segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Impressões digitais de um estranho País (cont.)

225 - A Declaração ao País do primeiro ministro no dia 7/9/2012, foi uma inequívoca declaração de guerra aos Trabalhadores e Refrormados dos sectores público e privado. Foi também, à Constituição, ao Tribunalo Constitucional, ao sistema de Previdência Social  e ao Presiudente da República. Quem conhece Ângelo Correia, Miguel REelvas e Passos Coelho, sabe que são significantes de mentira compulsiva, má-gestão ( boa, na óptica pessoal ou do grande capital), zé-espertice e sobranceria ante tudo e todos. Tudo o que foi anunciado ( ainda fraltam mais medidas para dentro de dias) não mantém, antes dupliuca a penalização dos trabalhadores e pensionistas do sector público, atacando os do sector privado ao pô-los a financiar a TSU com que quiz brindar o grande capital/ grandes empresas. As PME pouco ou nada terão de ganho, ainda por cima com raro acesso ao crédito. Intocáveis continuam as grandes fortunas e as mais valias bolsistas. Curioso: de Janeiro a Agosto do ano em curso, 195 porches foram comprados em Portugal. Novos. Por outro lado, parcas são as poupanças advindas dos cortes nas Fundações e Autarquias. Afunda a procura interna e pouco contribui para o déficer de 2012 e menos acautela o buraco de 3 mil milhões de euros já estimável para o próximo ano. A TSU é mera teimosia ideológica.Deste modo, o governbo coloca-se no gume entre a legitimidade democrática e o claro e ostensivo abuso do poder. Respondendo ao TC, o governo hasteia a defesa do grande capital/grandes empresas contra a dignidade e a sobrevcivência das famílias. Asd medidas empobrecem o cidadão, desolam o mercado interno, triplicam o desemprego a que não será alheio o fecho de micros e PME, em suma, atacam a democracia. Poderemos ter consideração pore um tal governo? O governo e os seus apoiantes são, por opção própria, meros lacaios da opressão. Quando diz não haver outroi camninho, mente. basta taxar as grandes fortuinas( a França está a fazê-lo) e as mais valias bolsistas. E A sério. Minorar vencimentos e mordomias do governo, de ex-governantes, da AR e respoectivos acessores e consulktores. Obrigar à reposição das verbas que muitos utilizaram abusivamente em actos de governaç~ºao político-económicoe financeira. Luvas incluídas. Para além disto, terão que reacender o investimento público e privado. Para quando o investimento sério na agricultura, pecuária, florestal, aquacultura, energias lternativas, turismo, arte e cultura ? Para quando a solidariedade séria que melhore a vida dos mais frágeis ( a maioria da população)? E, já agora, reponham a verdade: oa que arrastaram o País para o super-endividamento foram: PSD,CDS e PS. Nesta exacta ordem. POor isto é que se espera a réstea de dignidade nacional: a demissão do governo e da AR e convocaçãoi de eleiuções antecipadas: Para salvaguarda da Democracia que se deseja mais particiupativa e não meramente quintas partidárias. O cancro económico-finanmceiro de hoje em POortugal chama-se CDS/PSD. Aos portugueses se querem sobreviver enquanto País e esperar construir um melhor futuro só lhes resta um caminho: recusar a esta gente toda e qualquer hipótese de vida política e exigir que os Tribunais julguem, a sério, os actos que foram de lesa Pátria. Quanto às lágrimas de crocodilo que Passos Coelho derramou no facebook, só se pode dizer: confessou que está a quatro ante a Troika e o resto. Dignidade? Estamos conversados. Resata ao Povo, a todos nós dizer e exigir: BASTA!

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Impressões digitais de um estranho País (cont.)

224 - Com Troika ou sem ela, os caminhos neo-liberais hão-de colocar o País a pão e água. O ataque ao sector público ganha novo fôlego. Seja nos meios televisivos, de rádio, correios, exército, forças de segurança, autarquias e tudo o mais. Fala-se em novo aumento do IVA. Talvez... os salários portugueses são os menores da Europa embora haja quem aufira salários dos maiores do Mundo. Ora... a estes é que deveriam cortar. Mas são eles que detêm a maquinaria dos vários poderes?!... que têm produzido? Recorde-se aquela frase do Brescht : o general ganhou a guerra mas... e os soldados? Há um novo caminho a percorrer. Os partidos que dizem defender os trabalhadores devem de assumir que querem ser governo e ter programa para o efeito. Sendo certo que nada será como foi, urge a reindustrialização. De novo tipo. Urge reinvestir na agricultura, na pecuária e na aquacultura. Urge reflorestar o País mas nunca torná-lo num mero oceano de eucaliptos. Urge reinvestir no turismo e na cultura. Urge reinvestir nas pessoas. Retirar direitos às pessoas que trabalham ou aos que já trabalharam, é condenar tudo à voracidade de um qualquer totalitarismo do capital selvagem. Porém... não se esqueçam: quando morrerem... nada levarão e não queiram deixar por herança algo de terrível e de catastrófico. As sociedades humanas são colectivas mas não devem de atacar os indivíduos. Muito menos espoliá-los das dignidades. O presente ditame da Troika é meramente  roubo das mais valias de um Povo que até pode ser pequeno mas pode bem valer mais do que os potentados que tudo julgam merecer. Só são potentados por roubarem e subjugarem os demais. É como esta história dos incêndios: ardem florestas. Menos árvores é igual a menos chuva, logo, menos água. Se ainda por cima reflorestarem com eucaliptos para enriquecimento rápido, condenam a todos à mais rápida desertificação e exaustão dos solos. O futuro não passa por estas soluções da zé-espertice. Também não favorece os Países que destróiem as televisões públicas ou as rádios públicas ou as culturas e artes. A Democracia tem que ser aprofundada. Os cidadãos têm que participar a todos os níveis. Tudo isto não se compagina com partidos que são meras seitas ou agências do grande capital. A democracia participativa é o futuro imediato. Da Europa e do Mundo. E isto obriga a haver estados sociais a sério. De contrário... matam os direitos humanos e as onus. Por arrasto... a vida humana. Esperemos que prevaleça o juízo.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Impressões digitais de um estranho País (cont.)

223 - Estamos na maior encruzilhada democrática desta governação. M.Relvas, com todo o seu egocentrismo, revela-se... anti-democrático. Manda a lebre anunciar a morte da RTP pública e torna e invisível... em português de lei... chama-se covardia política e intelectual. " a privatização da RTP é uma questão de princípio que se transformou em casus belli ( caso de guerra ) do governo" diz Ricardo Costa. Também, Arons de Carvalho diz:" se estudassem as experiências europeias perceberiam que o serviço público exige uma pluralidade de canais de acesso universal e é incompatível com a procura do máximo de receitas publicitárias de que os operadores privados não podem prescindir". Mas tudo isto prende-se com, como diz a Inês Pedrosa, " a desistência do acto de pensar que é a causa central da crise que atravessamos que é cultural antes de ser económica". No presente, quem manda ? Passos ou Relvas? Relvas é o ideólogo e aquele que quer levar a presente cruzada por diante: destruição do Estado Social e democrático por qualquer outra coisa que trai os cidadãos e, por conseguinte o Estado, sem deixar de roubar o erário público para favorecer a privada. Há dias, havia o anúncio de uma empresa angolana que estaria na corrida. Agora, há diversas o que inclui portuguesas... feitas à pressa e emanadas do próprio PSD. Maior assalto ao Estado e o enriquecimento ilícito além de espoliar os cidadãos dos seus direitos democráticos basilares, tudo é feito à pretensa luz do dia. A Troika anda por cá. Aceitam estes desideratos? Claro que sim. Eles são inimigos da democracia. Eles são meros empregados do capital mais sem regras e predador possível. Aliás, é Boaventura Sousa Santos que nos diz: " Quando a democracia concluir que não é compatível com este tipo de capitalismo pode ser demasiado tarde". Nada que já não tenhamos dito.Não será demais repeti-lo. Os inimigos da democracia e aqueles que dela fazem uso e abuso para conseguirem apenas e tão só proventos quase sempre ilícitos, utilizam a boa fá do povo: tudo está no programa do governo que os portugueses votaram, vociferava Aguiar Branco. Snr. Ministro da Defesa: Duvidamos que até V.Exclª o tenha lido. A maioria da população foi atrás das promessas que Vocês divulgavam em campanha. Logo, todos vocês manipularam a opinião pública e ocultaram o verdadeiro projecto que vos animava: dar o golpe de misericórdia no Estado Social em Portugal e servir de exemplo para o resto da Europa que está na mira da besta que vos dirige. Podeis fazer credos de nacionalismo: serão sempre e soarão sempre a balofos. É no vosso PSD que está a matriz principal deste capitalismo totalmente criminoso. A maioria dos que serviu Cavaco Silva são hoje criminosos de crimes económicos.Por mais que a justiça os tente isentar, não conseguem sair limpos.O actual governo é a cereja no topo do bolo. A cultura e o serviço público são ódios de estimação de todos os neo-fascistas.Não se revêem? Quem não quer ser lobo, não lhe veste a pele, diz o Povo.Vocês nunca despiram tal pele. Relvas, mesmo mero cidadão, é desprezível. Enquanto governante, torna-se asqueroso.Tanto quanto a sua covardia. Pensem nisto e que esta situação, tarde ou cedo, vos trairá. O vosso futuro é apenas o desastre total. Pena é que tentem arrastar um País que jurásteis defender e respeitar. Patxi Andion cantava nos anos setenta que a burguesia era o excremento da sociedade. Tendes dúvidas? Olhai-vos ao espelho e vereis o que sois.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Impressões digitais de um estranho País (cont.)

