quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Impressões Digitais de um estranho País (cont.)
219 - " Para quem tem uma boa posição social Falar de comida é coisa baixa. É compreensível: eles já comeram." - Bertolt Brecht ( 1898-1956) - Quando eu perfazia os meus magros seis anos de idade partia este grande homem das letras e da cultura mundial. Apesar de alemão Pensava no Mundo como um todo colectivo. Ora, Alice, importante, cada vez mais, será pensar cada indivíduo como portador de algo importante à vida mas, não esquecer que todas as decisões para um mundo melhor serão sempre e cada vez mais colectivas. O sistema vigente que está em agonia, só pode ser salvo se olharmos o Mundo como o espaço onde mora uma única raça humana. As decisões económico-financeiras não podem ser tomadas através do egoísmo ambicioso e glutão de um homem, de um grupo, de uma região ou de um País. Têm que ser tomadas em nome do bem estar colectivo. Até para que se mantenha o equilíbrio sociológico e do eco-sistema. Já Cícero, no velho império romano dizia que a suprema lei de um governante seria o bem estar do Povo. Ora... assistimos à destruição de todo um sistema social a favor da gula de um grupo ( 195 pessoas a nível mundial). Vemos como atacam a cultura e a arte. Não lhes convém que haja algo que faça pensar o mais simples dos cidadãos. Empobrecem, deliberadamente, os demais para que possam subjugar. São militantes do terrorismo de estado, manipuladores do terrorismo psicológico que leva à brutal manipulação de massas. Estamos no limiar do terror sociológico. Quem assim governa é... criminoso contra a... Humanidade. Aleguem o que entenderem mas: destroiem famílias, indivíduos,equilíbrios sociais, cultura e arte, destroiem a solidariedade geracional que é a base do progresso humano. Fazem da competitividade um novo deus que, por acaso, tem pés de barro. A competição como eles a encaram apenas cria... ditadores. Por mais que queiram, acabam destruídos na sua humanidade. Portugal, Alice, está a ser a cobaia para a implosão europeia. É o próprio Mário Monti que avisa. É cá que tudo está a ser testado. O português prefere contar anedotas e ir resistindo com recurso ao desenrasque. Convencido que tudo o que esta governação lhe diz é verdade. Só que não é. Os verdadeiros ladrões do erário público têm colarinho branco, são agentes do capital, mercenários dos predadores, governantes ou ex-governantes, banqueiros e outros agiotas. Palavras duras? Sem dúvida. Ainda há dias se dizia na comunicação social que a banco nacional encurtava ou simplesmente negava crédito às famílias e às pequenas e médias empresas. Quando nos dizem que mais de 700 mil portugueses estão em risco de ficar ( ou já ficaram) sem casa, pergunta-se: estarão convencidos, esta cáfila de predadores, que as vão vender aos estrangeiros? Estarão convencidos que transformar este País numa reserva onde o estrangeiro pode vir verificar como sobrevive um País sem abrigo é sinónimo de progresso? Pobres crias da estupidez humana!... Privatizar as funções sociais do Estado é alienar o progresso efectivo de um País e do Mundo. Ainda piora quando a privada sempre se comportou como chula do Estado. E... Estado é o conjunto dos cidadãos. Quando um cidadão paga os seus impostos e faz os seus descontos sociais, tudo o que recebe não é mais do que o retorno do que investiu. Quando roubam neste retorno, é caso para perguntar que má gestão é que está ou foi concretizada. Ora os governos mais não são do que os gestores escolhidos pelo Povo para gerirem o bem público. Quando a gestão é criminosa ou incapaz há que responsabilizar tais senhores e não, como tem acontecido, premiá-los e fazer de conta que são excelências. Não será por acaso que até a televisão pública está a ser alienada. Não será por acaso que a transportadora pública está a ser alienada. E tudo isto depois de o erário público lhes ter dado tudo. Mas os seus gestores têm-se banqueteado com chorudos proventos para... as passarem para as mãos dos predadores.Não somos contra a iniciativa privada desde que esta seja honesta e corresponda ao esforço sério e honrado.Não é o que se tem passado. Assim, minha cara Alice, vamos continuar a bater palmas aos criminosos e a humilhar os simples? Já é tempo de nos sublevarmos contra esta hipocrisia que tudo mistifica em nome de um capitalismo selvagem e terrorista. A raça humana não pode continuar refém de alguns canibais.A esperança é a nossa vontade colectiva de ressurgir o melhor da alma humana.Assim sejemos capazes de nos revolucionarmos: revolução é a retoma do mais puro e inicial de tudo o que somos e representamos.Não esqueças, Alice e di-lo ao vento que passa.
terça-feira, 31 de julho de 2012
Ipressões Digitais d um estranho País ( cont.)
