terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Impressões Digitais de um estranho País (cont.)
237 - O quotidiano português e, de certa forma, europeu, está a virar-se do avesso. Alice, anda zonza de todo. Há um processo ultra-neo-liberal em curso. Dirigido por toda uma chusma de gente que, para lá do que se prova ou não prova nos tribunais ( quem tem dinheiro ou influências tudo parece conseguir), toda a gente sabe que não são probos, nem honestos, nem têm qualquer pingo de cidadania. O que lhes interessa é o lucro pelo lucro e sabem ser criteriosos servos do grande capital. A banca, soma e segue desonestidades gritantes. E, como diz Ricardo Araújo Pereira, se as empresas portuguesas fossem bancos, estavam a salvo de falências ( honestas ou desonestas). O contribuinte era sempre chamado a salvá-las. É esta banca e quem a dirige que, cada vez mais tem arrogância suficiente para galopar o costado do Zé Portuga com toda a arrogância e cinismo de assassinos da liberdade.A maior parte dos políticos do PSD são criminosos de delito comum. Há dúvidas? É só ver as respectivas folhas de serviços. Agora, até se leva para o governo um ex-administrador do BPN. Banco que é a maior fraude de todos os tempos praticada em Portugal. É com esta gente que se pretende construir futuros? Quanto às esquerdas políticas desta País: ou convergem entre si para que se defina um caminho comum que atire esta ditreita para o lixo da História e se recomponha o País social e solidário, produtivo e progressivo que merecemos ser ou, então, digam adeus ao sorriso. Estamos todos a ser convidados a ser sem-abrigo?! estamos todos a ser convidados a ser servos de uma qualquer hedionda ditadura que se perfila no horizonte. Todos os cidadãos estão a ser convocados para esclarecerem, de uma vez por todas, o que querem para Portugal: um futuro risonho ou um funeral colectivo. Desdenha-se da cultura, desdenha-se da formação de cidadãos, desdenha-se da investigação científica, desdenha-se da dignidade de cada um dos cidadãos, desdenha-se dos direitos humanos, desdenha-se do que significa pagar impostos e ter acesso a bens sociais. Todo o nosso dinheiro está a ser hipotecado ao egoísmo do grande capital. Destrói-se toda a produção e a que vai resistindo, cada vez mais, tem dificuldades porque falha a diplomacia económica. Até porque assenta no canto do cisne do que no renascer da fénix. Há que dizer quanto mais se vai aguentar toda esta canalha. Será que temos País daqui a dez anos? Alice emudece e fica com ar de alheamento. As dores já são tantas que se fica insensível a todas as misérias. Reagir? Enquanto há forças. De contrário...seremos cúmplices da nossa própria destruição. Esperemos que Alice venha mais risonha da próxima vez.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
Impressões digitais de um estranho País (cont.)
236 - Para início de ano, o discurso do cardeal de Lisboa, a que se junta o do Presidente da República, não está nada mal: o primeiro, insiste no aumento do conservadorismo e pouco se agasta com as políticas desumanas que o governo produz. O segundo, esquecendo que é economista, que foi 1º ministro, que jurou respeitar a Constituição, que devia já ter dado vários murros na mesa contra os desmandos governamentais, vem tentar ficar bem na foto mas... porque não se criminaliza quem procedeu aos desvios dos descontos dos trabalhadores para a segurança social e cga e vem dizer que tudo está periclitante?! Os fundamentalkismos financeiros têm destruído este País. Já não é tempo de lutar contra os que atacam todo um Povo? O contrato com a Troika amarra-nos a uma dívida que está sempre a crescer. Não é de rever?