222 - Vive-se num mundo onde a rapina brutal tenta impor-se, alheada de tudo o que é humano. Por cá, segundo o INE e no 2º trimestre deste ano da graça de 2012, o desemorego e o sub-emprego, por carência de trabalho já atingem 1,3 milhões de portugueses. A receber subsídio de desemprego... uns meros 356 mil. O inefável Passos Coelho, na sua festa do Pontal, afirmou que o desemprego é uma mera nota negativa e que, face a actual situação portuguesa, originada e modelada por ele e respectiva governação, o importante é que não falhamos. Entretanto, no norte, uma empresa finlandesa que há quarenta anos laborava por cá, resolveu passar a produção para a China e, aproveitando as férias dos trabalhadores, encerrou portas. Voltam de férias e... não há trabalho porque " as condições de produção em Portugal são muito onerosas". Já na TAP, ocorre que na primeira metade deste ano, apesar de ter tido mais clientes e, portanto, mais receita, teve mais um grande prejuízo. Claro, por causa dos combustíveis e... das greves. Pelo meio, a Associação Petrolífera Portuguesa vem a terreiro dizer que os preços vão aumentar porque o Brent está mais caro, o euro está a desvalorizar face ao dólar e... o governo cobra muito imposto. Da África do Sul, vem a notícia: os trabalhadores da principal mina de platina, resolveram fazer greve que, entretanto foi declarada ilegal. Vai daí, como se lembraram de resistir, a polícia atirou a matar e liquidou uns quantos. Será que esta gente não percebe que estão a matar as pessoas e que, sem elas, não conseguem existir? Há uma recomendação da AR ao governo para cuidar de manter níveis de trabalho compatíveis com a vivência familiar. Pois: por isso é que o governo legislou as recentes alterações ao Código do Trabalho que ataca o trabalhador em toda a linha e desfaz o já de si cada vez mais ténue vínculo familiar. Não só lhes coarta o poder de compra, restrindo-o aos mínimos dos mínimos e a outros nem isso, como os sobrecarrega de horários que lhes naufraga a carne e o espírito. Seria suposto que, no sec. XXI, a humanidade soubesse dar um salto qualitativo na sua vivência social, alargando os direitos humanos e, por conseguinte, os do trabalho, os das crianças, das mulheres, das minorias, enfim, todos, a cada vez maior número de habitantes do planeta. Nada disso. Ao invés, decidiram ir para a ruptura da socialização, negando às maiorias dos povos o direito a serem... humanos. De tudo cobram fortunas. Para apenas 195 pessoas a deterem. Qual terá sido o mercado onde compraram o planeta? Em que bolsa adquiriram os recursos naturais?Quando lhes dá jeito dizem crer em Deus. Qual? O supremo arquitecto da vida bio-cósmica, não foi decerteza. Para os que acreditam no diabo, devemos dizer que até têm razão. É que esta gente, é o diabo materializado e já começa a ser tempo de as religiões o aniquilarem. Quando tudo ou quase tudo se vira contra quem trabalha, o direito à greve é inquestionável. Só o não é para os que desejam dominar e explorar o seu semelhante. Falta-nos a Cultura da Paz. Falta-nos a coragem para a semear e impô-la aos tempos. Oxalá que não nos venhamos a arrepender irremediavelmente.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Impressões Digitais de um estranho País (cont.)

221 - Terminaram os trigésimos jogos olímpicos. Em Londres, o Rio de Janeiro deu " aquele abraço" ao Mundo e recebeu o testemunho para a realização dos próximos em 2016. Da participação portuguesa nestes, há que dizer: os resultados obtidos estão concordantes com o modo como o desporto, nomeadamente olímpico, é visto pelos vários responsáveis, governos incluídos, e com o investimento que se faz. Para os andam numa fona a destruir o Estado Social, dizemos: a educação, desporto incluído, começa na pré-primária. Se as nossas crianças não forem instruídas e educadas e sensibilizadas desde sempre para a arte, a cultura, o desporto nas suas diversas modalidades, como desejaremos que elas sejam pessoas completas, bem formadas e capazes de juízos críticos e responsáveios e saudáveis? Andamos todos a jogar no velho desenrasque. Andamos todos a jogar numa estranha roleta russa. Os resultados estão à vista: não há desenvolvimento e dos esboços havidos está tudo a cair no abismo.Chega-se ao cúmulo de documentos ligados ao negócio dos submarinos desaparecerem misteriosamente do Ministério da Defesa e ninguém se aflige. O ministro da altura e que agora é dos negócios estrangeiros,está de férias e pouco importado com o que suceder. A Alemanha já castigou alguns dos responsáveis pelo negócio quer com a Grécia, quer com Portugal. E nós? Onde está a cultura da honra e da responsabilidade e da transparência? Repararam há quanto tempo Londres está pavimentada e construída? Por analogia, conhecem algum País europeu onde recentes estradas estejam sistematicamente a ser remendadas, capital europeia onde haja mais "buracos" para obras que nunca terminam e sempre resvalam para preços incomportáveis? Não há corrupção ao mais alto nível? Como dizia um emigrante há dias: Portugal está mais egoísta e menos desenvolvido e mais empobrecido. Não é verdade? Em Madrid, os funcionários públicos, todos os dias, na hora do almoço, juntam-se frente ao Ministério das Finanças e protestam contra os roubos que lhes estão a ser feitos e dizem que há fortunas a ser aumentadas com o produto dos roubos que estão a sofrer, eles e todos os demais cidadãos. Por cá temos uma confrangedora resignação e tanto que até beneficiamos de algum turismo que foge de onde pode haver conflitualidade social mais séria. Mas não resolve o problema dos cidadãos portugueses. Agora o governo vem dizer que em 2013 pagará os subsídios de férias e de natal aos seus servidores. Qual a moeda de troca? um imposto excepcional para todos? Para quando executarem a nosma de taxarem as mais valias da bolsa? Para quando a obrigatoriedade do retorno dos fundos portugueses que abusivamente e criminosamente foram retirados do País por tantos desses gurus que agora querem dar receitas de escravatura ao seu próprio Povo? Para quando o exercer da justiça no que toca aos crimes económico-financeiros e colocar no seu devido lugar os "imaculados criminosos"? Para quando afastar o compadrio, partidário ou não, das áreas do poder, bem como todos os farsantes que apenas sabem ser bons alunos do capital irracional que tenta destruir o Mundo e a civilização humana? E já agora: para quando o poder deixa de utilizar invenciocinices como a caricata e completamente asna de uma zita seabra que parece ter perdido todo o decoro e honra?! Os jogos olímpicos terminaram. Esperando pelos próximos, tentemos todos reconstruir a liberdade que nos está a ser minguada, sobretudo na área economico-financeira que tudo determina e saibamos salvar a alma humana de uma hecatombe civilizacional por demais anunciada por todos os arautos e operários da destruição dos Estados Sociais que... se forem dizimados, o Mundo condenará o máximo dos seus habitantes humanos à barbárie mais tenebrosa de sempre. A Vida, é e tem que continuar a ser, uma estrada de construção de um mundo melhor a sério. Onde cada semelhante é um irmão. Onde a tolerância, a compreensão, a cultura, a solidariedade sejam, de facto "aquele abtraço" que o Brasil deixou dado ao Mundo no encerramento dos trigésimos jogos olímpicos. Ao fim e ao cabo, mais não será do que o respeito pela democracia que os gregos inventaram quando souberam inventar os jogos que comemoravam a sua liberdade face ao velho império persa. A obrigação de cada um dos cidadãos é saber revolucionar cada momento da vida que lhe é dada, ou seja: corrigir os desmandos dos que atentam contra a verdadeira democracia para roubarem os seus semelhantes e ainda acharem que são campeões. De quê? Só se for da batota total. O que a actual governação é farta. A esperança olímpica, é, também, a esperança de um Mundo melhor para todos. Saibamos cumprir.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Impressões Digitais de um estranho País (cont.)

