo, tenham vergonha de a eles, de algum modo, estarem ligados. Precisa-se de limpar o País de toda a tanga de cânticos de sereia ou de ameaças de apocalipses se não seguirmos os ditames desta máfia que nos coube em sorte. Precisa-se de dar voz ao Povo. Quem tem medo do Povo? Precisa-se de deixarmos de ser homenzinhos e mulherzinhas, eternos mal amados e coitadinhos de tudo e sermos, de vez, Homens e Mulheres capazes de reconhecer quais os agentes políticos que nos defendem de facto e nos devolvam os mecanismos que nos levem a produzir, a pagar os nossos compromissos mas, sobretudo, a viver como seres humanos que somos.
Já é tempo de bater o pé a quem nos quer cilindrar enquanto Povo e País e aos seus agentes internos e externos. Não podemos consensualizar com quem nos trama. Não podemos perdoar a quem nos trai. Democracia? Sim. Sempre. Mas do Povo e para o Povo, nunca para criminosos e traidores.
O País é bom e lindo para se viver. É. Precisa-se de deixar o Povo ser Povo, isto é, corpo colectivo que exerce e aprofunda a sua vida, com mais de oito séculos de história. Precisa-se que os agentes políticos, sirvam a causa pública e não se sirvam dela. Precisa-se de que todos quantos votaram ou pertencem a partidos que se empoleiraram na governação e, disfuncionais, mal barataram o bem público, roubando, mentindo, mistificando, alienando soberania, enfim, espezinhando o seu próprio Povo, tenham vergonha de a eles, de algum modo, estarem ligados. Precisa-se de limpar o País de toda a tanga de cânticos de sereia ou de ameaças de apocalipses se não seguirmos os ditames desta máfia que nos coube em sorte. Precisa-se de dar voz ao Povo. Quem tem medo do Povo? Precisa-se de deixarmos de ser homenzinhos e mulherzinhas, eternos mal amados e coitadinhos de tudo e sermos, de vez, Homens e Mulheres capazes de reconhecer quais os agentes políticos que nos defendem de facto e nos devolvam os mecanismos que nos levem a produzir, a pagar os nossos compromissos mas, sobretudo, a viver como seres humanos que somos.
Já é tempo de bater o pé a quem nos quer cilindrar enquanto Povo e País e aos seus agentes internos e externos. Não podemos consensualizar com quem nos trama. Não podemos perdoar a quem nos trai. Democracia? Sim. Sempre. Mas do Povo e para o Povo, nunca para criminosos e traidores.
segunda-feira, 8 de julho de 2013
Impressões digitais de um estranho País ( cont.)
244- Parece haver uma recauchutagem em curso, no que diz respeito ao governo. Porém... será que, vinho novo em odre velho dará algo diferente de vinagre? Gaspar, quando se demitiu, escreveu que a política seguida tinha sido um desastre ou um falhanço. Recomendou ... continuar na mesma. Puro cinismo? Talvez. Portas disse que seria dissimulação se permanecesse no governo: ao permanecer o que é? Coelho está nas mãos de Portas e de Cavaco? Sem dúvida. Então para que serve? Primeiro Ministro de faz de conta? Se tudo isto não é loucura pura... a direita está agarrada ao poder: como sempre: os interesses e o medo de ser varrida do mapa da preponderância...Eleições antecipadas só não servem aos que sobrepõem os seus próprios interesses ( pessoais e partidários) aos do seu Povo e País. E é neste pormenor que tudo se joga. Os portugueses deveriam ter maior fibra e não abandonarem as ruas com a exigência de eleições já ? Obviamente que sim. Mas o medo, a miséria, a crescente austeridade recessiva que nos está a amputar a liberdade, tudo junto dá um caldo que nos poderá sair muito caro a todos. Só uma frente de esquerda, inclusiva de todos os movimentos cívicos, poderá travar a nova etapa de luta contra tudo e todos que nos atacam a nosso dignidade de pessoas e de Povo. Sindicatos incluídos. Se isto não ocorrer... não se queixem dos clamores fúnebres que nos ornamentarão os dias. E não digam que as culpas são da Europa ou da Troika: são de quem se prestou ao jogo da venda do ser português, de quem sempre mais traíu do que serviu, dos que se serviram da coisa pública e nunca a serviram. Apesar do calor estival, iremos ter muito calor político e social. Conseguiremos derrotar estes facínoras que subvertem tudo o que de positivo a política contém? Esperemos que sim. Vamos em frente.
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