As estórias que os nossos políticos (os que têm exercido o poder) nos têm contado, não são a maior fraude de todos os tempos? Combater a fraude: então, meus senhores, para quando dizer aos bancos a quem temos dado dinheiro, que somos donos de pleno direito dos mesmos e não os acionistas privadois que só têm beneficiado com os lucros que, se não fosse a solidariedade estatal nunca os teriam e já estariam todos na miséria?! Quanto à saúde do SNS: parem com as demagogias. Fumar dá despesa? E o dobro que o Estado ganha com tal? A prevenção é urgente. De há muito que se sabe. Investir na medicina preventiva deveria ser um desígnio de qualquer poder. Mas... e os lobys dos que comandam a medicina curativa, ou seja, a que lhes dá os lucros inconfessáveis? Mesmo para haver medicina preventiva, não se pode destruir o poder de compra das famílias, dos cidadãos. Ao fazê-lo estamos a onerar os custos imediatos e futuros com a saúde. Será que os iluminados deste governo não o sabem? Claro que sabem e, porque fazem o contrário, são criminosos. Cavaco Silva não quer crise política mas... como se melhora políticas sem que se mudem visões e actores? A resposta do governo ao Presidente foi decretar os doze dias de indmnização por despedimento para já, mesmo rasgando o que teria contratualizado com a concertação social. Aliás: o governo e um partido que se afirmaram muito confortáveis com a promulgação do orçamento e muito desagradados com o pedido de fiscalização preventiva que o presidente irá solicitar ao TC. Esta direita ainda não percebeu que ao dar cabo do seu próprio povo está a incorrer em crime de lesa pátria? Mesmo os actuais aumentos da luz, gaz, combustiveis e outros: pensam ter maiores lucros? De imediato, talvez. E depois? Mas os negócios governamentais mistificaram realidades e privatizaram o que não deviam e com expectativas que nada têm a ver com a realidade. Fraude em cima de fraude. É o País que noscabe? Nunca. É altura dos verdadeiros portugueses tratarem de limpar o País desta escumalha que mais não são do que vigaristas e deslumbrados. Um País a sério nunca os teria permitido como gente de bem porque o não são. Esperemos que o bom senso impere cá e na UE que não pode insistir na germanização da Europa pensando que gera algo de melhor. Só ao pior do capitalismo tal política serve. Tudo o mais é demagogia suicida.
As estórias que os nossos políticos (os que têm exercido o poder) nos têm contado, não são a maior fraude de todos os tempos? Combater a fraude: então, meus senhores, para quando dizer aos bancos a quem temos dado dinheiro, que somos donos de pleno direito dos mesmos e não os acionistas privadois que só têm beneficiado com os lucros que, se não fosse a solidariedade estatal nunca os teriam e já estariam todos na miséria?! Quanto à saúde do SNS: parem com as demagogias. Fumar dá despesa? E o dobro que o Estado ganha com tal? A prevenção é urgente. De há muito que se sabe. Investir na medicina preventiva deveria ser um desígnio de qualquer poder. Mas... e os lobys dos que comandam a medicina curativa, ou seja, a que lhes dá os lucros inconfessáveis? Mesmo para haver medicina preventiva, não se pode destruir o poder de compra das famílias, dos cidadãos. Ao fazê-lo estamos a onerar os custos imediatos e futuros com a saúde. Será que os iluminados deste governo não o sabem? Claro que sabem e, porque fazem o contrário, são criminosos. Cavaco Silva não quer crise política mas... como se melhora políticas sem que se mudem visões e actores? A resposta do governo ao Presidente foi decretar os doze dias de indmnização por despedimento para já, mesmo rasgando o que teria contratualizado com a concertação social. Aliás: o governo e um partido que se afirmaram muito confortáveis com a promulgação do orçamento e muito desagradados com o pedido de fiscalização preventiva que o presidente irá solicitar ao TC. Esta direita ainda não percebeu que ao dar cabo do seu próprio povo está a incorrer em crime de lesa pátria? Mesmo os actuais aumentos da luz, gaz, combustiveis e outros: pensam ter maiores lucros? De imediato, talvez. E depois? Mas os negócios governamentais mistificaram realidades e privatizaram o que não deviam e com expectativas que nada têm a ver com a realidade. Fraude em cima de fraude. É o País que noscabe? Nunca. É altura dos verdadeiros portugueses tratarem de limpar o País desta escumalha que mais não são do que vigaristas e deslumbrados. Um País a sério nunca os teria permitido como gente de bem porque o não são. Esperemos que o bom senso impere cá e na UE que não pode insistir na germanização da Europa pensando que gera algo de melhor. Só ao pior do capitalismo tal política serve. Tudo o mais é demagogia suicida.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Imprressões digitais de um estranho País (cont.)
