terça-feira, 17 de julho de 2012

Impressões Digitais de um estranho País (cont.)

217 - Volta o calor e os incêndios e as praias ( para os sortudos que as têm ao pé da porta). Prossegue a telenovela do Relvas: ainda não perceberam o vigarista do zé-espertismo que ele é? Esta governação é o peão de brega do capital mais obtuso... aquele que está a tentar subverter as democracias mais ou menos sociais... a tentar cimentar que os Estados só existam para financiá-lo e... quanto aos cidadãos... bem... que sejam escravos. Tudo o resto é treta. Ainda sobre o relvas: a Ul acaba por dar uma valente marretada em várias paredes: minimizou toda a provável excelência de si própria e dos cursos que tem dado. Precarizou ao máximo o valor das suas licenciaturas e mestrados e doutorandos. As aintigas e as de hoje e as do futuro próximo. Tudo a troco dos favorecimentos entre ela e o tal xico-esperto que... mau grado o sorriso de conveniência e das respectivas falinhas mais ou menos adocicadas... não passa de um perigoso adversário da democracia e do estado de direito. Não tem e nunca teve honra ou ética ou moral. Tomar sabe-o melhor do que ninguém. O facilitismo dos que nos têm governado... que muito mais se serviram do que serviram o País e o Povo... programou todo este enorme pantanal em que nos tentam prisionar. Então não foram eles e os seus amigos quem delapidou o máximo do capital disponível para a modernização e o desenvolvimento de Portugal? Porque seria que as obras públicas... a partir de uma determinada data... não o eram sem derrapagens cada vez mais enormes? Porque se fizeram as PPP ( parcerias público-privadas) senão para enriquecer segundos e terceiros? O grande patronato português não é cúmplice de todo este crime de lesa Pátria? Onde foram para as mais valias das suas especulações na Bolsa e dos seus negócios? Mas o Povo é que tem que pagar. Já se fala em mais um "auxílio" de 22 milhões... para quê e para quem? E toda esta gente que se vai revelando criminosa ainda continua a ter cara para gerir o que é de todos? Que Povo é este que permite ser governado por ladrões e vigaristas? Falar português é crime? Chaqmar os bois pelo seu nome é crime? Só o será enquanto os verdadeiros criminosos estiverem ao leme da barca do inferno em que meteram todo um País. Urge pichar em todos os muros e muretes deste País: tenham vergonha e desandem da política e dos negócios! Sois o excremento de toda uma sociedade! Alice sentiu-se aliviada e foi beber um valente copo de água fresca.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Impressões digitais de um estranho País (cont.)

216 - Tudo parece estar cada vez mais do avesso!... Alice volta a frasear com profunda mágoa. Já não é tristeza, diz. A revolta, continua, vai levedando dentro de nós. De forma surda. Qualquer dia... pois é, Alice. As coisas vão de mal a pior. Desde a "licenciatura" facciosa de um Relvas que nunca teve pudor algum e utiliza tudo o que pode e não pode para almejar os seus intentos, até um Passos Coelho que cada vez mais surge como marionete de um sistema europeu e global, até ao alastrar de todo este ranço capitalista à Espanha ( convém saudar a lut heróica dos mineiros asturianos e leoneses ) onde o Rajoy mente a todo o momento como os restantes líderes que apostam em governar contra os povos, tudo vai de vento em popa para o desastre. A esperança é que de um confronto inevitável ( é só uma questão de tempo) se possa chegar a um outro estádio em que o materialismo exarcebado deixa de ser prioridade e tudo e todos entendam que o bem estar dos povos é essencial para o equilíbrio do eco-sistema e do próprio planeta. Em causa está a sobrevivência da espécie humana. Entretanto eles apostam em mais e mais austeridade... então e cortar nas Fundações que são uma das fontes de financiamento encapotado do PS e do PSD? E porque não nos chorudos proventos dos políticos? E levar à barra do tribunal todos os governantes que conduziram o País ao actual estado de miséria? Gente que não se envergonha de andar a vender o País a retalho por esse Mundo fora. Que não tem pejo de formar técnicos para os exportar. Gente que vende todas as nossas mais valias e ainda se gaba de estar a fazer o melhor para um futur ridente?! Os Álvaros e os Gaspares, os Passos Coelhos e os Relvas, Os Sócrates e outros que tais, são criminosos de delito comum. Perigosos porque reincidentes. O seu enriquecimnento foi em toda a linha ilícito. Nunca serviram o Povo muito menos a causa pública. Serviram-se e aos seus grupos. São traidores do Povo, de uma cultura e de um País pluricentenário. São traidores da Democracia. Merecem o nosso comum desprezo  e deveriam ser condenados a trabalhos forçados. Agora, como refinamento, querem baixar o preço do trabalho para os mínimos dos mínimos, enquanto dão subsídios de férias e de natal e outras chorudas mordomias aos seus boys anda girls. Têm muito de promíscuo com tudo o que é crime. Todos os ataques ao funcionalismo público não passa de um ataque orquestrado para passar para o privado tudo o que lhes cheira a negócio. São o fruto da condescendência democrática... quem os seus inimigos poupa, tarde ou cedo lhes ficará nas mãos. Ao Povo, resta aguentar. até quando? A sobrevivência gera crime gratuito. Violência anacrónica. Não deixará de minar todos estes alicerces. Espreitam os iluminatti... 125 pessoas que dominam a política e a economia mundiais. Eles pretendem impor um totalitarismo animalesco. Convencidos de que se perpetuarão como eleitos predestinados. Esquecem que a lei da Vida também os tomba. E que são meros criminosos e traidores do planeta Terra e da ordem bio-cósmica. Toda esta sequência progride para um colapso global. Os milénios foram e serão sempre agntes de mudanças profundas. Porém... a nova ordem que virá nunca será a dos iluminatti. O planea está aí para ditar a sentença final. Estejemos atentos mas, entretanto, não deixemos de lutar e de resistir e de tentar mudar consciências a favor dmelhorpara todos, sobretudo dos que produzem trabalho que é o alicerce da Vida em comunidade. O ser humano sem isto e sem que istotenhadignidade, anula-se. Toda a luta é difícil mas, sendo justa, é possível e tardeou cedo será vtoriosa.

