segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Impressões digitais de um estranho País ( cont.)

169 - Depois das lágrimas dos fiordes da Noruega Tudo se reforça no sentido de olharmos para as consequências de estarmos a assistir ao desfazer do Estado Social Bem capitaneado pela França e a Alemanha. Estes dois estados não disseram que a inclusão social dos emigrantes tinha redundado em fracasso?!... Logo veio a terreiro a Inglaterra com a mesma versão. Em vez de aprofundarem o Estado Social e a democracia Em nome de lucros fáceis e de um apego ao poder que começa a ser obcessão Esta direita ou estas direitas ditas europeias estão a cavar fossos inadmissíveis que conduzirão à negação de uma União Europeia Sobretudo de uma democracia plural e abrangente de todos os cidadãos.Todas as violências estão em rota de colisão com o mais pacato dos cidadãos.A pior de todas será o empobrecimento acelerado da maioria dos que trabalham e dos reformados e das crianças. Em nome dos lucros de alguns Precisamente dos que fizeram das finanças públicas um regabofe de ambição Restringem-se direitos laborais que mais não são do que direitos humanos Diminuiem-se salários Aumentam-se ritmos e horários laborais.Ainda por cima Fundem-se e desfazem-se serviços e transportes públicos. Que pretendem? Obviamente que No caso Português pode-se dizer que seja vingança sobre o 25 de Abril Porém no caso Mundial assiste-se à vingança sobre o que tinha sido o avanço social em todo o planeta. Esta gente são tudo menos democratas. Esta gente precisa da pobreza para se sentirem donos do mundo e da vida. São miseráveis de espírito?! Claro que o são. Porém que respostas o Povo ou os Povos lhes darão? Vamos indo e vamos vendo. A esperança da vida melhor não pode ficar estrangulada pela ambição de uns quantos Nem sequer atirada para um amanhã de difícil alcance. Acordemo-nos com celeridade Enquanto ainda se pode salvar a vida humana da total desumanização.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Impressões digitais de um estranho País ( cont.)

170 - Cobre tempo Cobre vida Além do tumulto da alma Rio seiva guarida Tons pastel Tarde calma. Que vos dizer senão utopia Neste retroceder que nos cavalga Um rio pode não ser mais que ria Quando a miséria é menos que malga. Ando louco nesta romaria De um povo que festeja o algoz Resigna-se a toda a olaria Que o põe menos que casca de noz. Quase se contrai doença mental Nesta resistência contra a ignomínia O meu País não é este Portugal Que da miséria finge alegria.Dói-me cada traço de alguma felicidade Neste vai e vem de muita olaria Até a aldeia que ser cidade E a noite deseja apenas ser dia. Caminho e respiro em contramão à lógica dos poderes instituídos Contra a frieldade oponho um coração Que não tolera ver tantos excluídos. Devagar devagarinho vou hasteando A bandeira rubra da ousadia Vencer é romper do não sei quando Minar é ragra imposta todo o dia.
Era uma vez um senhor importante Que dizia a todas as crianças Que a vida era um mar de tranças E a febre num dia de feirante. Quem dele mais não soubesse Ficava mudo de tanta sabedoria E depois julgava ser alegria Todo o seu tempo que nos anoitece. Mas da noite se leveda e tece Nova manhã que nos renova Ao raiar do sol há uma nova trova Que nos liquida ou engrandece.
Sento-me no cais do presente Horas penteiam seus longos cabelos No rebordo da brisa De um tempo canastrão Ao mesmo tempo que idílico. Malas e malas de receios Esperanças e outras angústias Revelam os viandantes do temor. E não lhes falta amor Nem carícias nervosas Do adeus e da partida. Para onde vão? Para a hipótese de estarem longe do inferno Que ajudaram a criar com o seu voto.
Se queres muito um novo caminho Despe as velhas roupas Lava no rio os teus pensamentos Bebe o voo dos pássaros. Não esqueças que és irmão De cada ser que respira a Terra Deixa entrar a claridade Em todo o teu ser e sorri. Ensina as crianças e os jovens A urgência de sempre se gritar Que a justiça não pode ser negada Nem a dignidade nos pode ser roubada. É urgente que o tempo velho Não volta a semear iniquidade.
Uma boca não pode ser selada Quando os olhos estão cheios Com combóios de tristeza E contentores de sofrimento. Temos que alindar as ruas Com as bandeiras da exigência Enchê-las de vizinhos e de amigos Que alivêm despir as suas mágoas. Das ruas onde passeia o nosso desassossego Não podemos partir sem alcançar O que queremos O que precisamos Dignidade e justiça e liberdade. Ninguém pode faltar ao encontro Que nos leva a rasgar a noite E fazer florir a madrugada.
Quando a iniquidade nos trama Quando o capital nos afoga e devora Quando a fraternidade é rasgada Quando a alegria se vê exilada Cada um de nós terá que saber Que terá que deixar a sua marca Nocaminho oficina onde se amassa O mundo novo que queremos erguer.A impossibilidade só existe enquanto Não conseguirmos ou não quisermos Mudar o que agora nos amofina E carregar olhos de atrevimento. A inevitabilidade de usar grilhetas Só existe enquanto não ousarmos Despedir do leme os excelentes Traficantes de todas as explorações.
Menina Lisboa não seja teimosa E veja bem o quanto a têm tramado Desde que a fizeram fina e vaidosa Capital de um Portugal arruinado. Menina Lisboa não se deixe burlar Pelas novidades que lhe chegam de fora O pão vem da terra e também do mar É português e não quer ir embora. Menina Lisboa não se deixe enfadar Quando a arraia-miúda encher as avenidas Exigindo que a Índia se volte a achar Neste mar revolto das suas vidas. Menina Lisboa noiva de rio Amante do mar Não seja abrigo para os impostores Que vexam o Povo para consolar Do capital os velhos senhores.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Impressões digitais de um estranho País ( cont.)

