245 - Estupefacção!... eis a palavra certa para apodar o último discurso de Cavaco Silva à Nação. Não apenas acrescentou mais uma crise às crises existentes, como deu nota, ampla e profunda, de um estar pouco democrático. Precisamente porque, olhando para a Assembleia da República, só considera três partidos ( CDS, PSD e PS) como passíveis de ser chamados, responsabilizados ou eleitos como gestores de um Povo que só pode votar quando ele, Presidente, entender que é a hora certa e, já agora, escolham de entre os seus três partidos ( embora até desdenhe do PS), ou seja a direita. Para filho de gasolineiro, nada mal. Parece, também, não gostar do presente governo. Tão só porque se armaram em betinhos birrentos e malcriados. Porém, mantém-no enquanto não conseguir impôr o que lhe aprouver. Lateral e convergentemente, a direita não quer eleições antecipadas já, por mor dos interesses económicos e financeiros em curso e porque não foi concluída a destruição do Estado Social, De Direito, enfim, não há ainda a segurança de uma elite rapinadora e cleptónoma de tudo o que é pertença de um Povo que, entretanto, se vê afundado na crescente escravização absoluta e o mais amordaçado possível.
O País é bom e lindo para se viver. É. Precisa-se de deixar o Povo ser Povo, isto é, corpo colectivo que exerce e aprofunda a sua vida, com mais de oito séculos de história. Precisa-se que os agentes políticos, sirvam a causa pública e não se sirvam dela. Precisa-se de que todos quantos votaram ou pertencem a partidos que se empoleiraram na governação e, disfuncionais, mal barataram o bem público, roubando, mentindo, mistificando, alienando soberania, enfim, espezinhando o seu próprio Povo, tenham vergonha de a eles, de algum modo, estarem ligados. Precisa-se de limpar o País de toda a tanga de cânticos de sereia ou de ameaças de apocalipses se não seguirmos os ditames desta máfia que nos coube em sorte. Precisa-se de dar voz ao Povo. Quem tem medo do Povo? Precisa-se de deixarmos de ser homenzinhos e mulherzinhas, eternos mal amados e coitadinhos de tudo e sermos, de vez, Homens e Mulheres capazes de reconhecer quais os agentes políticos que nos defendem de facto e nos devolvam os mecanismos que nos levem a produzir, a pagar os nossos compromissos mas, sobretudo, a viver como seres humanos que somos.
Já é tempo de bater o pé a quem nos quer cilindrar enquanto Povo e País e aos seus agentes internos e externos. Não podemos consensualizar com quem nos trama. Não podemos perdoar a quem nos trai. Democracia? Sim. Sempre. Mas do Povo e para o Povo, nunca para criminosos e traidores.
terça-feira, 16 de julho de 2013
segunda-feira, 8 de julho de 2013
Impressões digitais de um estranho País ( cont.)
244- Parece haver uma recauchutagem em curso, no que diz respeito ao governo. Porém... será que, vinho novo em odre velho dará algo diferente de vinagre? Gaspar, quando se demitiu, escreveu que a política seguida tinha sido um desastre ou um falhanço. Recomendou ... continuar na mesma. Puro cinismo? Talvez. Portas disse que seria dissimulação se permanecesse no governo: ao permanecer o que é? Coelho está nas mãos de Portas e de Cavaco? Sem dúvida. Então para que serve? Primeiro Ministro de faz de conta? Se tudo isto não é loucura pura... a direita está agarrada ao poder: como sempre: os interesses e o medo de ser varrida do mapa da preponderância...Eleições antecipadas só não servem aos que sobrepõem os seus próprios interesses ( pessoais e partidários) aos do seu Povo e País. E é neste pormenor que tudo se joga. Os portugueses deveriam ter maior fibra e não abandonarem as ruas com a exigência de eleições já ? Obviamente que sim. Mas o medo, a miséria, a crescente austeridade recessiva que nos está a amputar a liberdade, tudo junto dá um caldo que nos poderá sair muito caro a todos. Só uma frente de esquerda, inclusiva de todos os movimentos cívicos, poderá travar a nova etapa de luta contra tudo e todos que nos atacam a nosso dignidade de pessoas e de Povo. Sindicatos incluídos. Se isto não ocorrer... não se queixem dos clamores fúnebres que nos ornamentarão os dias. E não digam que as culpas são da Europa ou da Troika: são de quem se prestou ao jogo da venda do ser português, de quem sempre mais traíu do que serviu, dos que se serviram da coisa pública e nunca a serviram. Apesar do calor estival, iremos ter muito calor político e social. Conseguiremos derrotar estes facínoras que subvertem tudo o que de positivo a política contém? Esperemos que sim. Vamos em frente.
terça-feira, 2 de julho de 2013
Impressões digitais de um estranho País (cont.)
243 - De peripécia em peripécia, chegou-se à greve geral e... à demissão do Gaspar das Finanças. Se o governo não está ferido de morte... claro, a direita segura-se ao poder por todos os meios porque está em curso um dos mais hediondos crimes contra as democracias e a humanidade: retirar o máximo dos direitos aos povos e fazer do capital o senhor imperial de todos os governos. Fascismo de novo tipo? Declaradamente. Se assim não fosse, não tinha o inefável Coelho e quem o acolita, pespegado no novo Códice de Trabalho para o pessoal em funções públicas, o estatuto disciplinar fascista que Salazar tinha por bíblia para a sua manietada função pública e que os governos democráticos não souberam ou quiseram anular de vez ( embora não o aplicassem). Estes, ressuscitam-no. Para além disto muitas são as medidas que visam a diminuição salarial em curso ( a OCDE pensa que baixar o salário mínimo é bom para Portugal e a UE que baixar os salários da FP também o será) sem que ninguém se questione o que irá acontecer à privada se tal exemplo for implementado. Fazer com que todos os banqueiros, gestores e políticos criminosos ( abotoaram-se e usaram e abusaram dos dinheiros e bens públicos a seu belo prazer ) vão a Tribunal e paguem pelo que fizeram, não. Repor a produção nacional de bens alimentares, desenvolver a pesca de forma sustentada, o turismo em todas as vertentes o que inclui respeito e dinamização da área cultural em todas as suas formas, reativar a produção naval, ferroviária, recuperar o degradado das zonas históricas das cidades e vilas e aldeias, saber tirar partido do turismo interno e externo, enfim concretizar acordos bilaterais com todos os povos de molde a desenvolver-se de forma sustentada o nosso e enveredar, de uma vez por todas, por um caminho de Paz, enquanto cultura social, política, científica e cultural, parece ser coisa bizarra. Estamos nas mãos de oportunistas, patos bravos e mafiosos.Admiram-se alguns de haver um crescente divórcio entre o Povo e os Partidos? Então, pensem: se os da direita provaram ser traidores de um Povo sob todas as fórmulas e formas o que inclui enriquecimento ilícito, os da esquerda brigam para ver quem é o campeão da verdade que cada um apregoa mas pouco ou nada fazem para se aliarem e incluírem todos os outros movimentos cívicos que querem lutar contra esta derrapagem histórica que nos tem assolado como cobaia do que pretendem estender ao resto da Europa e do Mundo. O problema é que a paciência começa a esgotar-se no cidadão. E a fome, a doença e o crime primário aumentam na proporção do aprofundamento da crise que o governo vai decretando. Estamos em cima de um barril de pólvora. Esperemos que, entre todos, consigamos dar o devido destino a toda esta camarilha que já nada respeita e tudo tenta ferir de morte certa.
sexta-feira, 31 de maio de 2013
Impressões digitais de um estranho País (cont.)