terça-feira, 26 de junho de 2012

215 - Anacronicamente a ERC versus M.Relvas barra Jornal Público Consegue revelar o já pressentido: o caso político é grave. A ERC não pode nem quer confrontar o ministro. Deixa-se permanecer a dúvida sobre o jornal Levando ambos O ministro e a Comunicação Social um puxão de orelhas da ERC Que acaba a perder no que respeita a autoridade ou à moral ou à ética ou à independência Face ao poder político ou partidário vigente. Não estamos em ditadura mas... multiplicam-se os tiques ditatoriais. Urge cautelas e Acima de tudo Rigor democrático. A falta de verticalidade e honestidade democráticas de Relvas São mais que óbvias E evidenciam-se com o passar do tempo. Ele não é mais do que um produto da zé-espertice tão peculiar neste Portugal que se assume como aprendiz da Democracia e da Humanidade. Ele e Passos São os melhores produtos do maquiavelismo sinistro  de um Ângelo Correia a carecer De forma premente Da mais completa auditoria aos seus negócios Para que se desmascare de vez o alfobre da vergonha criminal de um País que teima em se rever numa pseudo-média-alta burguesia que nunca existiria se a Democracia não existisse e não tivesse sido pródiga em facilitismos bacocos que apenas têm produzido traições ao essencial de um País e de um Povo. Tal gente só conhece a deutchlândia e as arabicádias petrolândias. São lacaios por nascimento e natureza. Como tal Acabam verdugos Não vão os seus chefes condenarem-nos à insolvência. Doutos em tudo e em nada. Robóticos do melhor excremento do Capital. Sumidades na orgia capitalística-burguesa Que avança pelo Mundo fora sem se dar conta da sua bestialidade.
Depois... vem o euro-futebol. Tudo chora. Tudo sofre. Tudo vibra. Portugal passa às meias-finais. Dispensável o Relvas no estádio. Foi à sua conta ou à custa do OGE? Vibrou ou vibrou de circunstância? Tão imbecil quanto o Álvaro económico. Fruto de uma emigração de desenrasque. Receita que o Governo do dito volta a dar para o País. E se nos fôssemos todos embora? Nós os que trabalhamos no duro e somos espoliados de todos os direitos e dignidades?! E se a corja governamental mais as cortes respectivas se vissem a governar para um deserto? Imbecis e traidores de tudo? Até o Passos anda a fazer de caixeiro-viajante para vender Portugal a retalho. Alguma vez um primeiro-ministro desceu tão baixo? O da economia anda luzidio e feliz. Nenhum reco se sentiria mais feliz na sua pocilga. Uma réstea da Função Pública manifesta-se nas ruas de Lisboa contra o roubo dos subsídios. Onde a maioria? E quando alastrar à privada? A tortura destes caminhos É a ausência das vítimas nos protestos. Refugiam-se no futebol e nas Madonas. Enquanto houver êxito. E depois? Ah... a um de Julho sobe a electricidade e o gás natural. Que chatice. 25 Despedimentos diários e em média. Tentam-se todas as formas e maningâncias para baixar salários e não pagar indmnizações. As novas leis laborais (alterações ao Código do Trabalho) foram promulgadas pelo Presidente de uma República adoecida. Na véspera do S.João o Gaspar das finanças No seu falar arrastado de aparente sonolência Avisa que os impostos não chegam e que... Não há mais austeridade... proclama o Passos... Ainda é cedo para dizer se haverá necessidade de mais austeridade... emenda depois... O PR diz que o País não aguenta mais austeridade...Cortem na despesa.... gritam economistas... Alguma coisa nos diz que o caldo está a entornar-se... nem a Grécia venceu a Alemanha nem a Merckl deixará de nos esganar. Na noite do S.João... Porto e Gaia enchem as Ribeiras de Povão... aprestam-se barcos rabelos e outros para a grande noite do manjerico e do alho porro e do martelinho. Rio e Menezes esmeram-se na festança que este