235 - Alice, um pouco aturdida com as novas do fim do mundo, esganada com toda uma política de degeneração do País, apareceu-me com olhos de morrinha. Credo, mulher, não te amofines. O Mundo não vai acabar. Estamos é no fim de um ciclo e início de outro. O velho mundo, em estertor, tenta aniquilar tudo em nome da ganância, da ambição totalitária e imperial, criar um caos para que possa escravizar de novo e não respeitar o equilíbrio natural do eco-sistema planetário e, até, universal. O que os Maias predisseram foi que chegaríamos a um fim de ciclo civilizacional e partiríamos para um outro. E, como dizia o Tolentino poeta, estamos em dias de parto. Natural e, por isso mesmo, pleno das dores respectivas. Este apetite desmesurado pelo material não tem pernas para andar. Causa a aniquilação porque desfaz princípios, éticas e morais. Assassina ideais humanitários, estupidificando os Povos e atirando-os para a miséria, logo, presa fácil do canibalismo capitalista.Este, por seu lado, canibaliza-se por inteiro. Assim, não respeita nada e desiquilibra o cosmos. Os políticos, tentam adocicar a sanha assassina de que são portadores. Fala-se, claro, dos que são meros mercenários do grande capital. Resultado: trapalhadas em cima de trapalhadas. Privatiza-se a TAP. Não, não se privatiza. Amanhã, vai-se privatizar de novo. Privatiza-se a saúde e a educação? Não, concede-se a gestão a... privados. Já agora, privatiza-se, perdão, concede-se a gestão aos privados dos serviços públicos da RTP e da Lusa e... como disse o José Saramago, porque não privatizar o governo e a puta que os pariu?... é inconveniente? Natural. Estamos contra os interesses de suas excelências. Há demasiada traição ao humanismo desejável. Em todos os partidos e religiões, há quem se vista com os emblemas respectivos, sempre muito ortodoxos mas, por dentro, são meros oportunistas, logo, egoístas sem freio, vampiros de nova vaga.Ah, como está actual a canção do Zeca Afonso!... são o cancro que o velho mundo pariu. Ou os extirpamos, ou... sucumbiremos. A Paz, não é apenas cultura, é e tem que ser um sistema político e social, necessariamente progressita e humanitário. Democrático e plural mas, nunca ingénuo. Não se pode, à americana, chorar massacres de crianças e de professores e permitir e insistir numa cultura armamentista que leva uma criança de oito anos a ser iniciada no manejo de armas e, até, caçar... tutelados por adultos? E quem garante que esses adultos são equilibrados e pacíficos? Não se pode, como o catolicismo reinante faz, pregar a caridade e a solidariedade e não o praticar com os seus próprios trabalhadores, a quem tudo se exige e a quem tudo se deve. Não se pode querer mais produção, baixando salários, fingir qualidade e não investir. Quanto mais se empobrece um Povo, menos riqueza se gera,menos qualidade se pratica e sufoca-se todo um País, Todo um MUndo. Pôr privados a gerir o público é a maior de todas as traições e esconde a corrupção dos que tudo fazem e argumentam para enriquecer a si mesmos e aos seus círculos. Defender teses do social e apelidar os utentes de clientes é dizer que se quer erguer um Estado em que o cidadão perde direitos e passa a pagá-los, mesmo depois de pagar os seus impostos.Portugal tem sido a cobaia do que querem impôr à Europa. A Alemanha é o rosto visível desta conspiração mercantil e mundial. Portugal´está à beira do abismo, o próprio Coelho diz que a crise vai durar 20 ou 30 anos, a Europa está à beira da implosão. O ciclo, fecha-se e... está nas nossas mãos a nossa morta social ou a nossa salvação. A própria ciência o diz. Contradiz-se apenas quando se proclama sapiência absoluta e à beira do zénite. Tenham humildade: ainda estamos no limiar do conhecimento. Por cada porta aberta muitas outras não o foram e outras tantas se nos deparam. As próprias religiões terão que reconhecer que o princípio criador ( deus, se quiserem) nada tem a ver com o deus que cada uma delas proclama como único. Simplesmente porque esse, é o deus das suas conveniências, criado e proclamado à imagem do sistema que tentam impôr aos seus