241 - Neste final de Maio, véspera do dia mundial da Criança, convirá, Alice, olhar para o estado em que se encontra Portugal. Estamos, também, em vésperas de conhecer o OGE rectificativo para o corrente ano. E de mais um aprofundar da ofensiva contra Os funcionários públicos e reformados/pensionistas. E da maior descaracterização da democracia vigente. Passos e Gaspar já quase não escondem os tiques de aprendizes de ditadores. Trabalha-se para a convergência das forças sindicais e políticas que se opõem ao rumo que este governo nos quer impor. Ainda ontem, Passos Coelho atacava uma vez mais o Tribunal Constitucional considerando-o responsável pela austeridade que quer aprofundar. Não restem dúvidas: Quando um primeiro ministro de um sistema democrática tal faz, a máscara de democrata está prestes a cair-lhe. Este senhor não respeita as regras democráticas, este senhor, se puder e lhe derem tempo para tanto, rumará para a ditadura. É a sua forma de estar na vida. De profissional de competência duvidosa e muito apto à espertice dos que realizam jogos para saciarem ambições e ganâncias que não têm razão de ser se pensarmos, claro, no bem comum. Seja como for, esta direita está desejosa de colocar as pessoas em situação de escravos. Subserviente do capital apátrida, não se consideram Povo. Gaspar disse há dias no Parlamento: em grandes crises quem as paga, são os povos. Não os mandantes. Os servos, claro. Não podemos continuar a suportar tais humilhações. Temos que reagir e em luta sem quartel. A próxima será a greve geral. Em junho. Teremos que apelar a tudo e a todos para aderirem. Só o Povo levantado pode destituir um governo. E, como dizia o António Aleixo: Vós que de lá do vosso Império Prometeis um Mundo Novo Calai-vos que pode o povo Querer um mundo Novo a sério. Toca de arregaçar as mangas e dizer a mensagem ao ouvido de cada um do nosso semelhante.
terça-feira, 21 de maio de 2013
Impressões digitais de um estranho País (cont.)
241 - Ah, Alice, se o teu País das Maravilhas já foi para as calendas, assistimos agora, ao ataque sem precedentes contra o Estado de Direito e, por conseguinte, ao Estado Social. É o póprio Regime Democrático que está em causa. Os sistemáticos ataques aos que trabalham na Administração Pública, Central, Regional e Local, encobrem um maior ataque à dignidade de todo um Povo, de toda uma Nação e, até, a toda uma cultura. Só descansam quando conseguirem arrasar tudo e todos? E... depois? Julgam reconstruir ? Ou apenas integrarem-nos num outro qualquer contexto? O Povo fica, inerte, pasmado e emlouquecido a assistir? O derrube e a criminalização desta gente, urge. São traidores de tudo. A Humilhação que nos estão a destinar só pode ter uma resposta: a extirpação desta gente, governo e grupos económico-financeiros que lhes estão por suporte. O voto é a arma mais eficaz que o Povo tem em seu poder. Com ele pode determinar se quer gente que lhe dê mais garantias de o servir e mandar às urtigas quem se tem dele servido. E todas as eleições, autárquicas, UE, parlamento ou Presidência da República, são importantes e integrantes do mesmo fim. Urge a revolta dos escravizados contra os que querem escravizar. E se olharmos para a UE ainda melhor se entendem estes pressupostos. Seja a guerra norte-sul, seja a germanização crescente do espaço europeu, seja a perca de soberania que a todos querem impôr. Se a Europa quer ser um corpo único terá que tratar a todos os seus povos de modo similar e equitativo. Nada pode ser conseguido a favor de um ou uns e a servidão do restante. Seja como for, a nível Mundial, a crise aponta para uma mudança de pressupostos que levará o futuro a algo de muito diferenciado do que hoje existe. O problema é: a favor ou contra os povos. Para ser a favor terá que haver uma maior unidade de esquerda ( por contraponto da direita) ou seja, do progresso contra o retrocesso conservador que tudo tenta para vencer. E só com as forças do progresso é que se reequilibrará o eco-sistema tão ameaçado ele está. Com isso, é a nossa sobrevivência humana e planetária que está em causa. Por outro lado, as sociedades futuras, para serem melhores, não poderão ter o materialismo como rei e senhor. A arte e a cultura terão que ser centrais do indivíduo e do colectivo. De contrário, espera-nos a ´barbárie. Que ninguém deseja, pensamos. Ah, Alice, tudo é difícilç neste mundo de loucura à solta. Porém, a esperança é a última a morrer, diz o Povo. Vamos dar a volta por cima? Esperemos que nos aumente a consciência cívica e a lucidez.
segunda-feira, 29 de abril de 2013
Impressões digitais de um estranho País (cont.)
240 - Depois dos cravos e a caminho do 1º de Maio, depois de todas as peripécias falantes do Governo, do Presidente da República e do PS, a que se juntam todos os apelos ao consenso, depois das declarações de Durão Barroso e do mal estar da Merkl, só podemos dizer o seguinte: basta de se ser servil ante os que não têm pudor em desvirtuar a democracia e só conhecem a ambição desmedida que empobrece irremediavelmente os Povos. Aos que, cá por casa apelam a consensos, temos que lhes dizer: não há consensos com os que os querem apenas para mutilarem o seu próprio Povo de todos os direitos sociais, laborais e de cidadania, condenando-o ao empobrecimento galopante. Não pode haver consenso com quem até agora só teve arrogância e imperativos e escolheu o caminho da traição e do afrontamento como forma de destruir o Portugal de Abril. Ao PS, deveremos dizer que o futuro imediato passa por duas coisas: mudança de políticas e unidade à esquerda. Já é tempo de se largar preconceitos que só nos trouxeram derivas direitistas e que nos têm apenas afundado. Terá que haver rigor e transparências efectivas e terminar com todas as prosmiscuidades entre o mundo político e o mundo económico-financeiro, a começar pelos snrs. deputados que o devem ser a tempo inteiro e não serem firmas de assessoria governamental ou comentadores de estranhos objectivos. Ao Presidente da República: se ainda resta algum pudor em Belém, demita-se o governo, dissolva-se a Assembleia da República, marque-se eleições para que o Povo diga de sua justiça e, no fim, demita-se também e que haja nova escolha que nos traga alguém que defenda de facto a Constituição e deixe de beneficiar os que só se servem do Povo e da coisa pública e não os servem. Para Durão Barroso: a Europa está na raia da implosão muito por força das políticas germanófilas que nos têm sido impostas com a desculpa da crise. Ou se inverte de vez este caminho ou o conflito fratricida estará na agenda do futuro próximo. Desbaratou-se todo o espírito europeu e criaram-se assimetrias que tudo desfiguram. Neste momento, a Europa pouca moral tem para dizer seja o que for na arena mundial. Promoveu todas as formas de exploração do ser humano que a envergonham e negam os ideais democráticos. Não há espaço para experimentalismos sociais, muito menos de índole tecnocrata e neo-liberal mais ou menos radicalizados. O desastre de tudo isto, se não formos capazes de inverter este ciclo, será de proporções inauditas. Para a Europa e para o Mundo. A Paz tem que ser de facto um modelo de sociedade, de cultura, de filosofia assumida e de recusa total de todos os extremismos que negam os direitos mais elementares ao ser humano. Se o não fizermos, seremos réus da Vida.
quarta-feira, 27 de março de 2013
Impressões digitais de um estranho País(cont.)
239 - Neste início da Primavera, o céu carrega-se de chuva que vai ensopando os terrenos. Por outros lados é a neve e o frio. Noutros, as convulsões sociais, avolumam-se. Chipre: a ambição teutónica e o servilismo junto com a inabilidade política de gente que é tecnocrata, não apenas diminuiu e muito a confiança na banca como fez alastrar esta desconfiança a toda a Europa. Em Portugal, já se fala de, em vez de um corte de mais 4 mil milhões de euros, cinco mil milhões. Vai-se destruir a administração pública, mesmo que se venha a recorrer ao trabalho precário de jovens licenciados ( convidados a receber pouco e a fazer todo o tipo de trabalho). Mas, para lá desta, atacando o poder local e diminuindo-lhe os trabalhadores, dá-se uma machadada na democracia social, já de si bem enfraquecida com os recentes dislates. Por outro lado, destróiem-se vidas que veem desmoronar toda o equilíbrio dos seus quotidianos. Os crimes desta gente, são gritantes. Como se já tudo isto fosse pouco ainda nos aparece o Sócrates como papagaio e aplanador de caminho para um hipotético futuro bloco central para substituir a actual corja. Não são mais do que traições sistemáticas a Portugal e aos portugueses para benefício de uns quantos que de tudo só veem a ambição das suas contas bancárias. Recuperar o Estado Social? Cimentar a Democracia Social? São conceitos que não colhem simpatias em toda uma gente que, para além de ignorante, tem pouco de democrata e um pavor de ser Povo. Ambições e competições, são as grandes linhas dos seus caminhos. Dizem que a Páscoa é tempo de renovação. Oxalá que se faça luz em todas as cabeças. O Povo tem uma arma nas mãos para usar a breve trecho. Se cimentar mais do mesmo, mesmo que se arraste numa miséria em crescendo, não se pode queixar. Esta malta tudo fará para deletar em definitivo o 25 de Abril e a Constituição actual, para poderem engordar. Pelo meio, há todo um cortejo de gente cativa de ignorâncias várias que acredita em contos do vigário, mesmo que avisados sistematicamente. São os que dizem ter esperança... não num estado social mas em... lucros fáceis e rápidos. A vigarice está no topo e não se cança de se multiplicar. Veremos como se desenrola o cortejo.
segunda-feira, 18 de março de 2013
Impressões digitais de um estranho País (cont.)