220 - Agora, diz Alice, é o ataque às Fundações. De modo geral, até que não está mal. Mas... há fundações e fundações. Ter a veleidade de querer extinguir uma Fundação como a do Maestro José Pedro de Viana do Castelo que ensina música 2 281 alunos ou a do António Aleixo (poeta) em Loulé que tem 2 creches e apoia 65 crianças no pré-escolar, além de 150 utentes no seu centro comunitário e acompanha 285 famílias do RSI, além de apoiar domiciliariamente 33 idosos e ter atribuíodo 50 bolsas de estudo para o ensino superior a estudantes carenciados... não será alarvice total? Pior: pretender extinguir a fundação Paula Rego a da Casa das Histórias de Cascais realizada pelo arquitecto Souto Moura... bem, a alarvice torna-se brutal. " Esta proposta é de extensão tão grave que põe em causa compromissos que o Estado assumiu com a artista e com o País" diz o Presidente da Autarquia. Pior: Paula Rego é uma artista do Mundo. Nasceu cá mas... estudou, casou e pintou toda a sua obra em Inglaterra e daí para o Mundo. O nosso Gaspar não tem nem nunca terá tal dimensão. Talvez por isso é que esta gtente que ora nos governa tem tanto asco à cultura e à arte? Enfim: 1/5 da população portuguesa vive longe da radioterapia. Os centros de tratamento cancerígeno estão concentrados no litoral. Há dinheiro para deslocações sistemáticas? Também 16 mil trabalhadores contactam a Segurança Social para reaverem salários em atrazo. Esta já gastou 56,2 milhões de euros nesta modalidade, ou seja, 53% do orçamento do Fundo de garantia salarial já voou pelos bons ofícios desta economia que nos miserabiliza a todos. Entretanto, os nosso governantes ficaram muito efusivos pela medalha de prata do K2-1.000 metros na olímpidia do ano em curso. Será que vão melhorar as condições do remo? Além de que todo o desporto, sobretudo o que tem foros de olímpico, deveria ser melhor equacionado... mas também ninguém sabe se esta gente quer um País medalhado e reconhecido no Mundo por esta via. Pois é, Alice, a borrada desta gente vai em alta velocidade. Cá e no Mundo. Já é tempo de dizermos todos em coro: BASTA!

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Impressões Digitais de um estranho País (cont.)

219 - " Para quem tem uma boa posição social Falar de comida é coisa baixa. É compreensível: eles já comeram." - Bertolt Brecht ( 1898-1956) - Quando eu perfazia os meus magros seis anos de idade partia este grande homem das letras e da cultura mundial. Apesar de alemão Pensava no Mundo como um todo colectivo. Ora, Alice, importante, cada vez mais, será pensar cada indivíduo como portador de algo importante à vida mas, não esquecer que todas as decisões para um mundo melhor serão sempre e cada vez mais colectivas. O sistema vigente que está em agonia, só pode ser salvo se olharmos o Mundo como o espaço onde mora uma única raça humana. As decisões económico-financeiras não podem ser tomadas através do egoísmo ambicioso e glutão de um homem, de um grupo, de uma região ou de um País. Têm que ser tomadas em nome do bem estar colectivo. Até para que se mantenha o equilíbrio sociológico e do eco-sistema. Já Cícero, no velho império romano dizia que a suprema lei de um governante seria o bem estar do Povo. Ora... assistimos à destruição de todo um sistema social a favor da gula de um grupo ( 195 pessoas a nível mundial). Vemos como atacam a cultura e a arte. Não lhes convém que haja algo que faça pensar o mais simples dos cidadãos. Empobrecem, deliberadamente, os demais para que possam subjugar. São militantes do terrorismo de estado, manipuladores do terrorismo psicológico que leva à brutal manipulação de massas. Estamos no limiar do terror sociológico. Quem assim governa é... criminoso contra a... Humanidade. Aleguem o que entenderem mas: destroiem famílias, indivíduos,equilíbrios sociais, cultura e arte, destroiem a solidariedade geracional que é a base do progresso humano. Fazem da competitividade um novo deus que, por acaso, tem pés de barro. A competição como eles a encaram apenas cria... ditadores. Por mais que queiram, acabam destruídos na sua humanidade. Portugal, Alice, está a ser a cobaia para a implosão europeia. É o próprio Mário Monti que avisa. É cá que tudo está a ser testado. O português prefere contar anedotas e ir resistindo com recurso ao desenrasque. Convencido que tudo o que esta governação lhe diz é verdade. Só que não é. Os verdadeiros ladrões do erário público têm colarinho branco, são agentes do capital, mercenários dos predadores, governantes ou ex-governantes, banqueiros e outros agiotas. Palavras duras? Sem dúvida. Ainda há dias se dizia na comunicação social que a banco nacional encurtava ou simplesmente negava crédito às famílias e às pequenas e médias empresas. Quando nos dizem que mais de 700 mil portugueses estão em risco de ficar ( ou já ficaram) sem casa, pergunta-se: estarão convencidos, esta cáfila de predadores, que as vão vender aos estrangeiros? Estarão convencidos que transformar este País numa reserva onde o estrangeiro pode vir verificar como sobrevive um País sem abrigo é sinónimo de progresso? Pobres crias da estupidez humana!... Privatizar as funções sociais do Estado é alienar o progresso efectivo de um País e do Mundo. Ainda piora quando a privada sempre se comportou como chula do Estado. E... Estado é o conjunto dos cidadãos. Quando um cidadão paga os seus impostos e faz os seus descontos sociais, tudo o que recebe não é mais do que o retorno do que investiu. Quando roubam neste retorno, é caso para perguntar que má gestão é que está ou foi concretizada. Ora os governos mais não são do que os gestores escolhidos pelo Povo para gerirem o bem público. Quando a gestão é criminosa ou incapaz há que responsabilizar tais senhores e não, como tem acontecido, premiá-los e fazer de conta que são excelências. Não será por acaso que até a televisão pública está a ser alienada. Não será por acaso que a transportadora pública está a ser alienada. E tudo isto depois de o erário público lhes ter dado tudo. Mas os seus gestores têm-se banqueteado com chorudos proventos para... as passarem para as mãos dos predadores.Não somos contra a iniciativa privada desde que esta seja honesta e corresponda ao esforço sério e honrado.Não é o que se tem passado. Assim, minha cara Alice, vamos continuar a bater palmas aos criminosos e a humilhar os simples? Já é tempo de nos sublevarmos contra esta hipocrisia que tudo mistifica em nome de um capitalismo selvagem e terrorista. A raça humana não pode continuar refém de alguns canibais.A esperança é a nossa vontade colectiva de ressurgir o melhor da alma humana.Assim sejemos capazes de nos revolucionarmos: revolução é a retoma do mais puro e inicial de tudo o que somos e representamos.Não esqueças, Alice e di-lo ao vento que passa.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Ipressões Digitais d um estranho País ( cont.)

218 - Alice chegou plena de novidades. No Japão, disse, o patronato estima os seus trabalhadores para qu eles estimem os seus clientes para que os negócios fluamcom naturalidade e bom senso. Que se saba, os aponeses são dos que mais produzem e vendem e consideram que o trabalho é um caminho para a ... felicidade. Por cá, onde impera a mentalidade judaico-cristã, o trabalho acaba por ser encarado como um pesadelo por mera questão religiosa:terás que ganhar o teu pão como suor do teu rosto. Por isso é que só algumas famílias detêm o máximo da riqueza?!... e exploram até ao tutano tudo o resto.Por cá, até a banca ou as sociedades financeiras ( nome pomposo para os agiotas)  os clientes são sempre criminosos em potência a não ser que detenham grandes fortunas, meso que estas sejam, como sempre o são, de origem duvidosa. O que lhes interessa é o lucro. Não interessa a génese.Interesa é que ele lhes floresça. Além do ais são intocáveis. Tocável, até à miséria, serãosempre os que trabalham, de preferência, sem qualquer direito. Com  vencimentos mínimos. e obrigações máximas. E exportam-se formados. O emigrantes, deixam de ontrbuir para a Segurança Social. Aumenta o fosso geracional.Ainda por cima é lá que se vai buscar o que se precisa... ainda há dias, foram ao fundo dos bancário ( entretanto transferido para a Segurança Social) par pagar dívidas do SNS e não só. Alguém já levou à justiça todos os gestores da EPE que esbanjaram fortunas com mordoias e outras questões menos claras? Quem são os responsáveispelo lote grane de vacinas contra a gripe que não foram utilizadas? Não fram responsáveis por negócios obscuros que deram lucros milinários a alguns? E se formos paa as estradas, não teremos os mesmos cenários? Para já não falar dos submarinos e outras coisas similares. O País... esboroa-se. OPovo sofre. A Vidaoculta-se. Até quando?

terça-feira, 17 de julho de 2012

Impressões Digitais de um estranho País (cont.)