ano tem a presença do marajá Silva. à meia-noite rebentam as águas: o rio inunda-se de fogo de artifício. Um bom quarto de hora com um monumental  fogo com música americana a condizer. Esteticamente...perfeito. Mas... há crise? Onde? Com tal exuberância de fogo ( estaríamos no Porto ou em Camberra?) e com tão ilustres patronos... porque não devolvem o subsídio de férias que roubaram aos funcionários públicos? Crise? E o povo basbaque não se revolta? A traição é monumental. A democracia perde. Parece ganhar a plutocracia. E por mais que se esmiufrem a demonstrar o êxito deste esganar do Povo Não tardarão a decretar novas e mais restritivas medidas: se o Povo não tem dinheiro Pouco ou nada movimenta da economia real que vai definhando e esqualizando os impostos. Nada desta receita resulta. Ao mesmo tempo: os mesmos que mamaram à grande dos OGE e subsídios europeus e linhas de crédito especiais a que juntaram êxitos e derrotas bolsistas e puseram o melhor do saque nos paraísos fiscais Continuam a mamar porque é preciso ( diz o governo) ter empresas competitivas. As mais gordas vendem-se ao estrangeiro que por mero altruísmo não vai levar as mais valias para fora do País. Quanto ao governo ser anjo... o melhor é esperar pela hecatombe que se anuncia com toda a pompa e circunstância e mais a benção sempre mais exigente da Troika. Parabéns snr primeiro-ministro: está a conseguir transformar Portugal numa monumental e bem concorrida... Feira da Ladra.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Impressões Digitais de um estranho País (cont.)

214 - Terminou o manuscrito do snr. Tempo. Alice está feliz. Não deixa de se sentir inquieta face a tanto aparente conformismo.Parece... diz ela... que tudo se está a resignar à avalanche de leis e disposições que retiram direitos. Cinicamente... o governo e afins dizem: o Povo português tem uma capacidade infinita de resistência e de espírito de sacrifício. Diz Alice: pois... quando todo o Povo descobrir que os sacrifícios não levam a nada senão ao enriquecimento ilícito de alguns e que esta governação não é mais do que o atalho para o Capital tentar impor à Europa as regras que mais lhe convém ou seja: humilhar e escravizar os povos para que o capital se veja anafado... veremos como será o comportamento. A actual farsa do emprego jovem ( mínimo de salário e ajudas ao patronato e continuação de desemprego). O aniquilamento do SNS e da Educação pública e da Segurança Social e da Justiça para que existam apenas modelos próprios para quem tem dinheiro...são bombas capazes de suster a corrupção que alastra nos meios político-militares? As novas gerações serão capazes de mandar para as urtigas esta cáfila de bem falantes que parece nada temerem? Será que a Banca e afins vão continuar a praticar agiotagem? Será que as políticas desistem em definitivo de serviram os Povos? Tudo depende do que formos capazes de reinvindicar. Para tanto há que lutar e lutar e lutar... água mole em pedra dura tanto dá até que fura... diz o ditado popular. A vida tem que repor sanidade nos sistemas. De contrário... a raça humana implode. Fatalismo é deixar andar e nada contrapor. Covardia é nada denunciar e não estimular o pensamento e a crítica e a reconstrução de moral e de ética nas relações dos caminhos. A arte e a cultura são searas que não podem minguar para que os espíritos não mirram. Urge erguer toda uma cultura de Paz no planeta. Urge aproveitar o melhor do que foi feito para avançar no pulverizar das trevas que alguns querem semear. E com um sorriso Alice foi-se à procura do próximo S.João já que o Stº António já ficou pelo caminho.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Impressões digitais de um estranho País (cont.)