218 - Alice chegou plena de novidades. No Japão, disse, o patronato estima os seus trabalhadores para qu eles estimem os seus clientes para que os negócios fluamcom naturalidade e bom senso. Que se saba, os aponeses são dos que mais produzem e vendem e consideram que o trabalho é um caminho para a ... felicidade. Por cá, onde impera a mentalidade judaico-cristã, o trabalho acaba por ser encarado como um pesadelo por mera questão religiosa:terás que ganhar o teu pão como suor do teu rosto. Por isso é que só algumas famílias detêm o máximo da riqueza?!... e exploram até ao tutano tudo o resto.Por cá, até a banca ou as sociedades financeiras ( nome pomposo para os agiotas) os clientes são sempre criminosos em potência a não ser que detenham grandes fortunas, meso que estas sejam, como sempre o são, de origem duvidosa. O que lhes interessa é o lucro. Não interessa a génese.Interesa é que ele lhes floresça. Além do ais são intocáveis. Tocável, até à miséria, serãosempre os que trabalham, de preferência, sem qualquer direito. Com vencimentos mínimos. e obrigações máximas. E exportam-se formados. O emigrantes, deixam de ontrbuir para a Segurança Social. Aumenta o fosso geracional.Ainda por cima é lá que se vai buscar o que se precisa... ainda há dias, foram ao fundo dos bancário ( entretanto transferido para a Segurança Social) par pagar dívidas do SNS e não só. Alguém já levou à justiça todos os gestores da EPE que esbanjaram fortunas com mordoias e outras questões menos claras? Quem são os responsáveispelo lote grane de vacinas contra a gripe que não foram utilizadas? Não fram responsáveis por negócios obscuros que deram lucros milinários a alguns? E se formos paa as estradas, não teremos os mesmos cenários? Para já não falar dos submarinos e outras coisas similares. O País... esboroa-se. OPovo sofre. A Vidaoculta-se. Até quando?
terça-feira, 17 de julho de 2012
Impressões Digitais de um estranho País (cont.)
217 - Volta o calor e os incêndios e as praias ( para os sortudos que as têm ao pé da porta). Prossegue a telenovela do Relvas: ainda não perceberam o vigarista do zé-espertismo que ele é? Esta governação é o peão de brega do capital mais obtuso... aquele que está a tentar subverter as democracias mais ou menos sociais... a tentar cimentar que os Estados só existam para financiá-lo e... quanto aos cidadãos... bem... que sejam escravos. Tudo o resto é treta. Ainda sobre o relvas: a Ul acaba por dar uma valente marretada em várias paredes: minimizou toda a provável excelência de si própria e dos cursos que tem dado. Precarizou ao máximo o valor das suas licenciaturas e mestrados e doutorandos. As aintigas e as de hoje e as do futuro próximo. Tudo a troco dos favorecimentos entre ela e o tal xico-esperto que... mau grado o sorriso de conveniência e das respectivas falinhas mais ou menos adocicadas... não passa de um perigoso adversário da democracia e do estado de direito. Não tem e nunca teve honra ou ética ou moral. Tomar sabe-o melhor do que ninguém. O facilitismo dos que nos têm governado... que muito mais se serviram do que serviram o País e o Povo... programou todo este enorme pantanal em que nos tentam prisionar. Então não foram eles e os seus amigos quem delapidou o máximo do capital disponível para a modernização e o desenvolvimento de Portugal? Porque seria que as obras públicas... a partir de uma determinada data... não o eram sem derrapagens cada vez mais enormes? Porque se fizeram as PPP ( parcerias público-privadas) senão para enriquecer segundos e terceiros? O grande patronato português não é cúmplice de todo este crime de lesa Pátria? Onde foram para as mais valias das suas especulações na Bolsa e dos seus negócios? Mas o Povo é que tem que pagar. Já se fala em mais um "auxílio" de 22 milhões... para quê e para quem? E toda esta gente que se vai revelando criminosa ainda continua a ter cara para gerir o que é de todos? Que Povo é este que permite ser governado por ladrões e vigaristas? Falar português é crime? Chaqmar os bois pelo seu nome é crime? Só o será enquanto os verdadeiros criminosos estiverem ao leme da barca do inferno em que meteram todo um País. Urge pichar em todos os muros e muretes deste País: tenham vergonha e desandem da política e dos negócios! Sois o excremento de toda uma sociedade! Alice sentiu-se aliviada e foi beber um valente copo de água fresca.