169 - Das clareiras da ignomínia parece haver parca memória.Assim repetem-se e multiplicam-se tais actos malsãos. Desde Belém a S. Bento Por carris financeiros ou da comunicação social Não faltam vendilhões de almas Não faltam mercadores de independências Não faltam arautos de todas as inevitabilidades Não faltam construtores de teias Tarântulas esfaimadas de presentes Pensando resguardar os seus futuros quando castram os do próprio berço. O capital anda radical e perde todas as suas máscaras.Quer e exige labor Mas fustiga e desanca e humilha o Trabalho. Declara tudo fazer para bem do(s)Povo(s) Enquanto o(s) espolia de tudo O que inclui a(s) própria(s)alma(s). Quando se corta a raíz a uma árvore Ela sobrevive? Claro que não. E aos que opinam que o Povo anda desatento Há que desafiar o Povo: quando alguém atravessa uma rua não tem que olhar em todas as direcções para não ser atropelado ? Então porque não ter a mesma conduta No trabalho Na vida social Na vida política Na vida religiosa Enfim Na existência? O pior é que todo este suceder de crises esconde a maior e mais grave: crisa de valores Crise do capital Crise do mundo global. Crises da crise que afoga e esgana e degola a Democracia. A bancarrota dos EUA está evidente. Deixou de estar oculta. Têm inundado o Mundo de papael moeda que não tem suporte nas respectivas reservas de ouro. Mas não desarmam de serem patrões do Mundo. E se Obama quer evitar o pior e aumentar o tecto do déficit Já aos republicanos interessa não o fazer e atirar o Mundo para uma guerra global. Não são eles os donos das fábricas do armamento? Ou me obedeces ou levas no focinho!... O rating das empresas de notação ( por sinal americanas) contra a UE É sinal do endurecimento do capital EUA. A UE sofre de carência nevrálgica de democracia política e económica e social. A UE não quer ser uma Federação. A UE só é solidária na exacta medida dos interesses momentâneos dos seus membros mais fortes. Mas a UE e os EUA não conseguem conviver com o protagonismo crescente dos Países emergentes.Perdem fontes de matéria prima que têm sido objecto de rapina e pouco de aquisição séria e respeitadora dos Povos que dela são donos. Mais do que nunca impõe-se a luta dos conscientes de cada um dos Países contra toda esta conspiração do capital fraudulento e usurpador da Vida. Tentar alargar a geografia desta mesma consciência. O Mundo e a Sociedade Humana não podem prescindir do lado material da Vida. Mas não pode nem deve continuar a insistir em fazer do lado material o seu Deus a que tudo se sacrifica até ao ponto de estupidificar a vida e de a tornar abjecta e nula de esperança. O Mundo e a Sociedade Humana têm que erguer o primado da vertente espiritual da Vida. Algo que ultrapassa o egoísmo das religiões. Só assim poderão harmonizar a coexistência entre todos os seres e reequilibrar a vida planetária. Só assim saberão investir no Estado Social que dignifica a Humanidade que tem que se ver e compreender e tolerar como sociedade fraterna que é. Obviamente que tudo isto anula a ganância e a ambição ususrárias dos que se julgam eternos e donos da Vida na sua totalidade. Ninguém é dono da nada. Todos são usufrutuários de tudo. Em nome de uma vida melhor Em nome de todas as crianças Há que desassossegarmo-nos e hastear de vez o combate sério e consequente contra a iniquidade que se levanta e resfolga por todos os poros do planeta Portugal incluído. De contrário As forças mais negras dominarão e escravizarão tudo e todos Fazendo regredir as civilizações para estádios que a inteligência não admite. Tentar também anular a violência gratuita do desespero que começa a alastrar. Não se pode empobrecer alguém para depois vir praticar caridade. Não se pode humilhar um Povo e depois abrir guerra ao chamado terrorismo.Urge repensar a democracia e repô-la nos carris certos. O Mundo sem Estado Social é algo de anacrónico. O material As ideias As tecnologias Tudo o que existe e venha a existir Tem que ser direccionado para servir os seres e nunca transformar estes em escravos deles.Há que lutar contra os vígaros e oportunistas que nos têm governado. Há que erguer no Mundo um novo tempo de Paz De seriedade De convivência. Derrotar as doenças Sejam elas físicas ou de regime É imperioso. Iluminemo-nos para podermos iluminar os caminhos da Vida e do Mundo.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Impressões digitais de um estranho País ( cont.)