semelhantes. A Paz é possível se quisermos ousar romper de vez com todo este vampirismo e canibalismo que por aí se desmanda derramanda abundantes oceanos de lágrimas de crocodilo. Minha cara Alice, perdido que foi o teu Mundo das Maravilhas, há que retomar a velha roca e fiar para depois tecer o novo mundo que ainda é um lactente. Não permitas que seja morto antes de se afirmar. Recusar o velho Mundo é imperativo de vida e de sobrevivência. Deixa que o Natal te vivifique com a todos os que nos acompanham e se recusam a perder a esperança de regenerar o Mundo em que vivemos. Não estamos condenados ao Inferno. Viver, significa ser feliz e aprender a melhorar no sentido da convivência colectiva, logo, fraterna e libertária. O que temos tido é precisamente o oposto. Bom ano, pois e que saibamos ser construtores da libertação séria e honesta em equilíbrio com todos os seres que compõem o eco-sistema planetário e universal. Ah, nunca esqueças, qualquer ser, animal, vegatl e mineral, diz a própria ciência, é uma forma de inteligência e que interage com tudo o mais. Não reconhecer o óbvio, é degenerescência pura e dura. Abre o espumante, Alice e festejemos a inocência do novo MUndo que é construída pelas opções que tomamos.
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Impressões digitais de um estranho País (cont.)
234 - Tolhida pelo frio, Alice surge com ganas de espatifar tudo e mais alguma coisa. Ela acha que as declarações do chefe da Troika são insultuosas. E tem razão. Dizer que o dinheiro emprestado a Portugal é muito barato é um insulto: então e os juros negativos que a Alemanha paga?... dizer que as pensões e reformas em Portugal são muito altas, é outro insulto. As dos snrs.políticos e certos altos dignitários que se souberam acolher no beiral do Estado quando, muitas vezes, nem o tempo total de uma vida contributiva fizeram, vá que não vá. Generalizar, dá azo a que o idioma dos nossos políticos desta direita sem pudor, moral ou ética, tente baixar os valores da maioria que, por acaso, para lá de contribuir durante toda uma vida de trabalho, ganhou pouco e, ainda por cima, vê, os que ainda estão no activo e no passivo, diminuidas e congeladas as respectivas reytribuições. Este senhor e demais serventuários do Capital mistificam para atingir apenas um objectivo: destruir o que resta de uma Europa ( Portugal incluído) Social e impôr um regime que, de democrático nada tem e apenas visa brutalizar a exploração do humano pelo humano de molde a que a maioria não seja mais do que um exército de escravos. Sendo o dito natural da Etiópia, ainda mais nos arrepia. Em todo o lado existe uma raça de gente que na serventia do Capital se vê realizada.Por isso é que o nosso Gaspar foi elogiado por esse senhor e pelo patrão alemão ( ministro das finanças da snrª Merkl). O OGE para 2013 é um aborto total e ataca a soberania nacional e a dignidade de todos os cidadãos, para além de ser uma arma mportífera contra a democracia. Não é apenas o mundo do Trabalho que está a ser atacado. É o País no seu todo. Querem privatizar o máximo da Saúde: as USF são empresas e os utentes são, pasme-se, clientes. Para a Segurança Social, há clientes, produtos e áreas de negócio. Para a Educação, também se prevê algo idêntico. E já agora, na Justiça e... os quatro pilares da democracia social estão a ser corroídos. Já para não falar nas investidas pseudo-federativas de Durão Barroso que apenas visa criar uma Europa imperial e neo-colonial, desfazendo de vez os conceitos de Nação, Povo e Cultura, Soberania e Diversidade, Solidariedade e Progresso, temos os cenários necessários à " revolução" neo-liberal e tecnocrata que a estupidez humana pariu, convencida de que subjugar é o verbo da sobrevivência planetária. Por estas e outras é que todos teremos que dizer Não a todas estas diatribes e não nos cançarmos de dizer NÃO até que esta gente seja derrotada e levada à justiça. Porque são criminosos de alto coturno. Basta um olhar atento para as suas vidas e negócios privados, percebemos do que são capazes na vida pública. Eles são o rosto da bárbarie