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Impressões digitais de um estranho País (cont.)
216 - Tudo parece estar cada vez mais do avesso!... Alice volta a frasear com profunda mágoa. Já não é tristeza, diz. A revolta, continua, vai levedando dentro de nós. De forma surda. Qualquer dia... pois é, Alice. As coisas vão de mal a pior. Desde a "licenciatura" facciosa de um Relvas que nunca teve pudor algum e utiliza tudo o que pode e não pode para almejar os seus intentos, até um Passos Coelho que cada vez mais surge como marionete de um sistema europeu e global, até ao alastrar de todo este ranço capitalista à Espanha ( convém saudar a lut heróica dos mineiros asturianos e leoneses ) onde o Rajoy mente a todo o momento como os restantes líderes que apostam em governar contra os povos, tudo vai de vento em popa para o desastre. A esperança é que de um confronto inevitável ( é só uma questão de tempo) se possa chegar a um outro estádio em que o materialismo exarcebado deixa de ser prioridade e tudo e todos entendam que o bem estar dos povos é essencial para o equilíbrio do eco-sistema e do próprio planeta. Em causa está a sobrevivência da espécie humana. Entretanto eles apostam em mais e mais austeridade... então e cortar nas Fundações que são uma das fontes de financiamento encapotado do PS e do PSD? E porque não nos chorudos proventos dos políticos? E levar à barra do tribunal todos os governantes que conduziram o País ao actual estado de miséria? Gente que não se envergonha de andar a vender o País a retalho por esse Mundo fora. Que não tem pejo de formar técnicos para os exportar. Gente que vende todas as nossas mais valias e ainda se gaba de estar a fazer o melhor para um futur ridente?! Os Álvaros e os Gaspares, os Passos Coelhos e os Relvas, Os Sócrates e outros que tais, são criminosos de delito comum. Perigosos porque reincidentes. O seu enriquecimnento foi em toda a linha ilícito. Nunca serviram o Povo muito menos a causa pública. Serviram-se e aos seus grupos. São traidores do Povo, de uma cultura e de um País pluricentenário. São traidores da Democracia. Merecem o nosso comum desprezo e deveriam ser condenados a trabalhos forçados. Agora, como refinamento, querem baixar o preço do trabalho para os mínimos dos mínimos, enquanto dão subsídios de férias e de natal e outras chorudas mordomias aos seus boys anda girls. Têm muito de promíscuo com tudo o que é crime. Todos os ataques ao funcionalismo público não passa de um ataque orquestrado para passar para o privado tudo o que lhes cheira a negócio. São o fruto da condescendência democrática... quem os seus inimigos poupa, tarde ou cedo lhes ficará nas mãos. Ao Povo, resta aguentar. até quando? A sobrevivência gera crime gratuito. Violência anacrónica. Não deixará de minar todos estes alicerces. Espreitam os iluminatti... 125 pessoas que dominam a política e a economia mundiais. Eles pretendem impor um totalitarismo animalesco. Convencidos de que se perpetuarão como eleitos predestinados. Esquecem que a lei da Vida também os tomba. E que são meros criminosos e traidores do planeta Terra e da ordem bio-cósmica. Toda esta sequência progride para um colapso global. Os milénios foram e serão sempre agntes de mudanças profundas. Porém... a nova ordem que virá nunca será a dos iluminatti. O planea está aí para ditar a sentença final. Estejemos atentos mas, entretanto, não deixemos de lutar e de resistir e de tentar mudar consciências a favor dmelhorpara todos, sobretudo dos que produzem trabalho que é o alicerce da Vida em comunidade. O ser humano sem isto e sem que istotenhadignidade, anula-se. Toda a luta é difícil mas, sendo justa, é possível e tardeou cedo será vtoriosa.