168 - Julho de 2011: Marte vê-se a olho nú desta Terra. Em finais de Agosto ainda se verá melhor. Interessante. Duzentos e vinte mil lavradores são pagos pela inefável União Europeia para nada produzirem. Ao mesmo tempo a FAO denuncia: 138% é o aumento de preço da alimentação básica. Enquanto que mil milhões de pessoas não têm o que comer no planeta Terra. Interessante. Em Portugal há derivas culturais: os autores da peça teatral Filha Rebelde que abarca a vida da filha do inspector da PIDE Silva Pais ( um dos maiores responsáveis pela repressão fascista) sofrem um processo judicial por difamação. Os herdeiros do torcionário não gostaram que o dito seja considerado o que foi de facto: um bom cidadão e polícia político do regime fascista que operou neste País à beira mar plantado.Curioso.A actual governação decidiu passar o ministério da cultura a secretaria de estado. Cabrita Reis ( artista plástico) opina que é pouco importante. Importante será haver uma boa política cultural. Decerto que sim. Duvidamos é que por este caminho a tal política cultural séria se venha a verificar. Curiosidades lusas.
Pelo meio... as empresas de rating colocam-nos no...lixo. Não somos credíveis. Será que a inefável União Europeia não entende que o que se passa é o mais feroz ataque a ela própria e que caminhamos todos para uma confrontação mundial de resultados imprevisíveis?!... A guerra económica e financeira em curso não é mais do que o laboratório onde se prepara a outra. A que dizimará o que puder. E a complacência individual e colectiva dos povos que acabam por sofrer e suportar e contemporizar com a admirável ganância egocentrista do capital mais obscuro e sem rosto ( ou não fosse covarde) que governa o mundo... há-de decretar a exaustão. E esta a violência mais crua e dura. E depois... o caos. Como sempre: a humanidade tem tanto de sublime quanto de monstruoso.E é a monstruosidade que anda no leme. E à solta. E os "sapientes" que fingem governar neste País... são tão subservientes do capital mundial... são tão afáveis para os lucros que têm que arrebanhar para os reenviar para os bolsos dos seus novos patrões que... com dorida pose... não se importam de tirar a pele aos seus concidadãos. Inevitável a guerra mundial que se constrói com esta e as demais virulências destas inefáveis sapiências.
Quanto ao Trabalho... será cada vez mais exíguo... penalizador... escravizante... quem o opera Tarde ou cedo fará escoar pelas ruas do Mundo as suas inevitáveis revoltas. Nada evitará o confronto total ( a não ser que se extripe o Mundo desta cáfila de mafiosos). É só olhar o globo terrestre a girar e ver os imensos conflitos que se disseminam por ele a eito. Junte-se-lhes uma boa pitada de assimetrias ambientais e de crimes correlativos e deixe-se apurar um pouco mais: não tardará um bom conflito mundial de proporções avassaladoras. Do que sobreviver logo se verá: o planeta e a natureza hão-de emergir e prosseguir com a vida. Quanto ao humano e restantes espécies logo se verá o que venha a ter extinção absoluta ou alguma redenção. É caso para grafitar em todos os murais do Mundo e das almas:Pobres crianças!...