238 - A convulsão político-social alastra pela Europa e, por cá, também. O novo Papa, Francisco de seu nome, inspirou-se em Francisco de Assis que, para ele, é o homem da pobreza, da paz, o homem que ama e protege a criação, com a qual temos hoje uma relação que não é tão boa e sublinha que deseja uma igraja pobre e para os pobres. Interessante, numa igreja que há mais de um milénio tinha o monopólio papal europeu e que, agora, o perde para o Sul. Pode acontecer que haja maior inspiração para a área política. Esta, com austeridades somadas a troikas e dívidas soberanas que têm que pagar, têm retirado capacidade de intervenção política às sociedades a que pertencem. Além de tentarem que os seus concidadãos paguem os roubos que fizeram aos erários públicos que era suposto gerirem para o bem comum, deixam substituir a política pela economia que, sistematicamente, erra nos números que apresenta. Por detrás disto tudo, há um credo, uma teoria economicista que quer assumir a verdade dogmática que anula o político. Pobre Mundo: do dogma teocrático passou para o dogma tecnocrata. Por isto, descobriram mais uma armadilha: foi no Chipre: dez por cento dos depósitos acima dos cem mil euros. Confisco puro e duro. Se o nosso Gaspar se lembra!... Por estas e por outras, as políticas europeias terão que ser modificadas. Acabar de vez com esta promiscuidade co-governativa entre a banca e o poder político. E a todos os que afirmam não haver alternativa, há que lhes lembrar que estão a ser permissivos com a chegada de uma ditadura.Ultimamente, têm-nos dito que é urgente um novo 25 de Abril. Respondemos. Sim, é urgente, porém... o primeiro foi-nos ofertado de bandeja pelos militares. O segundo terá que ser realizado por nós. Como? Pelo voto, além de todas as demais formas de intervenção da cidadania. Aproximam-se as eleições autárquicas, parlamentares ( de onde sairá o novo governo), europeias ( de onde sairá o novo equilíbrio europeu) e presidenciais. Assim sendo, será muito estúpido que um Povo volte a votar nos que lhes deram cabo da vida e do País. Não ir votar é traição a si próprio e ao seu Povo. Logo, há que votar e fazer dele a arma possível para correr com toda esta cáfila de gente que nos traiu, roubou, vigarizou e tenta escravizar. Transformar a sociedade implicará, também, criar um novo sistema económico que sirva as pessoas e não, como hoje, se sirva das pessoas. Também, uma nova relação comercial que permita que todos os povos possam ter acesso aos bens essenciais. Pôr cobro ao luxo, ao egoísmo, à ambição sem lei, à agiotagem e a todo o tipo de chantagem. Aos que nos apregoam, hoje, que só com baixas de salários cada vez maiores é que se faz face aos desempregos, dizer que Portugal foi o primeiro País a acabar com a escravatura e, por tanto, não há mais lugar a mercados de escravos. Esta alta burguesia que só o é pelo servilismo de muitos, tem que perceber que o Mundo não gira à volta do seu umbigo, nem a vida existe apenas para si própria. A maior parte dela senão toda, assenta no roubo do seu semelhante e dos Países onde opera. São criminosos. E os políticos que as servem, são cúmplices e , portanto, criminosos também. Como tal, terão, mais tarde ou mais cedo, que pagar pelos seus crimes até porque têm posto a vida em risco. Sobretudo a humana. Para tudo isto, terá que haver uma verdadeira unidade de esquerda. Para lá da vontade dos partidos. Os Povos exigem-na, por contraponto a todos estes dislates das direitas instituídas e bem acobertadas pelo músculo policial e militar. Para tanto, terá que haver maior abertura de portas de diálogo. Ninguém é dono de verdades absolutas.Há que saber aceitar as diferenças e potenciar tudo o que nos une para bem dos Povos que somos. Toda a área economico-financeira de hoje, é criminosa. Tudo inventa para sugar os Estados e nunca pagar o que lhes é devido. A sua deificação não pode continuar sob pena de matarmos a vida humana. Toda a transformação que se impõe, tem que ver com a Paz enquanto cultura e sistema político-social. E nela se integra tudo o que chamamos de ecologia e bio-diversidade. Por outro lado, convirá não esquecer que, sem cultura, enquanto saber e atitude criativa, as sociedades humanas não progridem. Não basta pedir aos cidadãos que ajudem com qualquer coisinha quando os governos tudo roube e tudo nega aos mesmos. Um Estado de direito vê na Cultura, na Educação, na Formação, na Saúde e na protecção social, um direito e um dever. Ao negar tudo isto, nega-se a si próprio e fomenta o músculo para vincar o divórcio entre a governação e os Povos. Por isto, sempre dissémos: esta corja que nos tem governado tem horror de ser Povo, apesar dele ter saído e com ele se ter formado. Já é tempo de todos acordarmos. Não se podem tolerar mais cortes seja em funcionários ou trabalhadores, público-privados, seja em direitos sociais, seja em salários. Há pois que tomarmos uma atitude e que seja consequente e lapidar.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Impressões Digitais de um estranho País (cont.)
237 - O quotidiano português e, de certa forma, europeu, está a virar-se do avesso. Alice, anda zonza de todo. Há um processo ultra-neo-liberal em curso. Dirigido por toda uma chusma de gente que, para lá do que se prova ou não prova nos tribunais ( quem tem dinheiro ou influências tudo parece conseguir), toda a gente sabe que não são probos, nem honestos, nem têm qualquer pingo de cidadania. O que lhes interessa é o lucro pelo lucro e sabem ser criteriosos servos do grande capital. A banca, soma e segue desonestidades gritantes. E, como diz Ricardo Araújo Pereira, se as empresas portuguesas fossem bancos, estavam a salvo de falências ( honestas ou desonestas). O contribuinte era sempre chamado a salvá-las. É esta banca e quem a dirige que, cada vez mais tem arrogância suficiente para galopar o costado do Zé Portuga com toda a arrogância e cinismo de assassinos da liberdade.A maior parte dos políticos do PSD são criminosos de delito comum. Há dúvidas? É só ver as respectivas folhas de serviços. Agora, até se leva para o governo um ex-administrador do BPN. Banco que é a maior fraude de todos os tempos praticada em Portugal. É com esta gente que se pretende construir futuros? Quanto às esquerdas políticas desta País: ou convergem entre si para que se defina um caminho comum que atire esta ditreita para o lixo da História e se recomponha o País social e solidário, produtivo e progressivo que merecemos ser ou, então, digam adeus ao sorriso. Estamos todos a ser convidados a ser sem-abrigo?! estamos todos a ser convidados a ser servos de uma qualquer hedionda ditadura que se perfila no horizonte. Todos os cidadãos estão a ser convocados para esclarecerem, de uma vez por todas, o que querem para Portugal: um futuro risonho ou um funeral colectivo. Desdenha-se da cultura, desdenha-se da formação de cidadãos, desdenha-se da investigação científica, desdenha-se da dignidade de cada um dos cidadãos, desdenha-se dos direitos humanos, desdenha-se do que significa pagar impostos e ter acesso a bens sociais. Todo o nosso dinheiro está a ser hipotecado ao egoísmo do grande capital. Destrói-se toda a produção e a que vai resistindo, cada vez mais, tem dificuldades porque falha a diplomacia económica. Até porque assenta no canto do cisne do que no renascer da fénix. Há que dizer quanto mais se vai aguentar toda esta canalha. Será que temos País daqui a dez anos? Alice emudece e fica com ar de alheamento. As dores já são tantas que se fica insensível a todas as misérias. Reagir? Enquanto há forças. De contrário...seremos cúmplices da nossa própria destruição. Esperemos que Alice venha mais risonha da próxima vez.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
Impressões digitais de um estranho País (cont.)