217 - Volta o calor e os incêndios e as praias ( para os sortudos que as têm ao pé da porta). Prossegue a telenovela do Relvas: ainda não perceberam o vigarista do zé-espertismo que ele é? Esta governação é o peão de brega do capital mais obtuso... aquele que está a tentar subverter as democracias mais ou menos sociais... a tentar cimentar que os Estados só existam para financiá-lo e... quanto aos cidadãos... bem... que sejam escravos. Tudo o resto é treta. Ainda sobre o relvas: a Ul acaba por dar uma valente marretada em várias paredes: minimizou toda a provável excelência de si própria e dos cursos que tem dado. Precarizou ao máximo o valor das suas licenciaturas e mestrados e doutorandos. As aintigas e as de hoje e as do futuro próximo. Tudo a troco dos favorecimentos entre ela e o tal xico-esperto que... mau grado o sorriso de conveniência e das respectivas falinhas mais ou menos adocicadas... não passa de um perigoso adversário da democracia e do estado de direito. Não tem e nunca teve honra ou ética ou moral. Tomar sabe-o melhor do que ninguém. O facilitismo dos que nos têm governado... que muito mais se serviram do que serviram o País e o Povo... programou todo este enorme pantanal em que nos tentam prisionar. Então não foram eles e os seus amigos quem delapidou o máximo do capital disponível para a modernização e o desenvolvimento de Portugal? Porque seria que as obras públicas... a partir de uma determinada data... não o eram sem derrapagens cada vez mais enormes? Porque se fizeram as PPP ( parcerias público-privadas) senão para enriquecer segundos e terceiros? O grande patronato português não é cúmplice de todo este crime de lesa Pátria? Onde foram para as mais valias das suas especulações na Bolsa e dos seus negócios? Mas o Povo é que tem que pagar. Já se fala em mais um "auxílio" de 22 milhões... para quê e para quem? E toda esta gente que se vai revelando criminosa ainda continua a ter cara para gerir o que é de todos? Que Povo é este que permite ser governado por ladrões e vigaristas? Falar português é crime? Chaqmar os bois pelo seu nome é crime? Só o será enquanto os verdadeiros criminosos estiverem ao leme da barca do inferno em que meteram todo um País. Urge pichar em todos os muros e muretes deste País: tenham vergonha e desandem da política e dos negócios! Sois o excremento de toda uma sociedade! Alice sentiu-se aliviada e foi beber um valente copo de água fresca.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Impressões digitais de um estranho País (cont.)

216 - Tudo parece estar cada vez mais do avesso!... Alice volta a frasear com profunda mágoa. Já não é tristeza, diz. A revolta, continua, vai levedando dentro de nós. De forma surda. Qualquer dia... pois é, Alice. As coisas vão de mal a pior. Desde a "licenciatura" facciosa de um Relvas que nunca teve pudor algum e utiliza tudo o que pode e não pode para almejar os seus intentos, até um Passos Coelho que cada vez mais surge como marionete de um sistema europeu e global, até ao alastrar de todo este ranço capitalista à Espanha ( convém saudar a lut heróica dos mineiros asturianos e leoneses ) onde o Rajoy mente a todo o momento como os restantes líderes que apostam em governar contra os povos, tudo vai de vento em popa para o desastre. A esperança é que de um confronto inevitável ( é só uma questão de tempo) se possa chegar a um outro estádio em que o materialismo exarcebado deixa de ser prioridade e tudo e todos entendam que o bem estar dos povos é essencial para o equilíbrio do eco-sistema e do próprio planeta. Em causa está a sobrevivência da espécie humana. Entretanto eles apostam em mais e mais austeridade... então e cortar nas Fundações que são uma das fontes de financiamento encapotado do PS e do PSD? E porque não nos chorudos proventos dos políticos? E levar à barra do tribunal todos os governantes que conduziram o País ao actual estado de miséria? Gente que não se envergonha de andar a vender o País a retalho por esse Mundo fora. Que não tem pejo de formar técnicos para os exportar. Gente que vende todas as nossas mais valias e ainda se gaba de estar a fazer o melhor para um futur ridente?! Os Álvaros e os Gaspares, os Passos Coelhos e os Relvas, Os Sócrates e outros que tais, são criminosos de delito comum. Perigosos porque reincidentes. O seu enriquecimnento foi em toda a linha ilícito. Nunca serviram o Povo muito menos a causa pública. Serviram-se e aos seus grupos. São traidores do Povo, de uma cultura e de um País pluricentenário. São traidores da Democracia. Merecem o nosso comum desprezo  e deveriam ser condenados a trabalhos forçados. Agora, como refinamento, querem baixar o preço do trabalho para os mínimos dos mínimos, enquanto dão subsídios de férias e de natal e outras chorudas mordomias aos seus boys anda girls. Têm muito de promíscuo com tudo o que é crime. Todos os ataques ao funcionalismo público não passa de um ataque orquestrado para passar para o privado tudo o que lhes cheira a negócio. São o fruto da condescendência democrática... quem os seus inimigos poupa, tarde ou cedo lhes ficará nas mãos. Ao Povo, resta aguentar. até quando? A sobrevivência gera crime gratuito. Violência anacrónica. Não deixará de minar todos estes alicerces. Espreitam os iluminatti... 125 pessoas que dominam a política e a economia mundiais. Eles pretendem impor um totalitarismo animalesco. Convencidos de que se perpetuarão como eleitos predestinados. Esquecem que a lei da Vida também os tomba. E que são meros criminosos e traidores do planeta Terra e da ordem bio-cósmica. Toda esta sequência progride para um colapso global. Os milénios foram e serão sempre agntes de mudanças profundas. Porém... a nova ordem que virá nunca será a dos iluminatti. O planea está aí para ditar a sentença final. Estejemos atentos mas, entretanto, não deixemos de lutar e de resistir e de tentar mudar consciências a favor dmelhorpara todos, sobretudo dos que produzem trabalho que é o alicerce da Vida em comunidade. O ser humano sem isto e sem que istotenhadignidade, anula-se. Toda a luta é difícil mas, sendo justa, é possível e tardeou cedo será vtoriosa.