dos novos tempos. Não querem mais do que o enfraquecimento dos Povos. Por isto é que quanto mais empobrecido Portugal estiver, maior será o elogio de cumprimento de metas desta dacroniana receita da Troika. Já o dissémos e repetimos: estamos a ser a cobaia da Europa. Quem tiver dúvidas, atente no que está a ser receitado à vizinha Espanha e perceberão. E podem multiplicar para o resto. A destruição do tecido produtivo e de serviços interno e a transformação do País numa colossal oficina e armazém das Multinacionais que, entretanto, delapidam e sacam o que ainda se possa ter de minérios e outras mais valias naturais. Com isenções fiscais. De não esquecer que as indmnizações por despedimento ainda estão caras e os horários de trabalho ainda não são os de escravos, diz a Troika, claro. Agora, implemente-se as quarenta horas de trabalho e, de seguida, ainda havemos de ter as quarenta e oito. Pelo meio, vão-se dando uns rebuçados às forças de segurança e do exército, inventar um certo terrorismo caseiro que ainda não há terreno apto para a musculação total do regime que eles pretendem. Qualquer semelhança com um novo tipo de ditadura pseudo democrática é pura semelhança. Alertem-se: estão a matar o Portugal democrático, social e de progresso que o Abril dos cravos tinha prenunciado. Revisitem-se as diversas traições que inúmeros actores e actrizes políticos bem desenvolveram ao longo destes últimos anos e entenderão que esta direita ( independentemente do nome dos partidos) é criminosa e traidora de Portugal. A História um dia há-de retratá-los como merecem.
A nós, o Povo, resta dar-lhes a réplica que estão a pedir como pão para a boca. Assim tenhamos forças e unidade para tanto!
A nós, o Povo, resta dar-lhes a réplica que estão a pedir como pão para a boca. Assim tenhamos forças e unidade para tanto!
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Impressões digitais de um estranho País (cont.)
233 - Acordemos: Alice e eu próprio estamos despertos. Convém para quem tem que andar neste estranho País. A dona Merkl veio ver os " saldos" e confirmar a austeridade que lhe é tão cara. Estranho é que um governo aposte no mesmo e se comporte, como alguém o disse, como o carro em contra-mão no meio de uma auto-estrada e crê que vai em condução certa. O actual OGE é a sentença de morte para um País que sempre foi débil. Há que saber dar as mãos, não importa o que de errado possa ter sido feito, importa é querer abrir as portas a novas madrugadas. Terão que ser construídas por todos nós. Só depois de levarmos à justiça os que hoje, mau grado terem sido eleitos, tudo têm traído e teimam persistir na sua traição ao Povo, à Democracia e ao próprio País. Insiste-se: investiguem as suas vidas e os seus percursos. Encontrarão mais lama do que pensam. E escusam de pedir a benção da Igraja católica. Ela só a dará na medida exacta dos seus interesses terreais. Alienar tudo o que ainda vale algo ao investidor estrangeiro é condenar todo um Povo ao neo-colonialismo capitalista. Em nome de um prato de lentilhas? A greve geral de 14 de Novembro é mais uma etapa de protesto. Não vai chegar nem vai evitar a sanha destruidora destes senhores(as). CDS e PSD são réus da maior das traições: contra o próprio País. PS : os que defendem manter um memorando que já foi deturpado e refeito várias vezes e teimar estar com umpé dentro da direita e outro fora, não leva a lado nenhum. Urge defenir-se: ou se junta aos traidores ou sejunta aos que querem abrir novas madrugadas.Mesmo nestes, há que dizer: não há hegemonias para ninguém. A salvação terá que ser colectiva e realizada pelo colectivo do Povo, do País. E se este Natal se anuncia de dureza, imagine-se o que será Janeiro e o resto do próximo ano e seguintes. Queremos ser indigentes? Queremos ser escravos? Queremos ver o nosso País e a nossa cultura reduzida a estilhaços? Se não... empurremos esta corja de gente para a barra da justiça e de modo que ninguém mais ouse achincalhar todo um Povo. Defendamos a Liberdade. Defendamos o progresso. Defendamos a Democracia. Defendamos um mundo novo a sério.