236 - Para início de ano, o discurso do cardeal de Lisboa, a que se junta o do Presidente da República, não está nada mal: o primeiro, insiste no aumento do conservadorismo e pouco se agasta com as políticas desumanas que o governo produz. O segundo, esquecendo que é economista, que foi 1º ministro, que jurou respeitar a Constituição, que devia já ter dado vários murros na mesa contra os desmandos governamentais, vem tentar ficar bem na foto mas... porque não se criminaliza quem procedeu aos desvios dos descontos dos trabalhadores para a segurança social e cga e vem dizer que tudo está periclitante?! Os fundamentalkismos financeiros têm destruído este País. Já não é tempo de lutar contra os que atacam todo um Povo? O contrato com a Troika amarra-nos a uma dívida que está sempre a crescer. Não é de rever?
As estórias que os nossos políticos (os que têm exercido o poder) nos têm contado, não são a maior fraude de todos os tempos? Combater a fraude: então, meus senhores, para quando dizer aos bancos a quem temos dado dinheiro, que somos donos de pleno direito dos mesmos e não os acionistas privadois que só têm beneficiado com os lucros que, se não fosse a solidariedade estatal nunca os teriam e já estariam todos na miséria?! Quanto à saúde do SNS: parem com as demagogias. Fumar dá despesa? E o dobro que o Estado ganha com tal? A prevenção é urgente. De há muito que se sabe. Investir na medicina preventiva deveria ser um desígnio de qualquer poder. Mas... e os lobys dos que comandam a medicina curativa, ou seja, a que lhes dá os lucros inconfessáveis? Mesmo para haver medicina preventiva, não se pode destruir o poder de compra das famílias, dos cidadãos. Ao fazê-lo estamos a onerar os custos imediatos e futuros com a saúde. Será que os iluminados deste governo não o sabem? Claro que sabem e, porque fazem o contrário, são criminosos. Cavaco Silva não quer crise política mas... como se melhora políticas sem que se mudem visões e actores? A resposta do governo ao Presidente foi decretar os doze dias de indmnização por despedimento para já, mesmo rasgando o que teria contratualizado com a concertação social. Aliás: o governo e um partido que se afirmaram muito confortáveis com a promulgação do orçamento e muito desagradados com o pedido de fiscalização preventiva que o presidente irá solicitar ao TC. Esta direita ainda não percebeu que ao dar cabo do seu próprio povo está a incorrer em crime de lesa pátria? Mesmo os actuais aumentos da luz, gaz, combustiveis e outros: pensam ter maiores lucros? De imediato, talvez. E depois? Mas os negócios governamentais mistificaram realidades e privatizaram o que não deviam e com expectativas que nada têm a ver com a realidade. Fraude em cima de fraude. É o País que noscabe? Nunca. É altura dos verdadeiros portugueses tratarem de limpar o País desta escumalha que mais não são do que vigaristas e deslumbrados. Um País a sério nunca os teria permitido como gente de bem porque o não são. Esperemos que o bom senso impere cá e na UE que não pode insistir na germanização da Europa pensando que gera algo de melhor. Só ao pior do capitalismo tal política serve. Tudo o mais é demagogia suicida.
As estórias que os nossos políticos (os que têm exercido o poder) nos têm contado, não são a maior fraude de todos os tempos? Combater a fraude: então, meus senhores, para quando dizer aos bancos a quem temos dado dinheiro, que somos donos de pleno direito dos mesmos e não os acionistas privadois que só têm beneficiado com os lucros que, se não fosse a solidariedade estatal nunca os teriam e já estariam todos na miséria?! Quanto à saúde do SNS: parem com as demagogias. Fumar dá despesa? E o dobro que o Estado ganha com tal? A prevenção é urgente. De há muito que se sabe. Investir na medicina preventiva deveria ser um desígnio de qualquer poder. Mas... e os lobys dos que comandam a medicina curativa, ou seja, a que lhes dá os lucros inconfessáveis? Mesmo para haver medicina preventiva, não se pode destruir o poder de compra das famílias, dos cidadãos. Ao fazê-lo estamos a onerar os custos imediatos e futuros com a saúde. Será que os iluminados deste governo não o sabem? Claro que sabem e, porque fazem o contrário, são criminosos. Cavaco Silva não quer crise política mas... como se melhora políticas sem que se mudem visões e actores? A resposta do governo ao Presidente foi decretar os doze dias de indmnização por despedimento para já, mesmo rasgando o que teria contratualizado com a concertação social. Aliás: o governo e um partido que se afirmaram muito confortáveis com a promulgação do orçamento e muito desagradados com o pedido de fiscalização preventiva que o presidente irá solicitar ao TC. Esta direita ainda não percebeu que ao dar cabo do seu próprio povo está a incorrer em crime de lesa pátria? Mesmo os actuais aumentos da luz, gaz, combustiveis e outros: pensam ter maiores lucros? De imediato, talvez. E depois? Mas os negócios governamentais mistificaram realidades e privatizaram o que não deviam e com expectativas que nada têm a ver com a realidade. Fraude em cima de fraude. É o País que noscabe? Nunca. É altura dos verdadeiros portugueses tratarem de limpar o País desta escumalha que mais não são do que vigaristas e deslumbrados. Um País a sério nunca os teria permitido como gente de bem porque o não são. Esperemos que o bom senso impere cá e na UE que não pode insistir na germanização da Europa pensando que gera algo de melhor. Só ao pior do capitalismo tal política serve. Tudo o mais é demagogia suicida.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Imprressões digitais de um estranho País (cont.)
235 - Alice, um pouco aturdida com as novas do fim do mundo, esganada com toda uma política de degeneração do País, apareceu-me com olhos de morrinha. Credo, mulher, não te amofines. O Mundo não vai acabar. Estamos é no fim de um ciclo e início de outro. O velho mundo, em estertor, tenta aniquilar tudo em nome da ganância, da ambição totalitária e imperial, criar um caos para que possa escravizar de novo e não respeitar o equilíbrio natural do eco-sistema planetário e, até, universal. O que os Maias predisseram foi que chegaríamos a um fim de ciclo civilizacional e partiríamos para um outro. E, como dizia o Tolentino poeta, estamos em dias de parto. Natural e, por isso mesmo, pleno das dores respectivas. Este apetite desmesurado pelo material não tem pernas para andar. Causa a aniquilação porque desfaz princípios, éticas e morais. Assassina ideais humanitários, estupidificando os Povos e atirando-os para a miséria, logo, presa fácil do canibalismo capitalista.Este, por seu lado, canibaliza-se por inteiro. Assim, não respeita nada e desiquilibra o cosmos. Os políticos, tentam adocicar a sanha assassina de que são portadores. Fala-se, claro, dos que são meros mercenários do grande capital. Resultado: trapalhadas em cima de trapalhadas. Privatiza-se a TAP. Não, não se privatiza. Amanhã, vai-se privatizar de novo. Privatiza-se a saúde e a educação? Não, concede-se a gestão a... privados. Já agora, privatiza-se, perdão, concede-se a gestão aos privados dos serviços públicos da RTP e da Lusa e... como disse o José Saramago, porque não privatizar o governo e a puta que os pariu?... é inconveniente? Natural. Estamos contra os interesses de suas excelências. Há demasiada traição ao humanismo desejável. Em todos os partidos e religiões, há quem se vista com os emblemas respectivos, sempre muito ortodoxos mas, por dentro, são meros oportunistas, logo, egoístas sem freio, vampiros de nova vaga.Ah, como está actual a canção do Zeca Afonso!... são o cancro que o velho mundo pariu. Ou os extirpamos, ou... sucumbiremos. A Paz, não é apenas cultura, é e tem que ser um sistema político e social, necessariamente progressita e humanitário. Democrático e plural mas, nunca ingénuo. Não se pode, à americana, chorar massacres de crianças e de professores e permitir e insistir numa cultura armamentista que leva uma criança de oito anos a ser iniciada no manejo de armas e, até, caçar... tutelados por adultos? E quem garante que esses adultos são equilibrados e pacíficos? Não se pode, como o catolicismo reinante faz, pregar a caridade e a solidariedade e não o praticar com os seus próprios trabalhadores, a quem tudo se exige e a quem tudo se deve. Não se pode querer mais produção, baixando salários, fingir qualidade e não investir. Quanto mais se empobrece um Povo, menos riqueza se gera,menos qualidade se pratica e sufoca-se todo um País, Todo um MUndo. Pôr privados a gerir o público é a maior de todas as traições e esconde a corrupção dos que tudo fazem e argumentam para enriquecer a si mesmos e aos seus círculos. Defender teses do social e apelidar os utentes de clientes é dizer que se quer erguer um Estado em que o cidadão perde direitos e passa a pagá-los, mesmo depois de pagar os seus impostos.Portugal tem sido a cobaia do que querem impôr à Europa. A Alemanha é o rosto visível desta conspiração mercantil e mundial. Portugal´está à beira do abismo, o próprio Coelho diz que a crise vai durar 20 ou 30 anos, a Europa está à beira da implosão. O ciclo, fecha-se e... está nas nossas mãos a nossa morta social ou a nossa salvação. A própria ciência o diz. Contradiz-se apenas quando se proclama sapiência absoluta e à beira do zénite. Tenham humildade: ainda estamos no limiar do conhecimento. Por cada porta aberta muitas outras não o foram e outras tantas se nos deparam. As próprias religiões terão que reconhecer que o princípio criador ( deus, se quiserem) nada tem a ver com o deus que cada uma delas proclama como único. Simplesmente porque esse, é o deus das suas conveniências, criado e proclamado à imagem do sistema que tentam impôr aos seus semelhantes. A Paz é possível se quisermos ousar romper de vez com todo este vampirismo e canibalismo que por aí se desmanda derramanda abundantes oceanos de lágrimas de crocodilo. Minha cara Alice, perdido que foi o teu Mundo das Maravilhas, há que retomar a velha roca e fiar para depois tecer o novo mundo que ainda é um lactente. Não permitas que seja morto antes de se afirmar. Recusar o velho Mundo é imperativo de vida e de sobrevivência. Deixa que o Natal te vivifique com a todos os que nos acompanham e se recusam a perder a esperança de regenerar o Mundo em que vivemos. Não estamos condenados ao Inferno. Viver, significa ser feliz e aprender a melhorar no sentido da convivência colectiva, logo, fraterna e libertária. O que temos tido é precisamente o oposto. Bom ano, pois e que saibamos ser construtores da libertação séria e honesta em equilíbrio com todos os seres que compõem o eco-sistema planetário e universal. Ah, nunca esqueças, qualquer ser, animal, vegatl e mineral, diz a própria ciência, é uma forma de inteligência e que interage com tudo o mais. Não reconhecer o óbvio, é degenerescência pura e dura. Abre o espumante, Alice e festejemos a inocência do novo MUndo que é construída pelas opções que tomamos.