terça-feira, 26 de junho de 2012

215 - Anacronicamente a ERC versus M.Relvas barra Jornal Público Consegue revelar o já pressentido: o caso político é grave. A ERC não pode nem quer confrontar o ministro. Deixa-se permanecer a dúvida sobre o jornal Levando ambos O ministro e a Comunicação Social um puxão de orelhas da ERC Que acaba a perder no que respeita a autoridade ou à moral ou à ética ou à independência Face ao poder político ou partidário vigente. Não estamos em ditadura mas... multiplicam-se os tiques ditatoriais. Urge cautelas e Acima de tudo Rigor democrático. A falta de verticalidade e honestidade democráticas de Relvas São mais que óbvias E evidenciam-se com o passar do tempo. Ele não é mais do que um produto da zé-espertice tão peculiar neste Portugal que se assume como aprendiz da Democracia e da Humanidade. Ele e Passos São os melhores produtos do maquiavelismo sinistro  de um Ângelo Correia a carecer De forma premente Da mais completa auditoria aos seus negócios Para que se desmascare de vez o alfobre da vergonha criminal de um País que teima em se rever numa pseudo-média-alta burguesia que nunca existiria se a Democracia não existisse e não tivesse sido pródiga em facilitismos bacocos que apenas têm produzido traições ao essencial de um País e de um Povo. Tal gente só conhece a deutchlândia e as arabicádias petrolândias. São lacaios por nascimento e natureza. Como tal Acabam verdugos Não vão os seus chefes condenarem-nos à insolvência. Doutos em tudo e em nada. Robóticos do melhor excremento do Capital. Sumidades na orgia capitalística-burguesa Que avança pelo Mundo fora sem se dar conta da sua bestialidade.
Depois... vem o euro-futebol. Tudo chora. Tudo sofre. Tudo vibra. Portugal passa às meias-finais. Dispensável o Relvas no estádio. Foi à sua conta ou à custa do OGE? Vibrou ou vibrou de circunstância? Tão imbecil quanto o Álvaro económico. Fruto de uma emigração de desenrasque. Receita que o Governo do dito volta a dar para o País. E se nos fôssemos todos embora? Nós os que trabalhamos no duro e somos espoliados de todos os direitos e dignidades?! E se a corja governamental mais as cortes respectivas se vissem a governar para um deserto? Imbecis e traidores de tudo? Até o Passos anda a fazer de caixeiro-viajante para vender Portugal a retalho. Alguma vez um primeiro-ministro desceu tão baixo? O da economia anda luzidio e feliz. Nenhum reco se sentiria mais feliz na sua pocilga. Uma réstea da Função Pública manifesta-se nas ruas de Lisboa contra o roubo dos subsídios. Onde a maioria? E quando alastrar à privada? A tortura destes caminhos É a ausência das vítimas nos protestos. Refugiam-se no futebol e nas Madonas. Enquanto houver êxito. E depois? Ah... a um de Julho sobe a electricidade e o gás natural. Que chatice. 25 Despedimentos diários e em média. Tentam-se todas as formas e maningâncias para baixar salários e não pagar indmnizações. As novas leis laborais (alterações ao Código do Trabalho) foram promulgadas pelo Presidente de uma República adoecida. Na véspera do S.João o Gaspar das finanças No seu falar arrastado de aparente sonolência Avisa que os impostos não chegam e que... Não há mais austeridade... proclama o Passos... Ainda é cedo para dizer se haverá necessidade de mais austeridade... emenda depois... O PR diz que o País não aguenta mais austeridade...Cortem na despesa.... gritam economistas... Alguma coisa nos diz que o caldo está a entornar-se... nem a Grécia venceu a Alemanha nem a Merckl deixará de nos esganar. Na noite do S.João... Porto e Gaia enchem as Ribeiras de Povão... aprestam-se barcos rabelos e outros para a grande noite do manjerico e do alho porro e do martelinho. Rio e Menezes esmeram-se na festança que este ano tem a presença do marajá Silva. à meia-noite rebentam as águas: o rio inunda-se de fogo de artifício. Um bom quarto de hora com um monumental  fogo com música americana a condizer. Esteticamente...perfeito. Mas... há crise? Onde? Com tal exuberância de fogo ( estaríamos no Porto ou em Camberra?) e com tão ilustres patronos... porque não devolvem o subsídio de férias que roubaram aos funcionários públicos? Crise? E o povo basbaque não se revolta? A traição é monumental. A democracia perde. Parece ganhar a plutocracia. E por mais que se esmiufrem a demonstrar o êxito deste esganar do Povo Não tardarão a decretar novas e mais restritivas medidas: se o Povo não tem dinheiro Pouco ou nada movimenta da economia real que vai definhando e esqualizando os impostos. Nada desta receita resulta. Ao mesmo tempo: os mesmos que mamaram à grande dos OGE e subsídios europeus e linhas de crédito especiais a que juntaram êxitos e derrotas bolsistas e puseram o melhor do saque nos paraísos fiscais Continuam a mamar porque é preciso ( diz o governo) ter empresas competitivas. As mais gordas vendem-se ao estrangeiro que por mero altruísmo não vai levar as mais valias para fora do País. Quanto ao governo ser anjo... o melhor é esperar pela hecatombe que se anuncia com toda a pompa e circunstância e mais a benção sempre mais exigente da Troika. Parabéns snr primeiro-ministro: está a conseguir transformar Portugal numa monumental e bem concorrida... Feira da Ladra.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Impressões Digitais de um estranho País (cont.)

214 - Terminou o manuscrito do snr. Tempo. Alice está feliz. Não deixa de se sentir inquieta face a tanto aparente conformismo.Parece... diz ela... que tudo se está a resignar à avalanche de leis e disposições que retiram direitos. Cinicamente... o governo e afins dizem: o Povo português tem uma capacidade infinita de resistência e de espírito de sacrifício. Diz Alice: pois... quando todo o Povo descobrir que os sacrifícios não levam a nada senão ao enriquecimento ilícito de alguns e que esta governação não é mais do que o atalho para o Capital tentar impor à Europa as regras que mais lhe convém ou seja: humilhar e escravizar os povos para que o capital se veja anafado... veremos como será o comportamento. A actual farsa do emprego jovem ( mínimo de salário e ajudas ao patronato e continuação de desemprego). O aniquilamento do SNS e da Educação pública e da Segurança Social e da Justiça para que existam apenas modelos próprios para quem tem dinheiro...são bombas capazes de suster a corrupção que alastra nos meios político-militares? As novas gerações serão capazes de mandar para as urtigas esta cáfila de bem falantes que parece nada temerem? Será que a Banca e afins vão continuar a praticar agiotagem? Será que as políticas desistem em definitivo de serviram os Povos? Tudo depende do que formos capazes de reinvindicar. Para tanto há que lutar e lutar e lutar... água mole em pedra dura tanto dá até que fura... diz o ditado popular. A vida tem que repor sanidade nos sistemas. De contrário... a raça humana implode. Fatalismo é deixar andar e nada contrapor. Covardia é nada denunciar e não estimular o pensamento e a crítica e a reconstrução de moral e de ética nas relações dos caminhos. A arte e a cultura são searas que não podem minguar para que os espíritos não mirram. Urge erguer toda uma cultura de Paz no planeta. Urge aproveitar o melhor do que foi feito para avançar no pulverizar das trevas que alguns querem semear. E com um sorriso Alice foi-se à procura do próximo S.João já que o Stº António já ficou pelo caminho.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Impressões digitais de um estranho País (cont.)

213 - Nem o cheiro dos manjericos nos despegam do manuscrito do snr. Tempo. Alice arranjou-nos esta linha contínua de leitura. Continuemos: O mal que cada um faz ao outro Não é mais do que a ignorância de que os velhos sistemas são meros instrumentos de opressão. Nunca urdiram paraísos Precisamente porque a traição culpou a mulher sedutora que fez perder a inocência ao Adão Mas não disse que o Paraíso perdido Aconteceu no exacto momento Em que ambos os sexos quiseram enveredar pela luta desenfreada Mesquinha e estúpida pelo... PODER. Esqueceram que a Vida é ousadia colectiva Jamais individual E que tudo o que a Terra nos dá Junto com tudo o que conquistamos É o magma que pode manter o equilíbrio natural e tudo o necessário para que todos povoem o planeta com alegria Desprendidos de arcas de coisas Que nada resolvem se não forem Pão para todas as bocas Saúde para todos os corpos Movimento criativo para todas as almas. E não falamos só de humanos!... Em tudo isto há algo que nos enerva: AS PALAVRAS. As palavras ficam sempre aquém ou vão para além de tudo o que se vive. Difícil conseguir a exactidão de cada relato que se faça Por mais que se tente ou queira. Ainda por cima o...Tempo. É a nossa maior prisão.Cada segundo é um punhado de terra. Cada minuto o tombar da alma. Andamos em híper-alta-velocidade. Não há tempo para o tempo do tempo.Não há dor para a dor de tanta dor. Assim... a alegria com que besusntamos o rosto de todas as ruas É mera máscara para a peça que cada momento nos obriga a representar. Só na sombra de cada luar nos permitimos ser o que verdadeiramente somos com toda a virulência da paixão Com toda a seda da ternura e Por isso Nos damos conta que quem quiser gostar de nós terá que ousar Sabendo de saber sentido Que dentro de nós vive O magma em movimento. Por fora somos a frieldade que tudo arranha Esquivo mercador de ideias Tecelão de gestos e pintor de palavras à espera que nos entrem no sacrário e se deixem aquecer pelo tambor que tocamos com arrebatamento Que o simples gostar incendeia Tornando-o em amor Cigano nómada de todos os tempos De todas as Pátrias onde a cultura da Paz nos liberte a inteligência Que da arte e da cultura se simplifica e aprofunda e humildemente nos angrandece com as asas dos pássaros que nos elevam o olhar e o planeta ritmiza o coração com a força do mar que se enternece e acalma no beijo profundo do Sol!