terça-feira, 26 de junho de 2012
215 - Anacronicamente a ERC versus M.Relvas barra Jornal Público Consegue revelar o já pressentido: o caso político é grave. A ERC não pode nem quer confrontar o ministro. Deixa-se permanecer a dúvida sobre o jornal Levando ambos O ministro e a Comunicação Social um puxão de orelhas da ERC Que acaba a perder no que respeita a autoridade ou à moral ou à ética ou à independência Face ao poder político ou partidário vigente. Não estamos em ditadura mas... multiplicam-se os tiques ditatoriais. Urge cautelas e Acima de tudo Rigor democrático. A falta de verticalidade e honestidade democráticas de Relvas São mais que óbvias E evidenciam-se com o passar do tempo. Ele não é mais do que um produto da zé-espertice tão peculiar neste Portugal que se assume como aprendiz da Democracia e da Humanidade. Ele e Passos São os melhores produtos do maquiavelismo sinistro de um Ângelo Correia a carecer De forma premente Da mais completa auditoria aos seus negócios Para que se desmascare de vez o alfobre da vergonha criminal de um País que teima em se rever numa pseudo-média-alta burguesia que nunca existiria se a Democracia não existisse e não tivesse sido pródiga em facilitismos bacocos que apenas têm produzido traições ao essencial de um País e de um Povo. Tal gente só conhece a deutchlândia e as arabicádias petrolândias. São lacaios por nascimento e natureza. Como tal Acabam verdugos Não vão os seus chefes condenarem-nos à insolvência. Doutos em tudo e em nada. Robóticos do melhor excremento do Capital. Sumidades na orgia capitalística-burguesa Que avança pelo Mundo fora sem se dar conta da sua bestialidade.
Depois... vem o euro-futebol. Tudo chora. Tudo sofre. Tudo vibra. Portugal passa às meias-finais. Dispensável o Relvas no estádio. Foi à sua conta ou à custa do OGE? Vibrou ou vibrou de circunstância? Tão imbecil quanto o Álvaro económico. Fruto de uma emigração de desenrasque. Receita que o Governo do dito volta a dar para o País. E se nos fôssemos todos embora? Nós os que trabalhamos no duro e somos espoliados de todos os direitos e dignidades?! E se a corja governamental mais as cortes respectivas se vissem a governar para um deserto? Imbecis e traidores de tudo? Até o Passos anda a fazer de caixeiro-viajante para vender Portugal a retalho. Alguma vez um primeiro-ministro desceu tão baixo? O da economia anda luzidio e feliz. Nenhum reco se sentiria mais feliz na sua pocilga. Uma réstea da Função Pública manifesta-se nas ruas de Lisboa contra o roubo dos subsídios. Onde a maioria? E quando alastrar à privada? A tortura destes caminhos É a ausência das vítimas nos protestos. Refugiam-se no futebol e nas Madonas. Enquanto houver êxito. E depois? Ah... a um de Julho sobe a electricidade e o gás natural. Que chatice. 25 Despedimentos diários e em média. Tentam-se todas as formas e maningâncias para baixar salários e não pagar indmnizações. As novas leis laborais (alterações ao Código do Trabalho) foram promulgadas pelo Presidente de uma República adoecida. Na véspera do S.João o Gaspar das finanças No seu falar arrastado de aparente sonolência Avisa que os impostos não chegam e que... Não há mais austeridade... proclama o Passos... Ainda é cedo para dizer se haverá necessidade de mais austeridade... emenda depois... O PR diz que o País não aguenta mais austeridade...Cortem na despesa.... gritam economistas... Alguma coisa nos diz que o caldo está a entornar-se... nem a Grécia venceu a Alemanha nem a Merckl deixará de nos esganar. Na noite do S.João... Porto e Gaia enchem as Ribeiras de Povão... aprestam-se barcos rabelos e outros para a grande noite do manjerico e do alho porro e do martelinho. Rio e Menezes esmeram-se na festança que este ano tem a presença do marajá Silva. à meia-noite rebentam as águas: o rio inunda-se de fogo de artifício. Um bom quarto de hora com um monumental fogo com música americana a condizer. Esteticamente...perfeito. Mas... há crise? Onde? Com tal exuberância de fogo ( estaríamos no Porto ou em Camberra?) e com tão ilustres patronos... porque não devolvem o subsídio de férias que roubaram aos funcionários públicos? Crise? E o povo basbaque não se revolta? A traição é monumental. A democracia perde. Parece ganhar a plutocracia. E por mais que se esmiufrem a demonstrar o êxito deste esganar do Povo Não tardarão a decretar novas e mais restritivas medidas: se o Povo não tem dinheiro Pouco ou nada movimenta da economia real que vai definhando e esqualizando os impostos. Nada desta receita resulta. Ao mesmo tempo: os mesmos que mamaram à grande dos OGE e subsídios europeus e linhas de crédito especiais a que juntaram êxitos e derrotas bolsistas e puseram o melhor do saque nos paraísos fiscais Continuam a mamar porque é preciso ( diz o governo) ter empresas competitivas. As mais gordas vendem-se ao estrangeiro que por mero altruísmo não vai levar as mais valias para fora do País. Quanto ao governo ser anjo... o melhor é esperar pela hecatombe que se anuncia com toda a pompa e circunstância e mais a benção sempre mais exigente da Troika. Parabéns snr primeiro-ministro: está a conseguir transformar Portugal numa monumental e bem concorrida... Feira da Ladra.