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Impressões digitais de um estranho País (cont.)
234 - Tolhida pelo frio, Alice surge com ganas de espatifar tudo e mais alguma coisa. Ela acha que as declarações do chefe da Troika são insultuosas. E tem razão. Dizer que o dinheiro emprestado a Portugal é muito barato é um insulto: então e os juros negativos que a Alemanha paga?... dizer que as pensões e reformas em Portugal são muito altas, é outro insulto. As dos snrs.políticos e certos altos dignitários que se souberam acolher no beiral do Estado quando, muitas vezes, nem o tempo total de uma vida contributiva fizeram, vá que não vá. Generalizar, dá azo a que o idioma dos nossos políticos desta direita sem pudor, moral ou ética, tente baixar os valores da maioria que, por acaso, para lá de contribuir durante toda uma vida de trabalho, ganhou pouco e, ainda por cima, vê, os que ainda estão no activo e no passivo, diminuidas e congeladas as respectivas reytribuições. Este senhor e demais serventuários do Capital mistificam para atingir apenas um objectivo: destruir o que resta de uma Europa ( Portugal incluído) Social e impôr um regime que, de democrático nada tem e apenas visa brutalizar a exploração do humano pelo humano de molde a que a maioria não seja mais do que um exército de escravos. Sendo o dito natural da Etiópia, ainda mais nos arrepia. Em todo o lado existe uma raça de gente que na serventia do Capital se vê realizada.Por isso é que o nosso Gaspar foi elogiado por esse senhor e pelo patrão alemão ( ministro das finanças da snrª Merkl). O OGE para 2013 é um aborto total e ataca a soberania nacional e a dignidade de todos os cidadãos, para além de ser uma arma mportífera contra a democracia. Não é apenas o mundo do Trabalho que está a ser atacado. É o País no seu todo. Querem privatizar o máximo da Saúde: as USF são empresas e os utentes são, pasme-se, clientes. Para a Segurança Social, há clientes, produtos e áreas de negócio. Para a Educação, também se prevê algo idêntico. E já agora, na Justiça e... os quatro pilares da democracia social estão a ser corroídos. Já para não falar nas investidas pseudo-federativas de Durão Barroso que apenas visa criar uma Europa imperial e neo-colonial, desfazendo de vez os conceitos de Nação, Povo e Cultura, Soberania e Diversidade, Solidariedade e Progresso, temos os cenários necessários à " revolução" neo-liberal e tecnocrata que a estupidez humana pariu, convencida de que subjugar é o verbo da sobrevivência planetária. Por estas e outras é que todos teremos que dizer Não a todas estas diatribes e não nos cançarmos de dizer NÃO até que esta gente seja derrotada e levada à justiça. Porque são criminosos de alto coturno. Basta um olhar atento para as suas vidas e negócios privados, percebemos do que são capazes na vida pública. Eles são o rosto da bárbarie dos novos tempos. Não querem mais do que o enfraquecimento dos Povos. Por isto é que quanto mais empobrecido Portugal estiver, maior será o elogio de cumprimento de metas desta dacroniana receita da Troika. Já o dissémos e repetimos: estamos a ser a cobaia da Europa. Quem tiver dúvidas, atente no que está a ser receitado à vizinha Espanha e perceberão. E podem multiplicar para o resto. A destruição do tecido produtivo e de serviços interno e a transformação do País numa colossal oficina e armazém das Multinacionais que, entretanto, delapidam e sacam o que ainda se possa ter de minérios e outras mais valias naturais. Com isenções fiscais. De não esquecer que as indmnizações por despedimento ainda estão caras e os horários de trabalho ainda não são os de escravos, diz a Troika, claro. Agora, implemente-se as quarenta horas de trabalho e, de seguida, ainda havemos de ter as quarenta e oito. Pelo meio, vão-se dando uns rebuçados às forças de segurança e do exército, inventar um certo terrorismo caseiro que ainda não há terreno apto para a musculação total do regime que eles pretendem. Qualquer semelhança com um novo tipo de ditadura pseudo democrática é pura semelhança. Alertem-se: estão a matar o Portugal democrático, social e de progresso que o Abril dos cravos tinha prenunciado. Revisitem-se as diversas traições que inúmeros actores e actrizes políticos bem desenvolveram ao longo destes últimos anos e entenderão que esta direita ( independentemente do nome dos partidos) é criminosa e traidora de Portugal. A História um dia há-de retratá-los como merecem.
A nós, o Povo, resta dar-lhes a réplica que estão a pedir como pão para a boca. Assim tenhamos forças e unidade para tanto!
A nós, o Povo, resta dar-lhes a réplica que estão a pedir como pão para a boca. Assim tenhamos forças e unidade para tanto!
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Impressões digitais de um estranho País (cont.)
233 - Acordemos: Alice e eu próprio estamos despertos. Convém para quem tem que andar neste estranho País. A dona Merkl veio ver os " saldos" e confirmar a austeridade que lhe é tão cara. Estranho é que um governo aposte no mesmo e se comporte, como alguém o disse, como o carro em contra-mão no meio de uma auto-estrada e crê que vai em condução certa. O actual OGE é a sentença de morte para um País que sempre foi débil. Há que saber dar as mãos, não importa o que de errado possa ter sido feito, importa é querer abrir as portas a novas madrugadas. Terão que ser construídas por todos nós. Só depois de levarmos à justiça os que hoje, mau grado terem sido eleitos, tudo têm traído e teimam persistir na sua traição ao Povo, à Democracia e ao próprio País. Insiste-se: investiguem as suas vidas e os seus percursos. Encontrarão mais lama do que pensam. E escusam de pedir a benção da Igraja católica. Ela só a dará na medida exacta dos seus interesses terreais. Alienar tudo o que ainda vale algo ao investidor estrangeiro é condenar todo um Povo ao neo-colonialismo capitalista. Em nome de um prato de lentilhas? A greve geral de 14 de Novembro é mais uma etapa de protesto. Não vai chegar nem vai evitar a sanha destruidora destes senhores(as). CDS e PSD são réus da maior das traições: contra o próprio País. PS : os que defendem manter um memorando que já foi deturpado e refeito várias vezes e teimar estar com umpé dentro da direita e outro fora, não leva a lado nenhum. Urge defenir-se: ou se junta aos traidores ou sejunta aos que querem abrir novas madrugadas.Mesmo nestes, há que dizer: não há hegemonias para ninguém. A salvação terá que ser colectiva e realizada pelo colectivo do Povo, do País. E se este Natal se anuncia de dureza, imagine-se o que será Janeiro e o resto do próximo ano e seguintes. Queremos ser indigentes? Queremos ser escravos? Queremos ver o nosso País e a nossa cultura reduzida a estilhaços? Se não... empurremos esta corja de gente para a barra da justiça e de modo que ninguém mais ouse achincalhar todo um Povo. Defendamos a Liberdade. Defendamos o progresso. Defendamos a Democracia. Defendamos um mundo novo a sério.