213 - Nem o cheiro dos manjericos nos despegam do manuscrito do snr. Tempo. Alice arranjou-nos esta linha contínua de leitura. Continuemos: O mal que cada um faz ao outro Não é mais do que a ignorância de que os velhos sistemas são meros instrumentos de opressão. Nunca urdiram paraísos Precisamente porque a traição culpou a mulher sedutora que fez perder a inocência ao Adão Mas não disse que o Paraíso perdido Aconteceu no exacto momento Em que ambos os sexos quiseram enveredar pela luta desenfreada Mesquinha e estúpida pelo... PODER. Esqueceram que a Vida é ousadia colectiva Jamais individual E que tudo o que a Terra nos dá Junto com tudo o que conquistamos É o magma que pode manter o equilíbrio natural e tudo o necessário para que todos povoem o planeta com alegria Desprendidos de arcas de coisas Que nada resolvem se não forem Pão para todas as bocas Saúde para todos os corpos Movimento criativo para todas as almas. E não falamos só de humanos!... Em tudo isto há algo que nos enerva: AS PALAVRAS. As palavras ficam sempre aquém ou vão para além de tudo o que se vive. Difícil conseguir a exactidão de cada relato que se faça Por mais que se tente ou queira. Ainda por cima o...Tempo. É a nossa maior prisão.Cada segundo é um punhado de terra. Cada minuto o tombar da alma. Andamos em híper-alta-velocidade. Não há tempo para o tempo do tempo.Não há dor para a dor de tanta dor. Assim... a alegria com que besusntamos o rosto de todas as ruas É mera máscara para a peça que cada momento nos obriga a representar. Só na sombra de cada luar nos permitimos ser o que verdadeiramente somos com toda a virulência da paixão Com toda a seda da ternura e Por isso Nos damos conta que quem quiser gostar de nós terá que ousar Sabendo de saber sentido Que dentro de nós vive O magma em movimento. Por fora somos a frieldade que tudo arranha Esquivo mercador de ideias Tecelão de gestos e pintor de palavras à espera que nos entrem no sacrário e se deixem aquecer pelo tambor que tocamos com arrebatamento Que o simples gostar incendeia Tornando-o em amor Cigano nómada de todos os tempos De todas as Pátrias onde a cultura da Paz nos liberte a inteligência Que da arte e da cultura se simplifica e aprofunda e humildemente nos angrandece com as asas dos pássaros que nos elevam o olhar e o planeta ritmiza o coração com a força do mar que se enternece e acalma no beijo profundo do Sol!

Impressões digitais de um estranho País (cont.)