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Impressões digitais de um estranho País ( cont.)

167 - Há muito para escrever. Há muito para pintar. Não sei se haverão rios para me escoar. Não sei se haverão olhos para estas letras ou estas formas de cor. Porém terei que escrever. Terei que pintar. E se me quiserem ou deixarem Ainda haverá lugar a divulgar poesia para quem quiser escutar. Nascemos. Sem darmos por isso Trazemos nove meses de velhice. Depois crescemos. Pensamos que somos jovens e que tudo é eterno ou quase. Porém... somos finitos e vamos acumulando mais tempo à velhice com que nascemos. O problema maior é quando começamos a ter consciência de que a estrada está a minguar. Tememos não ter tempo para o tempo que precisamos. Aproveitamos tudo o que podemos. Falta-nos meios? Nunca em Portugal fomos fartos deles. Tudo o que hoje nos dão logo nos tirarão Seja lá como for. Paciência. Não conseguem é que deixemos de escrever. E de pintar. Porque isso é a nossa natureza. E assim teremos que cumprir. Para bem de nós. Para o destino que os outros nos queiram dar. E se quando morre um ser É um pouco de Deus que morre ( como dizia o Saramago). Quando nos esquecemos dos que partem É de Deus que nos esquecemos. E ele que é tudo Acaba por ser nada Sobretudo quando as memórias deixarem de funcionar. Porém Talvez que haja algo que nos escapa: Lavoisier enunciou que nada se perde e tudo se transforma. Assim sendo Será nesse refluxo que se inscreve a ressurreição e a eternidade?! A nossa consciência e a nossa mente deficilmente abrangerão tal equação. Por agora. E as obras que deixamos são meras marcas ou pegadas ou impressões digitais a dizer que passámos por aqui. Poderão abrir ou ajudar a abrir janelas ou portas por onde vislumbrar outros novos caminhos e horizontes e paisagens e seres. Se assim for tanto melhor. É um pouco mais de valia para as marcas. Antes do silêncio Que um dia nos vestirá. A todos. Menos à curiosidade eventual de um qualquer esquadrinhador de passados. Teremos sempre um destino. Porque somos estradas. E estas são meras hipóteses de respirar a vida. Nada mais. O destino que somos é sempre uma incógnita. Que se deposita nos outros. Sobretudo nos vindouros. Nos que se emocionarem com as nossas marcas e nelas descobrirem a eventualidade de um qualquer sonho. De uma qualquer utopia. Nada mais.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Impressões digitais de um estranho País ( cont.)