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Impressões digitais de um estranho País (cont.)
232 - Estamos em tempo do cair das máscaras. Passos Coelho vem declarar que não quer renegociar o programa de reajustamento com a Troika mas... refundá-lo. Para tanto quer o concurso de todos os que o negociaram ou que o assinaram. Ao mesmo tempo quer não adiar mais uma profunda reforma do Estado. É caso para perguntar: houve alguma reforma? Que se saiba o que houve foram cortes e abates de serviços, de vencimentos, de direitos, de pessoas. Quanto à refundação: o acordo com a Troika teve alguma fundação? Que se saiba o que a Troika pretende é mais e mais austeridade mesmo que o Povo seja ou esteja como já está... exaurido de tudo. "Ninguém na Europa fez tantas reformas ao nível da economia como nós"", proclama o inefável ministro da economia. Arrisca-se a ser a anedota do ano. Todos os analistas, sobre o próximo OGE dizem: 2013 é o ano do desastre total ou da colonização profunda da UE, leia-se, Alemanha. Seja como for: vamos pôr fim a clientelismos? Vamos manter serventias sem nexo, como as opíparas acessorias? Vamos exaurir por completo o tecido social? Vamos continuar a vender o melhor da nossa economia aos estrangeiros? O Ensino Superior já anunciou que a manterem-se os cortes anunciados, vão haver cortes em professores, em cadeiras, em investigadores, já se fala em cem, desligar aquecimentos, Nuno Crato no seu melhor. Dignificar de uma vez por todas as funções públicas dos que são mesmo necessários à economia real, enfim os trabalhadores e os cidadãos em geral, será apenas uma miragem? O ministro da economia, por exemplo, já conseguiu pôr em causa o funcionamento da cogeneração ( meio alternativo de gerar energia e, assim, diminuir a dependência energética do exterior). Querem a reforma estatal concluída até 2014: pudera, em 2015 são as eleições legislativas e não querem perder a oportunidade de aterrar o País e o sistema democrático e social que a Constiotuição ainda garante e, por tal, querem amarrar o PS a tal desígnio. De contrário... será que vão avançar declarar ilegal tudo quanto se oponha à destruição que querem prosseguir? Não são traidores da Pátria? Não são anti-democráticos? É por estas e outras que as eleições antecipadas e consequente queda do governo seriam o escape democrático e a total condenação do actual modelo de austeridade que está a colonizar e a escravizar todo um País com mais de oitocentos séculos de história. Neste momento o País está a ser esvaziado do melhor do seu capital humano. Para proveito de países como a Alemanha, a Inglaterra, entre muitos outros. Um País em que o Estado paga mais hoje pelo ensino secundário do que pelo superior,o que mostra o esforço das famílias. E, já agora, porque não dotar a Democracia dos valores éticos e morais que lhe são próprios? Estes senhores, com Relvas, Coelho e Gaspar à cabeça, sucumbiriam de vez. Por tudo isto recordemos uma frase de Thomas Carlyle ( sec. 18 e 19) historiador e pensador britânico: de qualquer tipo que seja a probreza, ela não é a causa da imoralidade mas... o seu efeito". Há pois que pôr cobro a tudo isto. Custe o que custar há que não desarmar da luta consequente que está na ordem de todos os dias e apelar, em todos os momentos, há consciência cívica de cada um de nós, para, apesar de todos os sacrifícios, derrotar esta gente que nos humilha e empobrece em cada dia em que respiram e são meros serventuários dos que querem fazer regredir o Mundo para os tempos da miséria total e obscena. De 31 de Outubro, doze de Novembro até à GREVE GERAL de 14 de Novembro, avançar e, depois, permanecer em guarda e contra- atacar, democraticamente falando, para escorraçar de vez todos quantos nos traiem.
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Impressões digitais de um estranho País(cont.)
231 - Alice continua descoroçoada com o rumo do quotidiano português. Não vale a pena, digo-lhe, ficares com rosto de dia de borrasca. Ou, todos juntos, conseguimos mudar esta política e remeter os seus actores e autores para o caixote de lixo da História, ou eles darão cabo de tudo. Como não atingem as metas que pretendem, só têm uma receita: cortar em tudo o que é do Povo que trabalha e sofre os seus desmandos. Eles, têm que ser salvaguardados. Chega-se ao cúmulo de reforçar verbas para a caridade institucionalizada. Então... e criar condições para que se crie trabalho e as pessoas possam recuperar a sua dignidade? Agora, até a igreja católica se mostra ofendida com um ataque informático ao site do patriarcado. E diz que os portugueses entenderam mal o que o cardeal Policarpo disse quando opinou que as manifestações ou, até, uma revolução nada mudaria no sistema actual. A resignação sempre foi uma mesinha que o catolicismo sempre utilizou. Denunciar os desmandos do poder existente... é mais difícil. Salvaguardem-se as vozes que, também no seu seio, vêm a terreiro denunciar e insurgir-se contra o poder. Já é tempo da hierarquia eclesial católica acordar para os tempos que vão correndo. Claramente: estão do lado dos que sofrem ou do lado dos que oprimem? A fé pode ser importante mas nenhuma teologia os salva da traição à própria fé quando se colocam do lado dos que oprimem os Povos. E Portugal está já a ultrapassar o limite do possível. A governação está de joelhos e aceita , sem questionar, a colonização pura e dura do capital.Todos os dias humilha o trabalho e corta as possibilidades dos que tentam apontar novos e mais sérios caminhos para salvaguardar o País e o Povo. Todos os dias a actual governação trai a Pátria e a sua história de mais de oitocentos anos. Todos os dias se multiplicam as carências sociais e os empobrecidos e os miseráveis e...engordam, obscenamente, os detentores da riqueza ( nacionais e internacionais). Já agora, não se esqueça, snr. Cardeal Policarpo de cumprimentar a "imperatriz" alemã. Ela vem visitar a colónia que decretou. E depois diga que é uma questão de fé. Seja como for: as lutas dos trabalhadores e do Povo em geral estão em cima da mesa. É urgente reformular ideias: Estado é o conjunto dos cidadãos. Quando se diz que o Estado não é pessoa de bem, cometemos um grave erro: quem não é pessoa de bem são os gestores do Estado. Os representantes escolhidos pelo Povo. E se este se enganou ou foi enganado, tem o direito de correr com quem o traiu ou com quem lhe malbaratou a vida. Os subsídios de desemprego, de doença, os abonos familiares, até o RSI, não são benesses. São o direito de quem descontou ou desconta para que tal aconteça. Tal e qual como com o SNS ou a Educação Pública. Aliás, se não fosse esta última, muitos dos que hoje traiem o País e o espoliam de tudo, não teriam chegado aos postos cimeiros onde o acaso os levou. E avançamos para a greve geral. Arma maior do Povo que sofre. E muitos já começam a pensar em avançar para os tribunais com queixas crime contra os governantes que tudo querem cortar e deixar toda a gente a definhar até à morte final. É tempo de todos, sem excepção dizermos BASTA a toda esta política de capitulação total ante o capital que encontrou em Portugal e em alguns dos portugueses excelentes alunos, óptimos serventuários ( para não dizer lacaios) e a melhor cobaia para experimentar o modo de abater a Europa Social, Democrática e pluricultural. Urge reforçar a consciência cívica de todos e mudar esta política que nos esgana a vida presente e futura.
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
Impressões digitais de um estranho País (cont.)