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212 - E continuamos com o manuscrito que Alice nos trouxe:As democracias em perigo. As democracias em crise. As democracias infuncionais. Todas têm elites deste teor. Decisores de ruínas Auto rotulados de inocentes e salvadores Prestimosos anjos protectores Do Santo Capital Por quem ordenam féretros De tudo e mais alguma coisa. Tudo Para Bem das Nações!... O fascismo sabe reinventar-se! O colonialismo de novo tipo É uma das suas facetas.Para não falar do racismo: de cor e de raça e de etnia e de religião e de ideal ou de dinheiro ou de sexo. Racismo político e social. Manjedoura farta de tiranias. O neo-fascismo é um ogre. Rei e senhor de pântanos. Mecenas da ordem mortífera. Os seus viveiros existem e medram nas democracias burocratizadas Kafkianas Defensoras dos opressores Mesmo que proclamem e finjam defender oprimidos. A tenacidade da raíz do mal Pasma-nos...pela persistência!Tudo isto parece impossível!... Se calhar... até sou impossível. Impossível ser poeta. Impossível ser pintor. Impossível ser escritor. Impossível ser declamador. Impossível ser actor. Impossível ser cidadão. Impossível ser gente. Impossível ser sindicalista. Impossível ser político. Impossível... SER!... e tu... e cada um de vós... Que faz o nós que deveríamos ser. Não vos sentis impossíveis de existir?... Tenho lágrimas na garganta. Tudo o resto move-se Ausente de garganta Ausente de lágrimas. Movemo-nos numa quase apatia Como os que se movem entre escombros de um terramoto. Tudo o que fomos Tudo o que somos Tudo o que quisémos ser É NADA e no entanto é o nosso magma É a nossa alma SOMOS NÓS.Por isso gostamos de ver as entradas de toiros: o animal vem em correria doida Rua fora Entre campinos e cabrestos e cavaleiros e cavaleiras de muito primor E temos a sensação de sermos valentes A olhar o perigo Olhos nos olhos Que por nós passa quase à velocidade da luz. Os mais ousados Sujeitam-se à cornada. O Capital é bem pior e esmaga-nos contra as tábuas da vida se não o ousarmos estocar. A política ou a economia Como tudo o que o homem criou Só tem sentido Se servir a Humanidade. A perversão de tudo o que vivemos É querer que a coisa criada Seja o ídolo que nos submete Que nos escraviza Que nos vai matando A cada segundo que passa. Os que tal promovem São criminosos legalizados. Por nós Acagaçados pelo voto dado nunca para este fim Mas que eles transformaram Na traição completa Repleta pelo desprezo que nos dão Mesmo quando sorriem E discursam Falas de amansar Para que ninguém acorde da ileteracia da informação não retida Da inteligência não ginasticada Da ignorância profunda Da recusa absoluta em questionar. Os poucos que ainda ousam confrontar o poder são tidos como desordeiros Ou meros sabotadores. No fundo de nós Até sabemos que eles têm razão mas... agridem a nossa covardia letárgica e desenrascada. Esquema aqui Esquema ali Lá vamos furando Sobrevivendo Mas nunca vivendo o pleno a que sempre tivémos direito. Somos uns... tótós. Além do mais Temos por hábito elogiar os mortos. Em vida Todos quantos criaram arte e divulgaram cultura São quase sempre Uns doidos varridosVidas em fios de navalhas Rostos de imensos sorrisos Mesmo quando a alma está mal Ricos de tudo menos de dinheiro Ardentes profetas da PAZ e da Democracia Como cultura e sistema político e social Mas inevitáveis sacos de boxe Dos que pr0ofessam a rapina Dos que precisam da incultura e da estupidez generalizadas para serem grandes. Quando um artista morre Logo se lhe incensa o génio Se exaltam as virtudes Fazem-se homenagens póstumas com placa de rua a condizer. Também as excelências Que nos criam todas as dependências Martelando-nos as vidas com cinzéis de desdém Os que nos roubam tudo Desde a dignidade à alma Quando morrem Acabam santificados e com todos os crimes perdoados.Esquecemo-nos de que estamos longe Muito e muito longe da cultura da Paz democrática. Falta-nos o engenho para nos preenchermos de humildade e de simplicidade Únicas vias para podermos ser sapientes com todo um oceano de serenidade. Andamos arredios dos caminhos da iluminação. Não temos argumentos para a insurreição. Quando deixaremos de ser tótós? Quando seremos capazes De abrir portas ao sol em todas as casas e em todos os seres? Quando perceberemos que as disputas São ímans dos disparates e que cada ser contém em si uma qualquer mina rara que pode enriquecer a todos? Quando entenderemos que a partilha é a única mesa onde cabem todos os que desejam a Paz Cultura democrática e alegria Para que a Vida possa ressurgir?

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Impressões Digitais de um estranho País (cont.)

211- Continua-se a ler o manuscrito que Alice nos trouxe: Por tudo isto Pergunta-se: o que é um nome? Um mero rótulo identificativo. Já lá vai o tempo em que um nome era significante de vida. Já ninguém se preocupa com a morte. Importante mesmo é neutralizar o sofrimento. Ajudaria muito nesta sobrevivência em que nos arrastamos. Mas não deixa de haver festas. Mais ou menos comemorativas de uma qualquer tradição ou vaga essência de Concelhos ou de Freguesias Mais ameaçadas de extinção do que o resto.Como o funcionário páublico que já é trabalhador em funções públicas. Tudo o que ainda possa ter um pequeno cibo de âncora Está condenado a desaparecer. Não tarda que os privados façam o que o público fazia. Ficará um resíduo Mais ou menos burocrático Com gente precária e com ganhos precários. Diminutos de preferência. O Estado e o Governo que o gere Sempre hão-de ter um lembrete de que existem. A União Europeia desunida já pensa excluir membros. Grécia à cabeça. E o que roubaram à História grega? E as indmnizações devidas pela brutalidade com que o regime nazi e alemão produziram? Tolices. Os grandes têm que ser defendidos de todas as turbas Nem que se arrase tudo o resto. E todo este colectivo Que se afirma individual Alaga cada cidadão Subverte-o Extripa-o de sentimentos De consciências Atira-o para a deprimência que o enlouquece Enquanto o escraviza Dando-lhe uma réstea de aparente liberdade. Domesticando-o com a caridade evangélica ou mais ou menos acenando-lhe com o divino dos seus santuários Onde tudo está programado para o mercado: compra a vela e paga o culto Ouve a prédica da purificação Sê obediente a qualquer patrão Reganha a fé e não te importes de ser inculto Mesmo que tenhas um diploma Deixa-te embrutecer Trabalhando e vendo futebol Ouvindo fado e sobretudo ter fé. Nunca ouviste dizer Que mais fácil é passar um camelo pelo buraco de uma agulha Do que um rico entrar no Reino dos Céus? Pois é. A Igreja está de braço dado com o Capital e sempre do lado dos oprimidos... não é? A estes promete-lhes o céu após todas as tormentas que lhes deram os ricos... A estes a Igreja promete-lhes o céu se... depois de todo o mal produzido e provadas que foram todas as guloseimas da vida Derem os seus proveitos à... Igreja que fará... por certo... boas acções para socorro dos desgraçados. Querem melhor Bíblia da traição? Desde a Inquisição para não dizer antes que assim pensam e agem e não mudam. Casmurros. Velhos e patéticos e caquéticos sacerdotes e bispos e cardeais da traição. O Capital foi e é e será sempre A sua primordial consolação. A divindade que apregoam é imagem dos seus interesses viperinos. Quando se confrontarem com Deus... Não era Mestra Gil Vicente que os metia na Barca do Inferno? Não foi Bosch que os pintou nas torturas do demo? Os escombros são reais e desarticulam as Nações. Os partidos são integrantes das democracias. Os partidos que diminuem e fracturam as democracias Não terão que ser neutralizados? Algum corpo sobrevive se não extirpar os vírus que o atacam? A higiena democrática não contempla a purga? Os povos não terão que ser vigilantes e actuantes contra tudo o que lhes ameaÇA A VIDA SAUDÁVEL EM QUE O PROGRESSO REINE? Quem vota não tem que ser respaitado? Toda e qualquer partidocracia Não será a agonia da Democracia? E os cínicos conciliadores dizem que a ambição é a História dos Povos. Não dizem que o progresso da ciência e o progresso do pensamento e o progresso da cultura e da arte obrigam-nos a todos a transformar essa ambição no seu significado verdadeiro: UM MUNDO NOVO A SÉRIO! Nele cada um deverá sentir-se realizável e ter as suas necessidades saciadas. Pensar que todos são filhos da Vida e irmãos por nascimento e existência. Que ninguém pode ter algo que seja fruto do roubo ao semelhante. Que ninguém pode ousar o Paraíso dando aos outros o Inferno. Deus será a essência e o magma da Vida Nunca o produto de um ego Doentiamente insaciável. Por estas e outras razões é que os tiranos e tiranetes adoram apregoar a inevitabilidade e até a bondade dos desmandos que praticam. Sempre por amor ao próximo que os deve de servir sem questionar suportando a canga e o azorrague para limpeza e desinfecção das suas almas medíocres. Ah e como os que praticam a partidocracia são tão gémeos dos déspotas! Há mulheres que pariram e fizeram dos filhos escravos para o seu serviço. Não amaram. E esses filhos se lhes escaparam Tentam por todas as formas para os apoucar Sempre com o secreto motivo de os ter sob as suas ordens e ditames. Dirão que são monstros de egoísmo. Parcas que pairam sobra a vida com eterna avidez de tudo devorar. Nas democracias corrompidas Não faltam instituições político-sociais que tal não façam. O pior do egoísmo em suprema orgia : eis os tempos que correm. Os humildes e sérios e honestos são as suas primordiais vítimas. Depois... tudo o mais que puderem. É o canibalismo político-social em pirotecnia estouvada. Esquecem-se de que tudo o que ousar dizer ser dono de certezas e de verdades absolutas É o melhor mestre e profeta e criador das desgraças totais.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Impressões Digitais de um estranho País (cont.)