Depois... vem o euro-futebol. Tudo chora. Tudo sofre. Tudo vibra. Portugal passa às meias-finais. Dispensável o Relvas no estádio. Foi à sua conta ou à custa do OGE? Vibrou ou vibrou de circunstância? Tão imbecil quanto o Álvaro económico. Fruto de uma emigração de desenrasque. Receita que o Governo do dito volta a dar para o País. E se nos fôssemos todos embora? Nós os que trabalhamos no duro e somos espoliados de todos os direitos e dignidades?! E se a corja governamental mais as cortes respectivas se vissem a governar para um deserto? Imbecis e traidores de tudo? Até o Passos anda a fazer de caixeiro-viajante para vender Portugal a retalho. Alguma vez um primeiro-ministro desceu tão baixo? O da economia anda luzidio e feliz. Nenhum reco se sentiria mais feliz na sua pocilga. Uma réstea da Função Pública manifesta-se nas ruas de Lisboa contra o roubo dos subsídios. Onde a maioria? E quando alastrar à privada? A tortura destes caminhos É a ausência das vítimas nos protestos. Refugiam-se no futebol e nas Madonas. Enquanto houver êxito. E depois? Ah... a um de Julho sobe a electricidade e o gás natural. Que chatice. 25 Despedimentos diários e em média. Tentam-se todas as formas e maningâncias para baixar salários e não pagar indmnizações. As novas leis laborais (alterações ao Código do Trabalho) foram promulgadas pelo Presidente de uma República adoecida. Na véspera do S.João o Gaspar das finanças No seu falar arrastado de aparente sonolência Avisa que os impostos não chegam e que... Não há mais austeridade... proclama o Passos... Ainda é cedo para dizer se haverá necessidade de mais austeridade... emenda depois... O PR diz que o País não aguenta mais austeridade...Cortem na despesa.... gritam economistas... Alguma coisa nos diz que o caldo está a entornar-se... nem a Grécia venceu a Alemanha nem a Merckl deixará de nos esganar. Na noite do S.João... Porto e Gaia enchem as Ribeiras de Povão... aprestam-se barcos rabelos e outros para a grande noite do manjerico e do alho porro e do martelinho. Rio e Menezes esmeram-se na festança que este ano tem a presença do marajá Silva. à meia-noite rebentam as águas: o rio inunda-se de fogo de artifício. Um bom quarto de hora com um monumental fogo com música americana a condizer. Esteticamente...perfeito. Mas... há crise? Onde? Com tal exuberância de fogo ( estaríamos no Porto ou em Camberra?) e com tão ilustres patronos... porque não devolvem o subsídio de férias que roubaram aos funcionários públicos? Crise? E o povo basbaque não se revolta? A traição é monumental. A democracia perde. Parece ganhar a plutocracia. E por mais que se esmiufrem a demonstrar o êxito deste esganar do Povo Não tardarão a decretar novas e mais restritivas medidas: se o Povo não tem dinheiro Pouco ou nada movimenta da economia real que vai definhando e esqualizando os impostos. Nada desta receita resulta. Ao mesmo tempo: os mesmos que mamaram à grande dos OGE e subsídios europeus e linhas de crédito especiais a que juntaram êxitos e derrotas bolsistas e puseram o melhor do saque nos paraísos fiscais Continuam a mamar porque é preciso ( diz o governo) ter empresas competitivas. As mais gordas vendem-se ao estrangeiro que por mero altruísmo não vai levar as mais valias para fora do País. Quanto ao governo ser anjo... o melhor é esperar pela hecatombe que se anuncia com toda a pompa e circunstância e mais a benção sempre mais exigente da Troika. Parabéns snr primeiro-ministro: está a conseguir transformar Portugal numa monumental e bem concorrida... Feira da Ladra.
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Impressões Digitais de um estranho País (cont.)