230 - Farmacêuticos, proprietários e trabalhadores da restauração, estivadores, rodoviários, funcionários públicos centrais e autárquicos, jovens formados a nível profissional e universitário, professores, enfermeiros, militares e polícias, entre todos os outros, activos e reformados, tudo está num sufoco: o País já não aguenta mais austeridade. Estamos a comprometer o real dos nossos dias e... o futuro de todo um País que já mais se assemelha a uma colónia e, como todas as colónias, escravizado e nas mãos do estrangeiro, seja ele qual for. Basta que olhemos para quem detém ou vai deter os capitais das empresas, sejam elas comarciais, industriais, informação ou culturais. Por falar em cultura: quando não há din heiro para a sobrevivência, também não o haverá para a cultura. E se um País, um Povo, não tem acesso à informação credível e a actos culturais que o façam avaliar e lhe formem a crítica positiva, como poderá progredir? Rejeita-se a saudade de um País a sério. Queremos construí-lo e nunca anulá-lo. A direita e o centro direita j´+a deram o que tinham a dar. Agora, é tempo de o Povo con vocar a esquerda para que, consequente e responsavelmente, conduza o País para uma verdadeira democracia em que o Povo seja, de facto soberano e se levem a tribunal todos os responsáveis pelos desmandos economicistas e de mero lucro que tiveram e que criaram toda a crise que se vive. Cá e na Europa. Aliás, façam o que fizerem, a Europa está no dilema: ou escolhe defender e projectar todos os seus Povos para uma democracia séria e progressiva, logo, social, ou implodirá. Não dá para mais brincadeiras nem jogos de poder. A Alemanha não é nem nunca poderá ser dona e senhora da Europa. Não há espaço para novos impérios. Todo o ideário liberal ou neo-liberal que conduziu à ditadura dos mercados e das bolsas especulativas, está a trazer-nos o caos. Novas escravaturas? Cremos bem que não. Basta de toda esta conspiração contra os Povos. O planeta é uma aldeia a girar no espaço bio-cósmico. A sustentabilidade ecológica exige a sustentabilidade humana. As grandes fortunas têm que aprender que têm que acorrer à fome e à miséria que geraram. Ninguém é don o de nada. Todos somos usufruidores de tudo. De forma razoável e sustentável. Cá por casa: os jovens assistentes do governo terão que aprender a humildade de perceber que, para lá do que possam ter conseguido a nível académico, nada sabem da vida e que, antes de serem especialistas ( de coisa nenhuma) terão que viver a vida em todas as suas formas e fórmulas. Só depois poderão opinar. Até lá, o emprego que detêm, além de ser transitório, é a maior falácia que lhes foi dada. Eles não são culpados da vaidade que lhes injectaram. Criminosos são os que os contratualizaram e lhes fizeram crer que eram especiais. Nunca se esqueçam que já Patxi Andion cantava no século passado que esta burguesia era o excremento da civilização. De facto, se já foi revolucionária, tornou-se, com o decorrer dos tempos, na coisa mais exacrável. Precisamente por se ter deixado acorrentar ao pior da coisa humana: a predação do seu semelhante, ou seja, canibal pela via económica e social.A evolução tende para o melhor, nunca para o pior. Se escolhe esta última via, adoeca e faz perigar todo o plano bio-cósmico. E isto, a lei da Vida não consente e, tarde ou cedo, se fará pagar. Porém, os Povos não podem ser castigados pelos desmandos de meia dúzia dos seus semelhantes. Todos os tiranos ou tiranetes foram castigados pelos tempos. Aos actuais, o tempo esgota-se. A confluência das lutas sociais que, da Europa, estão a surgir é a prova disso. A esperança está no horizonte, apesar da via dolorosa que ainda todos teremos que cumprir. Prossigamos na estrada da denúncia e da verdade e da razão. Os Povos têm direito a ser felizes, vivendo.
terça-feira, 16 de outubro de 2012
Impressões digitais de um estranho País (cont.)
229
- A elite europeia e cá do burgo, anda aflita: e se tudo isto descamba em explosão social?!... Como não podia deixar de ser, a Igreja Católica veio a terreiro dizer que as manifestações ou até uma revolução nada adiantaria ao presente estado de coisas. Cerejeira não faria melhor.Policarpo tinha que o fazer. Da mesma igreja que declara que não pagará o IMI. As outras confissões religiosas também podem tomar a mesma posição e, já agora, os cidadãos. E, já agora as peregrinações a Fátima também valem algo? O cardeal acaba como todos os outros: isto está mal... explorem mas de mansinho... os pobres e os empobrecidos que paguem todos os desmandos. Os outros, que se lixem. Paguem e não bufem. Não gritem, não se manifestem... sejam cordeiros prontos para a matança. Nem sequer percebem que o País, a Nação, está em perigo? Que a total colonmização está em marcha... porque virá a Merckl com um séquito de empresários? Só pode ser por solidariedade. Palavra de honra, esta gente, crentes ou não, teme a explosão social porque sabem que tudo o que fazem ou que apoiam está a transformar-se na maior traição ao Povo que são ( mas que não gostam de ser) e que já não conseguem disfarçar o ataque feroz à dignidade individual e de um Povo que acaba por significar crime de lesa Pátria. O recente prémio Nobel da Paz atribuido à UE significa o receio da implosão da mesma se persistir na política liderada pela Alemanha e que visa apenas consolidar o poder dos mais fortes sobre tudo o resto. Estamos de facto ante uma equação difícil de resolver, a não ser que os Povos ( o nosso incluido) derrubem toda esta gente e optem por políticas sociais até porque... as políticas são para servir as pessoas e não o contrário. Quando elas atacam os seus próprios povos, diz a História, tarde ou cedo se derrubam os tiranos ou tiranetes que a levam à prática.Há pois que prosseguir com as manifestações e outras formas de protesto até que esta gente desapareça e pague pelos crimes que vão cometendo. E quando Vítor Gaspar vem dizer que está a retribuir ao País o que o País gastou com a sua formação, é caso para perguntar: então porque não taxa o capital em vez de taxar os cidadãos? A sua obrigação é desenvolver o País e permitir que os seus concidadãos tenham uma vida digna. O que tem feito é retribuir com crime o que lhe foi dado com dignidade e consciência.
- A elite europeia e cá do burgo, anda aflita: e se tudo isto descamba em explosão social?!... Como não podia deixar de ser, a Igreja Católica veio a terreiro dizer que as manifestações ou até uma revolução nada adiantaria ao presente estado de coisas. Cerejeira não faria melhor.Policarpo tinha que o fazer. Da mesma igreja que declara que não pagará o IMI. As outras confissões religiosas também podem tomar a mesma posição e, já agora, os cidadãos. E, já agora as peregrinações a Fátima também valem algo? O cardeal acaba como todos os outros: isto está mal... explorem mas de mansinho... os pobres e os empobrecidos que paguem todos os desmandos. Os outros, que se lixem. Paguem e não bufem. Não gritem, não se manifestem... sejam cordeiros prontos para a matança. Nem sequer percebem que o País, a Nação, está em perigo? Que a total colonmização está em marcha... porque virá a Merckl com um séquito de empresários? Só pode ser por solidariedade. Palavra de honra, esta gente, crentes ou não, teme a explosão social porque sabem que tudo o que fazem ou que apoiam está a transformar-se na maior traição ao Povo que são ( mas que não gostam de ser) e que já não conseguem disfarçar o ataque feroz à dignidade individual e de um Povo que acaba por significar crime de lesa Pátria. O recente prémio Nobel da Paz atribuido à UE significa o receio da implosão da mesma se persistir na política liderada pela Alemanha e que visa apenas consolidar o poder dos mais fortes sobre tudo o resto. Estamos de facto ante uma equação difícil de resolver, a não ser que os Povos ( o nosso incluido) derrubem toda esta gente e optem por políticas sociais até porque... as políticas são para servir as pessoas e não o contrário. Quando elas atacam os seus próprios povos, diz a História, tarde ou cedo se derrubam os tiranos ou tiranetes que a levam à prática.Há pois que prosseguir com as manifestações e outras formas de protesto até que esta gente desapareça e pague pelos crimes que vão cometendo. E quando Vítor Gaspar vem dizer que está a retribuir ao País o que o País gastou com a sua formação, é caso para perguntar: então porque não taxa o capital em vez de taxar os cidadãos? A sua obrigação é desenvolver o País e permitir que os seus concidadãos tenham uma vida digna. O que tem feito é retribuir com crime o que lhe foi dado com dignidade e consciência.