210 - Continuando a leitura do manuscrito do snr. Tempo trazido por Alice: Houve tempo em que os Povos não decifravam A hieroglifologia Das suas arengas. Só por isso julgavam que mentiam ou que rasgavam promessas.Não. Sempre anunciaram o que queriam Sempre disseram ao que vinham Sempre foram manipuladores do medo com que injectavam os Povos. Sempre provocaram anomalias que lhes justificassem e justifiquem a diminuição da legalidade democrática e lhes permitissem muscular os regimes. Sempre praticaram inúmeras inconstitucionalidades que os Tribunais Constitucionais sempre acabam por sancionar ou não estivessem pejados dos seus agentes ou compinchas ou serventuários. São carrascos e agentes funerários da própria vida. Diz a ciência que QUando nos convencemos de que tudo sabemos... só criamos asneiras e desastres tanta vez irreparáveis.Ora... esta burguesia apodrecida ( e tanto que até se chafurdam em perfumes e outras águas de cheiros) convenceu-se de que é a Bíblia dos Tempos. O colapso anda no ar e esbanja odor melífulo por todos os recantos. Somos apenas a desculpa para toda a sua irresponsabilidade esquizofrénica. E como não podia deixar de ser Sempre bem abençoados por todas as igrejas cristãs que já há muito muito tempo traíram a fé que dizem anunciar Dando o braço a todas as opressões Especializadas em domadoras de almas que os corpos esvaídos movimentam. Ah Deus A tua Humanidade está enlouquecida : a parte menor Por ambição sem conta nem medida A parte maior Por gostar de ser rebanho e não saber ou não querer expulsar os pastores que o esbulha e rouba e trai e sufoca e mata. Além de serem especializados em os ofertar a todos os piores predadores. E como o desdém e a arrogância bem desfilam nas passadeiras dos equívocos!... O circo das palavras... flui entre a aristocracia dos vampiros. Todos os pulhas da vida fazem dos areópagos Prostíbulos E tornam-se chulos e prostitutos do velho cínico e decrépito Capital que julga que tudo é dele e ordena a todos ou não fosse Satanás no deserto: Tudo vos darei se... prostrados me adorardes! Nunca olvideis: o que vêdes e não vêdes O que sabeis e não sabeis O que sentis e não sentis O que tendes e não tendes Tudo Absolutamente TUDO é MEU e dá-lo-ei a quem me pertencer! Já a sua concubina inglesa Margaret Thatcher Bradava:é urgente conquistar as almas!... a velha sacerdotiza do Capital era uma devota das trevas. Esquecem-se todos de que a Vida deles e de tudo o mais e que tão habilmente infernizam Não vai com as suas merdências para onde o diabo os carregue. Morrem. Cagados de todo. Doentes e trôpegos. Cegos como sempre foram de toda a impossível vida afável que os seus truques não deixaram fluir. De facto... só quando a Vida for afável para todos os seres O planeta será verdadeiramente azul Rolando nos espaços Oásis de esperança e de certezas para um Deus que é a essência de cada ser existente. Agora Nesta ditadura económico-financeira A ruína será a nossa foz e a Vida acabará num estrondoso colapso se os Povos não souberem ou não puderem trocar as voltas a esta corja de melçiantes que nos tenta esmagar. Há mais escombros do que construções. Não faltam esqueletos de cimento armado em sonhos interrompidos. Prédios inteiros em degradação muda. Solitárias hipóteses de vidas que nunca aconteceram. Não falta gente sem abrigo e sem sustento. O pesadelo começa a ser indisfarçável e insustentável. PErcebem?

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209 - Ter um emprego. Um trabalho. Qualquer coisa que signifique um preço. Aquilo que acham que se vale por uma qualquer função que se execute Que se assegure. Assim somos úteis Ao somatório de todos nós Que não deixamos de ser A sociedade. Vagamente humana. Ninguém diz Mas todos dizem que a vida é dolorosa Uma aventura de alto risco Poucas vezes uma guloseima Raramente uma felicidade. Todos dizem Mas todos desdizem Que a vida nada tem de escolha Pelo menos livre Não deixando de ser uma opção Entre um cesto de algumas profissões Mais ou menos necessárias ao êxito da sociedade Sobretudo tradutores da paga Que acham sempre generosa para que sejas dócil Aquilo a uqe chama Cidadão exemplar E não dês muito trabalho Aos angélicos guardas do sistema Que nos foi ofertado Pela gula egoísta de uns quantos Que não são priveligiados Apenas e tão só Predestinados aos tronos e lemes Que nos transformam em rebanhos Que manipulam ao sabor Dos ventos dos seus interesses. Mal nos geram Começam logo a formatar-nos De acordo com os catecismos e demais bíblias vigentes. Vamos crescendo E a nossa livre escolha é A obrigatória obediência Aos que nos alimentam Que por sua vez obedecem a toda a engrenagem do sistema que vela pelo bem da famosa sociedade que se diz humana Quando se revela desumana Perfeitamente cáustica da liberdade que diz defender e instituir e aprofundar. Se fazemos beicinho Levamos no focinho. Cuidado. Oficialmente não se bate nas crianças. Nem nas mulheres Nem nos homens Noem nos jovens Nem nos velhos Oficialmente... fazem-nos a vida quotidiana Num perfeito inferno Numa serrena dormência de hospital de alienados De loucos ou de esquizofrénicos e até paranóicos. Com imensas protecções para quase todos os males que nos afligem ou podem vir a afligir. Oficialmente somos a escrita Regular e normalizada de um dicionário de devastação.Oficialmente somos a chatice Das excelências que nos pediram o voto para nos darem todas as falências Em nome de todos os êxitos que um dia qualquer havemos de ter. Uma questão de fé. à cautela As excelências vão arrecadando cofres próprios no mais seguro armazém que o sistema lhes proporcionar De preferência Longe Bem longe do local do... crime. Nós... oficialmente empobrecemos Desfilando e suando no tal vale de lágrimas de que falam fés antigas. Que fizémos Que fazemos das nossas vidinhas? Do silêncio esfarrapado e dorido do Estado Novo fugimos a salto Deixando corpos a apodrecer desde África ao resto do Mundo. Acordámos Enternecidos pelos cravos. Jurámos liberdades Num destino colectivo. Sol de pouca dura.Tornámo-nos burgueses Levedámos individualismos Extasiámo-nos com o consumismo De uma Europa que nos punha a trela e a canga Afogando-nos em subsídios. Tornámo-nos chicos-espertos a fabricar fortunas como antigos ídolos de pés de barro. Tudo crescia numa febre de betão e cimento. Povoámo-nos de estádios de futebol. Enormes. Tudo nos parecia pouco para o afã de nos sentirmos grandes Impados de progresso rápido Pejado de bairros da lata Mestiços como sempre fomos Doutorados pela sacanagem Trabalhando o Mundo e a Vida. Crescemos em dívidas Como víamo fazer aos potentados Sem nos apercebermos De que estávamos a ser encurralados. Convencemo-nos da eternidade deste sossego-desassossego Em que nos viciámos Turistas de todos os exotismos Analfabetos do nosso berço E até para comer importávamos mais do que se produzia Convencidos de que era assim que se fazia Para sermos europeus como os demais. Fechámos minas Abandonámos campos Abatemos frotas pesqueiras e comerciais Reduzimos ao máximo as ferrovias Empanturrámo-nos de automóveis de todas as cilindradas e até de barcos de recreio de todos os tamanhos. Perdemos a metalurgia e o têxtil e o vidro Com o mesmo desplante com que perdíamos a alma Bebendo novas fés de mercados e bolsas e riscos e rabiscos No doce embalo da partidocracia Anafadamente burguesa com sedas e oiros e corrupções que nos cegaram almas e corpos. Das belas mesas fartas Caíam grossas migalhas para o trabalho que pensou que com mais ferro e estopa Tudo correria a bem da nação que adoecia e não sabíamos. Aumentou e refinou e levedou Toda uma cáfila de politiqueiros que desprezam Ostensivamente desprezam o Povo que lhes dá jeito apenas para a hora do voto para parecerem democráticos. A Democracia para tal gentalha é apenas o álibi para serem poder Sem se darem conta de que são Prostitutos e prostitutas incuráveis Títeres do pior da alma humana Altifalantes ou ventrilocóides Da besta Negra A que adora suásticas e chicotes incandescentes nos dorsos dos Povos. Não sabem que são escravos quando se julgam senhores Mesmo que teimem fazer dos Povos... escravos. A maioria dos cidadãos mirra. A dúzia de senhorecos... anafadiza-se. Tresandam a morte. Ao desastre total que pastoreiam Entre estes pastos ressequidos que já não têm seiva para a sua gula. Eles são os salteadores das almas Vigaristas das legitimidades A perversa canalha que ao longo da História tudo trai em nome do oiro. E ainda têm toda a lata para afirmar em tom solene Que só falam e dizem a verdade Que não mentem nem falham ao cumprimento das suas promessas. Claro que sim. Ah!... este snr. Tempo...