212 - E continuamos com o manuscrito que Alice nos trouxe:As democracias em perigo. As democracias em crise. As democracias infuncionais. Todas têm elites deste teor. Decisores de ruínas Auto rotulados de inocentes e salvadores Prestimosos anjos protectores Do Santo Capital Por quem ordenam féretros De tudo e mais alguma coisa. Tudo Para Bem das Nações!... O fascismo sabe reinventar-se! O colonialismo de novo tipo É uma das suas facetas.Para não falar do racismo: de cor e de raça e de etnia e de religião e de ideal ou de dinheiro ou de sexo. Racismo político e social. Manjedoura farta de tiranias. O neo-fascismo é um ogre. Rei e senhor de pântanos. Mecenas da ordem mortífera. Os seus viveiros existem e medram nas democracias burocratizadas Kafkianas Defensoras dos opressores Mesmo que proclamem e finjam defender oprimidos. A tenacidade da raíz do mal Pasma-nos...pela persistência!Tudo isto parece impossível!... Se calhar... até sou impossível. Impossível ser poeta. Impossível ser pintor. Impossível ser escritor. Impossível ser declamador. Impossível ser actor. Impossível ser cidadão. Impossível ser gente. Impossível ser sindicalista. Impossível ser político. Impossível... SER!... e tu... e cada um de vós... Que faz o nós que deveríamos ser. Não vos sentis impossíveis de existir?... Tenho lágrimas na garganta. Tudo o resto move-se Ausente de garganta Ausente de lágrimas. Movemo-nos numa quase apatia Como os que se movem entre escombros de um terramoto. Tudo o que fomos Tudo o que somos Tudo o que quisémos ser É NADA e no entanto é o nosso magma É a nossa alma SOMOS NÓS.Por isso gostamos de ver as entradas de toiros: o animal vem em correria doida Rua fora Entre campinos e cabrestos e cavaleiros e cavaleiras de muito primor E temos a sensação de sermos valentes A olhar o perigo Olhos nos olhos Que por nós passa quase à velocidade da luz. Os mais ousados Sujeitam-se à cornada. O Capital é bem pior e esmaga-nos contra as tábuas da vida se não o ousarmos estocar. A política ou a economia Como tudo o que o homem criou Só tem sentido Se servir a Humanidade. A perversão de tudo o que vivemos É querer que a coisa criada Seja o ídolo que nos submete Que nos escraviza Que nos vai matando A cada segundo que passa. Os que tal promovem São criminosos legalizados. Por nós Acagaçados pelo voto dado nunca para este fim Mas que eles transformaram Na traição completa Repleta pelo desprezo que nos dão Mesmo quando sorriem E discursam Falas de amansar Para que ninguém acorde da ileteracia da informação não retida Da inteligência não ginasticada Da ignorância profunda Da recusa absoluta em questionar. Os poucos que ainda ousam confrontar o poder são tidos como desordeiros Ou meros sabotadores. No fundo de nós Até sabemos que eles têm razão mas... agridem a nossa covardia letárgica e desenrascada. Esquema aqui Esquema ali Lá vamos furando Sobrevivendo Mas nunca vivendo o pleno a que sempre tivémos direito. Somos uns... tótós. Além do mais Temos por hábito elogiar os mortos. Em vida Todos quantos criaram arte e divulgaram cultura São quase sempre Uns doidos varridosVidas em fios de navalhas Rostos de imensos sorrisos Mesmo quando a alma está mal Ricos de tudo menos de dinheiro Ardentes profetas da PAZ e da Democracia Como cultura e sistema político e social Mas inevitáveis sacos de boxe Dos que pr0ofessam a rapina Dos que precisam da incultura e da estupidez generalizadas para serem grandes. Quando um artista morre Logo se lhe incensa o génio Se exaltam as virtudes Fazem-se homenagens póstumas com placa de rua a condizer. Também as excelências Que nos criam todas as dependências Martelando-nos as vidas com cinzéis de desdém Os que nos roubam tudo Desde a dignidade à alma Quando morrem Acabam santificados e com todos os crimes perdoados.Esquecemo-nos de que estamos longe Muito e muito longe da cultura da Paz democrática. Falta-nos o engenho para nos preenchermos de humildade e de simplicidade Únicas vias para podermos ser sapientes com todo um oceano de serenidade. Andamos arredios dos caminhos da iluminação. Não temos argumentos para a insurreição. Quando deixaremos de ser tótós? Quando seremos capazes De abrir portas ao sol em todas as casas e em todos os seres? Quando perceberemos que as disputas São ímans dos disparates e que cada ser contém em si uma qualquer mina rara que pode enriquecer a todos? Quando entenderemos que a partilha é a única mesa onde cabem todos os que desejam a Paz Cultura democrática e alegria Para que a Vida possa ressurgir?

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Impressões Digitais de um estranho País (cont.)