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Impressões digitais de um estranho País (cont.)
228 - Eis-nos chegados ao limite da decência: esta governação não só nos desgoverna como ataca a dignidade pessoal e do País. Já é tempo de nos lembrarmos de que nem só de doutorecos vive o mundo. Que especialistas com menos de quarenta anos não existem. Que toda esta gente não passa de mafiosos e de criminosos que nunca quiseram o bem do seu semelhante, muito menos de um País que querem vender a retalho. Agora até há quem afirme que um País não precisa de ter um benco público. Se agora querem privatizar a CGD porque não, a seguir, o Banco de Portugal? Nada respeitam. Direitos de quem trabalha? O que é isso? Na velha Suméria, três mil anos antes de Cristo, já o povo dava uma grossa fatia do seu trabalho para que uma elite vivesse à grande e sem custos. Pelo contrário, avalizavam os negócios públicos e ficavam com as mais valias. Não é o que esta gente deseja? A Europa Social não pode subsistir para tais necrófagos. Convencidos de que sobrevivem? Já é tempo de todos devolvermos o governo ao Povo e pormos esta gente na cadeia e sujeita a trabalhos forçados. Toda a sua fortuna é fruto de rapina e delapidação do bem público. Transformaram os bancos e financeiras em meros instrumentos da agiotice de que vivem. Se a cinco de Outubro a bandeira nacional foi hasteada de pernas para o ar, não há dúvida de que correspondeu ao estado do País. Todos nós somos responsáveis por termos dado crédito a tais marginais.Investiguem-lhes as vidas e ficarão de boca aberta. A única coisa de que são exímios é a de parir bosta.Bem falantes, tartufos,agiotas e assaltantes da alma e da vida alheia.Eis a nata dos tempos que correm.Quanto à Alemanha e à União dita europeia, quando acordarem só verão explosão social. As direitas só contribuíram para o arrasamento social. Mesmo na nossa história: todos os reis que se aliaram às elites dominantes tiveram todos um triste fim. Se o Povo é quem mais ordena, haverá que Acordar e derrotar toda esta política e devolver a governação ao Povo. Tudo o resto é fantasia. Mais: a administração pública central e local, está em vias de colapso total. Para todos os que opinam contra a Função Pública, há que dizer: os serviços que um Estado deve prestar ao seu Povo se o não fizer, isso será feito pela privada e, depois, não se queixem. Os impostos que todos pagam servem para quê? Enriquecer os chulos dos Estados? O grande capital que é apátrida? É isto o que muitos opinadores querem? Onde fica o Povo a que, por acaso, também pertencem, embora, inconfessadamente, o não queiram. Quem não percebe os crimes de lesa Pátria que esta gente tem vindo a cometer desde que tomou posse, ou é da mesma fibra ou, então, troca os vês pelos bês. Convirá que parem para pensar e não se precipitem com preconceitos que nada mais são do que preconceitos. Até lá, não esqueçam que vem aí uma greve geral como luta séria contra quem está a atraiçoar um País e um Povo.
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Impressões digitais de um estranho País (cont.)
227 - Alice ficou entusiasmada com a manif de 15 de setembro e depois da da noite longa do último Conselho de Estado. Espera que a de 29 de setembro seja um oceano de gente. Porém... se em Madrid já se cerca o Parlamento e na Catalunha se pressiona para a independência ( a Catalunha só deve porque o Estado Central não lhe devolve a mais valia da riqueza que ela gera), certo é que, por cá o descalabro permanece: o recuo da TSU é uma mera miragem. Como a devolução de subsídios de férias ou de natal. Porque haverão novas formas de sacar o mesmo e até mais. Esta gente não admite taxar o grande capital. Apenas e só quem trabalha. Cortam em Fundações: curiosamente, os cortes maiores são naquelas que se dedicam a promover a cultura. Aliás, é na cultura, na educação, na saúde e na segurança social que a sanha é maior: é aquela que visa retirara a dignidade de um Povo. Como os cortes nas Forças Armadas:; das duas uma: ouas vergam totalmente e as colocam na subserviência total ou as eliminam. o caminho começa a ser delineado. Esta gente é servo do capital internacional e não se importa de amputar o seu próprio País da sua identidade. Têm tiques fascistas: o Ministro da Administração Interna quando diz, por mor das manifestações, que há mais cigarras do que formigas, o que pretende dizer é: não se manifestem, trabalhem, não pensem nem questionem, aceitem todas as ordens que vos são dadas, recebam apenas o que vos damos e paguem o que vos exigimos... mesmo que não tenham que pagar... não há problema: ficam para sempre escravizados. Ora, tal personagem não é democrata por mais que finja. Como, de resto, a maioria do governo. De contrário não implementariam medidas que apenas visam amputar o País de tudo o que seja dignidade e liberdade e solidariedade e ... futuro melhor para todos. Eles querem um mundo melhor só para alguns, mesmo que eles não sejam nacionais. Criaram consumidores mas querem eliminar os produtores. Reparem: os fabricantes de mobiliário, queixam-se de falta de matéria prima. Razão: incêndios florestais. Resposta governamental: plantem eucaliptos de crescimento rápido para a pasta de papel que, ainda por cima, agride gravemente os solos e os lençóis de água. O mobiliário, em grande parte é para exportação. A crise nacional, económica, social e moral, começou a ser implementada muito antes da crise internacional. Autor principal: Cavaco Silva e seguintes.Co-autoria do PSD,CDS e PS. É nesta gente que se deve procurar os mestres de todos os crimes de lesa Pátria e levá-los ante a justiça. Até lá... o Povo tem que saber lutar para que se impeça o caos total. E de não esquecer que há alternativas. Sérias e exequíveis. Avancem para mudanças sérias. As lutas por um futuro melhor está nas mãos do Povo, ou seja de todos nós.
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Impressões digitais de um estranho País (cont.)
226 - pergunta Alice: o que é que separa um neo-liberal de um neo-fascista?!... a resposta não será difícil de encontrar: ambos são dogmáticos, logo, totalitaristas. Ambos, são fundamentalistas. Ambos, têm um desprezo total pelas pessoas, pelos outros. Ambos creem-se iluminadops e predestinados ao leme do Mundo que, ambos, pretendem recriar à imagem estrita dos seus interesses pessoais e de seita. Ambos, escudam-se em cifras e economias para levarem a água ao seu moinho. Ambos, contornam toda a legalidade existente e mistificam todos os dados e realidades para imporem os seus critérios e ditames. Qualquer semelhança com o que se está a passar em Portugal é mera coincidência.Por mais que se esfalfem a justificar o injustificável, todos sabem que este governo está-se nas tintas para o seu Povo e está disposto a torná-lo escravo, custe o que custar. Rasga todos os contratos vigentes com os trabalhadores do estado, o que inclui os reformados ou pensionistas como queiram dizer. Tudo para roubar, consequentemente ludribiar, mistificar e, assim, tentar escravizar estes trabalhadores à boa maneira fascista. Só lhes falta vir a exigir um juramento de fidelidade cega e eliminar o sindicalismo público. Por arrasto, tentarão fazer que o mesmo aconteça no tecido privado. Mais: a própria parte do sector social está aser posto em causa. Que mais não seja pela diminuição dos proventos das pessoas e o governo a restringir ao máximo os apoios. A cegueira desta gente é consciente e tem requintes de malvadez, tal e qual os nazi-fascistas. Este ultra neo-liberalismo só pode causar desgraça e da grossa. Mais: a própria UE vem agora dizer que o caminho viável é uma Federação de estados-nações. É óbvio e implicito desde a génese. Só não viu quem não quiz. Se a federação já estivesse assumida, muita da crise não se registava. Mas até essa realidade muito se há-de passar. O que interessa agora é a derrota desta governação e da própria composição da AR. O Povo ou afasta esta gente que o oprime ou não se queixe quando se vir escravizado de vez. Para lá de todas as reinvindicações, certamente justas de todos os sectores, a principal para todos é o derrube inequívoco desta ideologia que tenta subverter a democracia e o estado de direito social e participativo. É o Povo que tem que obrigar os partidos políticos a rever o que defendem. É o Povo que tem que operar a mudança. Antes que haja uma catástrofe. Alice, vai e diz a todos os que puderes para se manifestarem quantas vezes forem necessárias.
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