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208 - Por segundos interrogo-me se Alice saberá o que me trouxe. Este snr. Tempo tem coisas!... Continuemos a lê-lo: A mediocridade governa o mundo. Passeia-se como diva nas avenidas Do medo e do receio que o povo cultiva. Inventa-se macho com falas de tirano Para melhor valer o sexo que não tem. A mediocridade é o resvalo da liberdade. A lama que lhe calafeta os passos e lhe homicida os gestos. A mediocridade é a exibição De um discurso sem alma E uma feroz paixão Para assassinar de vez a calma. A mediocridade é o fermento De todas as tiranias Por mais que fervam em fogo lento E nos prometam melhores dias.Não há graveto... dizem as ruas Onde se cruzam todos os cidadãos. As mãos solidárias estão nuas Esperança derrama estéreis grãos. O povo é algoz de si próprio Quando elege quem o tiraniza Por mais modesto e humilde e sóbrio Não pode nem deve ter quem o martiriza. Tirem as máscaras a todo o poder. Exijam-lhe na Praça a nudez Para que em definitivop se possa saber Quem do lucro e da fama faz embriaguez. Assuma-se o Povo como real construtor De toda a História de todos os calendários Saberá então onde mora o redentor Que esmague de vez estes falsários. A alta burguesia anda de iate nas veias De todo um povo ignorante de paraísos Nas tribunas arengam moreias Telintando os mais negros avisos. Estado Novo dizia Salazar e agora Proclama-se o objectivo de... Regime Novo. às voltas gira e anda a velha nora Sacando o que pode e o que não deve ao Povo. Vivamos a necessidade de transformação Ouvindo as fontes e vendo o voo do gaio Sentindo dentro de tudo o coração Que nos eleva de Abril até Maio. Ergamos a possível novidade De acabar de vez com as grilhetas Hasteando em cada alma a liberdade Acabando com as políticas as operetas.A obediência inventa um protesto Mascara-se de rebelada E desfila devidamente autorizada Na avenida de todo um incesto. Apesar de todas as dores tem ar de festa E consagra umas horas de movimento Como luta sagrada e alimento Para voltar ordeira para a sua besta. Se quisesse desafiar o alinhamento Que lhe assassina a vida Talvez não andasse tão caída E forjasse tempo novo e novo pensamento. Contestar sem que se ouse rasgar O contrato que nos esmaga Acaba sempre por ser a adaga Que a todos nos há-de assassinar.

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207 -Continuamos a ler o manuscrito que Alice nos trouxe do snr. Tempo: Junto às portas das cidades há um sonho De achar o tétrico e o mágico e o novo Beber a pressa num copo de medronho E ver enxamear as ruas por todo um povo. Junto às portas das cidades há um grito Que vem do fundo da alma da aldeia abandonada E em cada largo nou avenida vemos um proscrito Que sobrevive na bolha de uma bússola avariada. Junto às portas das cidades há um gesto De acordar nas vielas a alma dissecada Dos que no sonho nada mais houveram que o indigesto Trapaceiro bruxo da vida naufragada. Junto às portas das cidades há um receio De tudo se perder no ventre citadino Pelo negócio que trabalha o paleio Com que um homem deixa de ser menino. Junto às portas das cidades há um canto que quer acordar as ruas e vislumbrar Todo um tempo de secar um pranto E ver as leis que o Povo quer saudar. Não me tragas trapos de ouvir o chão Não me queimes terras de perder a alma Toda a terra é pouca para o nosso pão Se a ganância gritar e perder a calma. Corpos de linho encharcados de mosto Cruzam as ruas de revolta em punho Cada vez menor é a guarida do Sol posto E o que é preciso não passa de rascunho. Restritos são os cavalos à desfilada Neste País incendiado por mais deserto Falta-nos o levantar sério da madrugada E acreditar que o Sol já lhe é tão perto. Nem rosas nem cravos nem mais flores Nas mãos que naufragam nas veias De um tempo em que a vingança dos senhores Já não tem o encanto das sereias. Talvez que a dor da terra dorida Se transforme em seara de vida.Não me tragas sonhos de mel desavindo Nem calçadas imperfeitas de mãos portuguesas Traz-me um pouco de puro mel florindo Em fatias de pão de improváveis mesas. Há um cão solitário em cada um de nós Que corre e percorre um mundo às avessas Sem que tanta vez faça ouvir a voz Olhando apenas o silêncio das travessas. Pela morte não queremos sequer incomodar Qualquer que seja das veneráveis excelências Cão solitário acaba por se acomodar Em qualquer das nuas e rudes saliências. O que se deixa por rastro é testamento Que apenas os mais atentos podem sorver Esquiços de um profundo pensamento Que a tudo resistiu para o futuro conceber. O incómodo apenas surge de se viver No fio de tudo o que pode rasgar A mansidão de um ignorante viver Que teimou com o tempo tudo resignar.Não tenho pressa em saber a caligrafia Do futuro que os senhores de agora nos querem dar. Num envelope meto a noite e o dia Para remeter a quem os queira clarear. Não posso assinar cada aplauso Que esta gente ao Mundo tenta arrancar. Não quero sequer sorrir. Apenas causo Tremores na consciência que ouso denunciar. Das artrites das ruas aos espirros dos bares Modela-se todo um tempo de asnear. Curiosamente os burros andam aos pares Mas já perderam o hábito de coicear. Já nada nos diz da velha bravura Que amotinava a arraia miúda. E a dor sem glória é a gravura Que fica na História de gente meã e graúda.Meu amigo. Meus amigos Falarei do pequeno conhecimento: Amai a pequena gota de água Que nos eleva acima da mágoa E tudo pode vivificar. Em cada semente há que amar O futuro que vai florir. Não respeitará o que queremos Apenas será o que desejamos. Não saberá discernir Entre o que fabriquemos E tudo aquilo que adiamos Mas será indelevelmente O futuro que teremos pela frente.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Impressões digitais de um estranho País (cont.)

206 - Continuando com o manuscrito do snr. Tempo que Alice nos trouxe: Que de barcos trouxeram novas da esperança Que de sapiências mitigaram a descrença Nesta terra aviltada por tanto Sancho Pança Que qualquer Dom Quixote já não faz diferença?! Que de salinas nos podem dar o sal Que nos condimente tanta sensaboria Tudo se agarra ao que era usual Que já se teme que a noite seja cais do dia. Que de inovações seremos capazes Se não soubermos inovar consciências Vícios antigos só nos deram bons rapazes Que nos fintaram todas as transparências. Que de tempo novo havemos de cumprir Neste olhar o mundo a arriscar Nunca à transigência poder sucumbir Jamais o logro poder entronizar.Revolta... a terra precisa de revolta Para poder de novo emprenhar Tudo o que acaba já não volta Tudo o que se perde difícil será reganhar. O velho mundo agarra-se ao velho sistema Para que os seus dignatários não fiquem nús O tempo novo não suporta o velho esquema Que se desculpa com que os novos ainda são crús. Abram-se portas a toda a nova claridade Invadam-se todas as terras abandonadas Nas pequenas crenças há uma possibilidade De novas geografias com novas coordenadas. Acabe-se de vez com tanta sofreguidão Todos têm que ser chamados à fogueira A vida precisa de um novo coração Que por todos bata de nova maneira. As flores das várzeas já não resplandecem Ante a seca que nos fragiliza a verdade Passo a passo ou dor a dor nos falecem Todas as ousadias da nossa liberdade. Andamos resignados ante a impotência De reagir contra tudo o que nos invade Com toda a carga de falta de transparência E o fatalismo da traição que nos grade.Precisamos de uma nova ousadia Que nos encha o crâneo de descobertas Ter de novo na alma mar de alegria De beijar a alma das verdades encobertas. Dos velhos trazemos a âncora da História Dos novos fabricamos ousar o futuro. Que não se tente branquear a memória Para que o hoje não nos dê pão mais duro. Saibamos desfraldar velas ao vento Nos mares incómodos de cada hora Abrir novos horizontes ao pensamento Sem que a História nos deite fora. A verdadeira democracia reside no Povo O seu poder A sua expressão O seu querer.Sendo certo que nada pode haver de novo Sem que haja um pensamento a FLORESCER. e SERÁ ASSIM QUE A CULTURA E A ARTE São ventres profícuos de mil futuros Nada deste binómio poderá ficar de parte Tudo o que for impedido criará muros. Não há progresso sem ousar arte e criação Nem liberdade sem que haja a passagem Da profunda seiva da impensável inovação Que nos crie um novo tempo em nova aragem. Façam o que quiserem por mais voltas dadas Quem não souber dar portas livres à inovação Não poderá nunca falar de gentes libertadas Muito menos de pátrias livres e de criação.