211- Continua-se a ler o manuscrito que Alice nos trouxe: Por tudo isto Pergunta-se: o que é um nome? Um mero rótulo identificativo. Já lá vai o tempo em que um nome era significante de vida. Já ninguém se preocupa com a morte. Importante mesmo é neutralizar o sofrimento. Ajudaria muito nesta sobrevivência em que nos arrastamos. Mas não deixa de haver festas. Mais ou menos comemorativas de uma qualquer tradição ou vaga essência de Concelhos ou de Freguesias Mais ameaçadas de extinção do que o resto.Como o funcionário páublico que já é trabalhador em funções públicas. Tudo o que ainda possa ter um pequeno cibo de âncora Está condenado a desaparecer. Não tarda que os privados façam o que o público fazia. Ficará um resíduo Mais ou menos burocrático Com gente precária e com ganhos precários. Diminutos de preferência. O Estado e o Governo que o gere Sempre hão-de ter um lembrete de que existem. A União Europeia desunida já pensa excluir membros. Grécia à cabeça. E o que roubaram à História grega? E as indmnizações devidas pela brutalidade com que o regime nazi e alemão produziram? Tolices. Os grandes têm que ser defendidos de todas as turbas Nem que se arrase tudo o resto. E todo este colectivo Que se afirma individual Alaga cada cidadão Subverte-o Extripa-o de sentimentos De consciências Atira-o para a deprimência que o enlouquece Enquanto o escraviza Dando-lhe uma réstea de aparente liberdade. Domesticando-o com a caridade evangélica ou mais ou menos acenando-lhe com o divino dos seus santuários Onde tudo está programado para o mercado: compra a vela e paga o culto Ouve a prédica da purificação Sê obediente a qualquer patrão Reganha a fé e não te importes de ser inculto Mesmo que tenhas um diploma Deixa-te embrutecer Trabalhando e vendo futebol Ouvindo fado e sobretudo ter fé. Nunca ouviste dizer Que mais fácil é passar um camelo pelo buraco de uma agulha Do que um rico entrar no Reino dos Céus? Pois é. A Igreja está de braço dado com o Capital e sempre do lado dos oprimidos... não é? A estes promete-lhes o céu após todas as tormentas que lhes deram os ricos... A estes a Igreja promete-lhes o céu se... depois de todo o mal produzido e provadas que foram todas as guloseimas da vida Derem os seus proveitos à... Igreja que fará... por certo... boas acções para socorro dos desgraçados. Querem melhor Bíblia da traição? Desde a Inquisição para não dizer antes que assim pensam e agem e não mudam. Casmurros. Velhos e patéticos e caquéticos sacerdotes e bispos e cardeais da traição. O Capital foi e é e será sempre A sua primordial consolação. A divindade que apregoam é imagem dos seus interesses viperinos. Quando se confrontarem com Deus... Não era Mestra Gil Vicente que os metia na Barca do Inferno? Não foi Bosch que os pintou nas torturas do demo? Os escombros são reais e desarticulam as Nações. Os partidos são integrantes das democracias. Os partidos que diminuem e fracturam as democracias Não terão que ser neutralizados? Algum corpo sobrevive se não extirpar os vírus que o atacam? A higiena democrática não contempla a purga? Os povos não terão que ser vigilantes e actuantes contra tudo o que lhes ameaÇA A VIDA SAUDÁVEL EM QUE O PROGRESSO REINE? Quem vota não tem que ser respaitado? Toda e qualquer partidocracia Não será a agonia da Democracia? E os cínicos conciliadores dizem que a ambição é a História dos Povos. Não dizem que o progresso da ciência e o progresso do pensamento e o progresso da cultura e da arte obrigam-nos a todos a transformar essa ambição no seu significado verdadeiro: UM MUNDO NOVO A SÉRIO! Nele cada um deverá sentir-se realizável e ter as suas necessidades saciadas. Pensar que todos são filhos da Vida e irmãos por nascimento e existência. Que ninguém pode ter algo que seja fruto do roubo ao semelhante. Que ninguém pode ousar o Paraíso dando aos outros o Inferno. Deus será a essência e o magma da Vida Nunca o produto de um ego Doentiamente insaciável. Por estas e outras razões é que os tiranos e tiranetes adoram apregoar a inevitabilidade e até a bondade dos desmandos que praticam. Sempre por amor ao próximo que os deve de servir sem questionar suportando a canga e o azorrague para limpeza e desinfecção das suas almas medíocres. Ah e como os que praticam a partidocracia são tão gémeos dos déspotas! Há mulheres que pariram e fizeram dos filhos escravos para o seu serviço. Não amaram. E esses filhos se lhes escaparam Tentam por todas as formas para os apoucar Sempre com o secreto motivo de os ter sob as suas ordens e ditames. Dirão que são monstros de egoísmo. Parcas que pairam sobra a vida com eterna avidez de tudo devorar. Nas democracias corrompidas Não faltam instituições político-sociais que tal não façam. O pior do egoísmo em suprema orgia : eis os tempos que correm. Os humildes e sérios e honestos são as suas primordiais vítimas. Depois... tudo o mais que puderem. É o canibalismo político-social em pirotecnia estouvada. Esquecem-se de que tudo o que ousar dizer ser dono de certezas e de verdades absolutas É o melhor mestre e profeta e criador das desgraças totais.