166 - Há quem diga que somos um Povo avesso a mudanças. Aliás Há demasiado conservadorismo na raciocínio luso. Porém É a direita no seu todo que proclama a necessidade de mudança e Embora o não diga ainda claramente ou com mais descaro Pretende refundar o regime democrático com base na bíblia neo-liberal. Como proclamava o Paulo Portas: é necessário um novo 25 de Abril! Obviamente que sim. Apenas uma questão de nuance: o 25 de Abril do Povo não é o 25 de Abril da elite económica e política e social e religiosa. Ora o PP embora fale muito em Povo o que quer é o triunfo da sua elite. Quanto ao Povo: a crise que foi paulatinamente fabricada servirá para neutralizar as veleidades da luta comum.Reduzir-lhe os proventos Já de si minguados É condição da Troika para que tudo se mantenha nos carris capitalistas. Com os proventos reduzidos Diminuem-se direitos Ou seja dignidade E dobra-se-lhe a cerviz com Horários de trabalho energicamente endurecidos O que dificulta a coesão familiar. E eles que defendem a família!... A deles Claro. A mudança necessária seria a que a esquerda preconizava. Mas essa ameaçava os lucros bilionários do sistema. Logo, deveria ser rechassada. E foi-o. A esquerda perdeu em toda a linha. Uma vez mais pela inclinação do PS à direita tão bem conduzida por alguém que fez da zé-espertice matreira um código nunca de honra. Assim: a mudança virá quando as actuais bíblias neo-liberais apodrecerem por inteiro as raízes sociais seja em Portugal Seja do que restar da UE!... Até lá... a luta dos que não se vergam nem se conformam com ditames capitalistas que apenas desumanizam as sociedades Esquecidos de que são breves no seu respirar!...

Impressões digitais de um estranho País ( cont.)

165 - E vira que vira e torna a virar As voltas do vira são boas de dar. Assim reza um dos viras do Minho Numa das melhores pérolas do nosso folclore. De não esquecer a segunda pérola: o malhão.
Cinco de Junho de dois mil e onze: o Zé-Povo Cansado da tragicomédia socrática Resolve virara à direita. Pouco Muito pouco quiz com a esquerda. Quanto ao centro Mandou-o directamente às urtigas. O Estado Social corre perigo? Obviamente que corre. Os jogos do poder e a ambição das hostes respectivas vão deixar de existir? Claro que não. O Zé-Povo vai sair beneficiado? Só se for na exploração a que vai ser mais intensamente sujeito. O Povo é soberano. Mesmo que quarenta e seis por cento tenha virado costas à cidadania não indo votar Sempre restaram uns cinquenta e quatro por cento de decisores pelo voto da dita soberania. Conscientes? Os rios da consciência cívica não são propriamente caudalosos. Mais parecem riachos. A direita calou ou mitigou dificuldades? Mais do que a direita política a direita informativa foi bem mais eficaz. As vedetas deslumbradas fizeram bem o trabalho de casa. Quando lhes privatizarem o canal público da televisão Será que vão gostar? Houve até a ousadia da direita em afirmar ser necessário um novo 25 de Abril. Ninguém os entendeu. Vão perceber quando a Constituição for mudada E virem a consagração do Capital como texto fundamental de um País uma vez mais traído.Quando o despedimento não precisar da justa causa. Quando a indmnização pelo despedimento for praticamente nula. Quando...
Em Portugal tudo é à flor da pele No que respeita ao raciocínio e decisões por parte do Povo soberano. No que respeita à direita Tudo o que promete Cumpre. Não na expressão directa em que foi ouvida. Antes na dimensão profunda da sua própria identidade: a natural opressora das restantes áreas do pensamento. Confiar que a direita seja progressista É não entender nada de nada. A troika FMI/UE Acaba por ser a melhor bóia de salvação para esta direita que sempre sonhou reformar o 25 de Abril do Povo E hastear o 25 de Abril dos senhores de sempre.
Podemos estar descansados: O Zé-Povo decidiu o melhor para a sua indigência crónica e provou que de esquerda tem muito pouco. Porém a esquerda sonhará e apelará às lutas de sempre e ver-se-à confrontada com areias movediças. Mais e mais. Que as mentalidades são mais conservadoras do que progressistas. E o papão da Troika não deixará de acenar aos desalinhados: ou cumprem com o que ordenamos ou sofrerão as consequências. Resta saber se por detrás disto tudo não estará uma vontade co centro europeu em mandar estes países ditos periféricos para fora do seu clube. A UE... cada vez mais É um clube de ricos e menos a unidade dos Povos europeus. Enfim, como diria Alice: estamos fritos e penhorados e o folclore continua a ter razão.