214 - Terminou o manuscrito do snr. Tempo. Alice está feliz. Não deixa de se sentir inquieta face a tanto aparente conformismo.Parece... diz ela... que tudo se está a resignar à avalanche de leis e disposições que retiram direitos. Cinicamente... o governo e afins dizem: o Povo português tem uma capacidade infinita de resistência e de espírito de sacrifício. Diz Alice: pois... quando todo o Povo descobrir que os sacrifícios não levam a nada senão ao enriquecimento ilícito de alguns e que esta governação não é mais do que o atalho para o Capital tentar impor à Europa as regras que mais lhe convém ou seja: humilhar e escravizar os povos para que o capital se veja anafado... veremos como será o comportamento. A actual farsa do emprego jovem ( mínimo de salário e ajudas ao patronato e continuação de desemprego). O aniquilamento do SNS e da Educação pública e da Segurança Social e da Justiça para que existam apenas modelos próprios para quem tem dinheiro...são bombas capazes de suster a corrupção que alastra nos meios político-militares? As novas gerações serão capazes de mandar para as urtigas esta cáfila de bem falantes que parece nada temerem? Será que a Banca e afins vão continuar a praticar agiotagem? Será que as políticas desistem em definitivo de serviram os Povos? Tudo depende do que formos capazes de reinvindicar. Para tanto há que lutar e lutar e lutar... água mole em pedra dura tanto dá até que fura... diz o ditado popular. A vida tem que repor sanidade nos sistemas. De contrário... a raça humana implode. Fatalismo é deixar andar e nada contrapor. Covardia é nada denunciar e não estimular o pensamento e a crítica e a reconstrução de moral e de ética nas relações dos caminhos. A arte e a cultura são searas que não podem minguar para que os espíritos não mirram. Urge erguer toda uma cultura de Paz no planeta. Urge aproveitar o melhor do que foi feito para avançar no pulverizar das trevas que alguns querem semear. E com um sorriso Alice foi-se à procura do próximo S.João já que o Stº António já ficou pelo caminho.
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Impressões digitais de um estranho País (cont.)
213 - Nem o cheiro dos manjericos nos despegam do manuscrito do snr. Tempo. Alice arranjou-nos esta linha contínua de leitura. Continuemos: O mal que cada um faz ao outro Não é mais do que a ignorância de que os velhos sistemas são meros instrumentos de opressão. Nunca urdiram paraísos Precisamente porque a traição culpou a mulher sedutora que fez perder a inocência ao Adão Mas não disse que o Paraíso perdido Aconteceu no exacto momento Em que ambos os sexos quiseram enveredar pela luta desenfreada Mesquinha e estúpida pelo... PODER. Esqueceram que a Vida é ousadia colectiva Jamais individual E que tudo o que a Terra nos dá Junto com tudo o que conquistamos É o magma que pode manter o equilíbrio natural e tudo o necessário para que todos povoem o planeta com alegria Desprendidos de arcas de coisas Que nada resolvem se não forem Pão para todas as bocas Saúde para todos os corpos Movimento criativo para todas as almas. E não falamos só de humanos!... Em tudo isto há algo que nos enerva: AS PALAVRAS. As palavras ficam sempre aquém ou vão para além de tudo o que se vive. Difícil conseguir a exactidão de cada relato que se faça Por mais que se tente ou queira. Ainda por cima o...Tempo. É a nossa maior prisão.Cada segundo é um punhado de terra. Cada minuto o tombar da alma. Andamos em híper-alta-velocidade. Não há tempo para o tempo do tempo.Não há dor para a dor de tanta dor. Assim... a alegria com que besusntamos o rosto de todas as ruas É mera máscara para a peça que cada momento nos obriga a representar. Só na sombra de cada luar nos permitimos ser o que verdadeiramente somos com toda a virulência da paixão Com toda a seda da ternura e Por isso Nos damos conta que quem quiser gostar de nós terá que ousar Sabendo de saber sentido Que dentro de nós vive O magma em movimento. Por fora somos a frieldade que tudo arranha Esquivo mercador de ideias Tecelão de gestos e pintor de palavras à espera que nos entrem no sacrário e se deixem aquecer pelo tambor que tocamos com arrebatamento Que o simples gostar incendeia Tornando-o em amor Cigano nómada de todos os tempos De todas as Pátrias onde a cultura da Paz nos liberte a inteligência Que da arte e da cultura se simplifica e aprofunda e humildemente nos angrandece com as asas dos pássaros que nos elevam o olhar e o planeta ritmiza o coração com a força do mar que se enternece e acalma no beijo profundo do Sol!
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