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Impressões digitais de um estranho País (cont.)
232 - Estamos em tempo do cair das máscaras. Passos Coelho vem declarar que não quer renegociar o programa de reajustamento com a Troika mas... refundá-lo. Para tanto quer o concurso de todos os que o negociaram ou que o assinaram. Ao mesmo tempo quer não adiar mais uma profunda reforma do Estado. É caso para perguntar: houve alguma reforma? Que se saiba o que houve foram cortes e abates de serviços, de vencimentos, de direitos, de pessoas. Quanto à refundação: o acordo com a Troika teve alguma fundação? Que se saiba o que a Troika pretende é mais e mais austeridade mesmo que o Povo seja ou esteja como já está... exaurido de tudo. "Ninguém na Europa fez tantas reformas ao nível da economia como nós"", proclama o inefável ministro da economia. Arrisca-se a ser a anedota do ano. Todos os analistas, sobre o próximo OGE dizem: 2013 é o ano do desastre total ou da colonização profunda da UE, leia-se, Alemanha. Seja como for: vamos pôr fim a clientelismos? Vamos manter serventias sem nexo, como as opíparas acessorias? Vamos exaurir por completo o tecido social? Vamos continuar a vender o melhor da nossa economia aos estrangeiros? O Ensino Superior já anunciou que a manterem-se os cortes anunciados, vão haver cortes em professores, em cadeiras, em investigadores, já se fala em cem, desligar aquecimentos, Nuno Crato no seu melhor. Dignificar de uma vez por todas as funções públicas dos que são mesmo necessários à economia real, enfim os trabalhadores e os cidadãos em geral, será apenas uma miragem? O ministro da economia, por exemplo, já conseguiu pôr em causa o funcionamento da cogeneração ( meio alternativo de gerar energia e, assim, diminuir a dependência energética do exterior). Querem a reforma estatal concluída até 2014: pudera, em 2015 são as eleições legislativas e não querem perder a oportunidade de aterrar o País e o sistema democrático e social que a Constiotuição ainda garante e, por tal, querem amarrar o PS a tal desígnio. De contrário... será que vão avançar declarar ilegal tudo quanto se oponha à destruição que querem prosseguir? Não são traidores da Pátria? Não são anti-democráticos? É por estas e outras que as eleições antecipadas e consequente queda do governo seriam o escape democrático e a total condenação do actual modelo de austeridade que está a colonizar e a escravizar todo um País com mais de oitocentos séculos de história. Neste momento o País está a ser esvaziado do melhor do seu capital humano. Para proveito de países como a Alemanha, a Inglaterra, entre muitos outros. Um País em que o Estado paga mais hoje pelo ensino secundário do que pelo superior,o que mostra o esforço das famílias. E, já agora, porque não dotar a Democracia dos valores éticos e morais que lhe são próprios? Estes senhores, com Relvas, Coelho e Gaspar à cabeça, sucumbiriam de vez. Por tudo isto recordemos uma frase de Thomas Carlyle ( sec. 18 e 19) historiador e pensador britânico: de qualquer tipo que seja a probreza, ela não é a causa da imoralidade mas... o seu efeito". Há pois que pôr cobro a tudo isto. Custe o que custar há que não desarmar da luta consequente que está na ordem de todos os dias e apelar, em todos os momentos, há consciência cívica de cada um de nós, para, apesar de todos os sacrifícios, derrotar esta gente que nos humilha e empobrece em cada dia em que respiram e são meros serventuários dos que querem fazer regredir o Mundo para os tempos da miséria total e obscena. De 31 de Outubro, doze de Novembro até à GREVE GERAL de 14 de Novembro, avançar e, depois, permanecer em guarda e contra- atacar, democraticamente falando, para escorraçar de vez todos quantos nos traiem.
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Impressões digitais de um estranho País(cont.)
231 - Alice continua descoroçoada com o rumo do quotidiano português. Não vale a pena, digo-lhe, ficares com rosto de dia de borrasca. Ou, todos juntos, conseguimos mudar esta política e remeter os seus actores e autores para o caixote de lixo da História, ou eles darão cabo de tudo. Como não atingem as metas que pretendem, só têm uma receita: cortar em tudo o que é do Povo que trabalha e sofre os seus desmandos. Eles, têm que ser salvaguardados. Chega-se ao cúmulo de reforçar verbas para a caridade institucionalizada. Então... e criar condições para que se crie trabalho e as pessoas possam recuperar a sua dignidade? Agora, até a igreja católica se mostra ofendida com um ataque informático ao site do patriarcado. E diz que os portugueses entenderam mal o que o cardeal Policarpo disse quando opinou que as manifestações ou, até, uma revolução nada mudaria no sistema actual. A resignação sempre foi uma mesinha que o catolicismo sempre utilizou. Denunciar os desmandos do poder existente... é mais difícil. Salvaguardem-se as vozes que, também no seu seio, vêm a terreiro denunciar e insurgir-se contra o poder. Já é tempo da hierarquia eclesial católica acordar para os tempos que vão correndo. Claramente: estão do lado dos que sofrem ou do lado dos que oprimem? A fé pode ser importante mas nenhuma teologia os salva da traição à própria fé quando se colocam do lado dos que oprimem os Povos. E Portugal está já a ultrapassar o limite do possível. A governação está de joelhos e aceita , sem questionar, a colonização pura e dura do capital.Todos os dias humilha o trabalho e corta as possibilidades dos que tentam apontar novos e mais sérios caminhos para salvaguardar o País e o Povo. Todos os dias a actual governação trai a Pátria e a sua história de mais de oitocentos anos. Todos os dias se multiplicam as carências sociais e os empobrecidos e os miseráveis e...engordam, obscenamente, os detentores da riqueza ( nacionais e internacionais). Já agora, não se esqueça, snr. Cardeal Policarpo de cumprimentar a "imperatriz" alemã. Ela vem visitar a colónia que decretou. E depois diga que é uma questão de fé. Seja como for: as lutas dos trabalhadores e do Povo em geral estão em cima da mesa. É urgente reformular ideias: Estado é o conjunto dos cidadãos. Quando se diz que o Estado não é pessoa de bem, cometemos um grave erro: quem não é pessoa de bem são os gestores do Estado. Os representantes escolhidos pelo Povo. E se este se enganou ou foi enganado, tem o direito de correr com quem o traiu ou com quem lhe malbaratou a vida. Os subsídios de desemprego, de doença, os abonos familiares, até o RSI, não são benesses. São o direito de quem descontou ou desconta para que tal aconteça. Tal e qual como com o SNS ou a Educação Pública. Aliás, se não fosse esta última, muitos dos que hoje traiem o País e o espoliam de tudo, não teriam chegado aos postos cimeiros onde o acaso os levou. E avançamos para a greve geral. Arma maior do Povo que sofre. E muitos já começam a pensar em avançar para os tribunais com queixas crime contra os governantes que tudo querem cortar e deixar toda a gente a definhar até à morte final. É tempo de todos, sem excepção dizermos BASTA a toda esta política de capitulação total ante o capital que encontrou em Portugal e em alguns dos portugueses excelentes alunos, óptimos serventuários ( para não dizer lacaios) e a melhor cobaia para experimentar o modo de abater a Europa Social, Democrática e pluricultural. Urge reforçar a consciência cívica de todos e mudar esta política que nos esgana a vida presente e futura.
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